sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Veja 4 tipos distintos de atendimento ao paciente


Em post, especialista, Eduardo Silva, explica como funciona um atendimento padrão, bom atendimento, atendimento excepcional e um atendimento focado na ruptura

Olá, colegas, hoje em particular não falarei especificamente de questões voltadas à governança corporativa mas entrarei numa questão muito mais comportamental que demonstra de maneira explícita a diferença entre um atendimento padrão, um bom atendimento, um atendimento excepcional e um atendimento focado na ruptura.

Pois bem, vamos ao primeiro: o atendimento padrão. Este conceito oriundo da indústria está focado na eficiência, na produtividade em escala, é o atendimento que faz com que tudo funcione de maneira rápida e sem surpresas, é o mesmo que colocar o atendimento aos pacientes numa esteira e encaminhá-los à linha de produção, ou melhor, à linha de atendimento. Para situações em que há pouco tempo disponível é o atendimento perfeito pois em teoria o horário agendado será respeitado, o atendente será pragmático no encaminhamento, a coleta clínica,  as análises laboratoriais serão efetuadas de maneira ágil e o médico será breve, diretivo e assertivo. Este tipo de atendimento deve ser repleto de profissionais especialistas, com um grau de qualidade acima da média e sua aplicabilidade geralmente está ligada às questões emergenciais onde o tempo é um fator determinante para salvar vidas.

Ao tratar do bom atendimento vamos agregar o conceito de uma relação com alto grau humanitário e sentimental, pois o paciente passa a exercer também um papel de cliente e espera ter maior atenção dos profissionais da área de saúde pois sua premissa está diretamente ligada a estabelecer relação interpessoal, mesmo que momentânea. Ou seja, este tipo de atendimento exige dos profissionais da área de saúde uma maior dedicação quanto à postura no cotidiano, uma vez que precisará sorrir, ouvir, dialogar, informar, esclarecer e cuidar. Este tipo de atendimento está direcionado para pacientes internados e que geralmente encontram na figura das enfermeiras o genuíno representante deste papel. Ao tratarem os pacientes quase que como amigos de longa data, as enfermeiras provocam uma satisfação imediata, levando os mesmos a uma sensação de bem estar e de confiança nos serviços que estão sendo prestados.

O atendimento excepcional pode ser definido como aquele que mais possui fatores importantes para uma relação de longa data, pois agrega toda a especialização do atendimento padrão, a amabilidade do bom atendimento, o conhecimento do histórico de cada paciente e o principal: a paixão pelo exercício de sua profissão. Os profissionais que atuam desta maneira estão disponíveis e acessíveis a todo o tempo, tornam-se além de médicos muitas vezes confidentes de seus pacientes, tendo acesso a informações interpessoais que ajudam na análise clínica de causa de muitos problemas e por esta razão conseguem ser mais assertivos que os demais profissionais ao tratar os sintomas. Os médicos familiares e os pediatras geralmente exercem muito bem este papel e por isso seus pacientes, ou melhor, seus clientes sempre são tão fieis na relação.

Na contramão das três primeiras definições, temos o atendimento focado na ruptura, onde os profissionais não possuem qualquer preocupação com a qualidade de seus serviços, com o atendimento, ou mesmo com a relação. São meros burocratas de um sistema e passam o dia aguardando o horário da saída, semanas aguardando o próximo feriado, meses aguardando suas férias, enfim, são profissionais capazes de trazer desconfiança e irritabilidade por conta do mau atendimento, da falta de zelo e muitas vezes da falta de ética. Este tipo de profissional presente em diversas áreas traz uma preocupação ainda maior quando atua na área da saúde pois pode deixar na fila de espera uma paciente em estado crítico, efetuar uma análise clínica errônea, aplicar uma medicação equivocada e provocar de maneira irresponsável a morte de um paciente. Se transformamos o conceito de paciente em cliente, este profissional está atuando para levar a morte inclusive à corporação que representa pois sua atuação está direcionada, mesmo que de maneira inconsciente à ruptura. Geralmente este perfil é encontrado em profissionais que tiveram uma carreira frustrada e que não atingiram seus objetivos pessoais, que exercem uma função que não conseguem enxergar valor agregado ou porque simplesmente perderam a paixão pelo que faziam.

Quando perguntamos se atendemos pacientes, clientes ou coisas, podemos definir que o atendimento padrão está focado a pacientes, os atendimentos bons e excepcionais possuem graus diferentes de composição entre pacientes e clientes mas o atendimento por ruptura certamente foca em coisas, em fazer o menos possível, no louvor à preguiça e à incompetência.

Há pouco tempo estive numa das mais famosas e maiores clínicas de análise laboratorial do país e que investe de maneira programada e constante na capacitação de seus profissionais. Sei do valor agregado deste laboratório pois tenho o prazer de conhecer pessoalmente seu presidente, que possui grande preocupação com a qualidade no atendimento.

Todavia, apesar de todo o investimento e preocupação da alta direção, fiquei extremamente decepcionado ao ouvir a conversa entre dois profissionais que atuam em análises laboratoriais: o comentário de que não fariam o exame do meu filho através de um equipamento de melhor qualidade por este se localizar no 2º andar do prédio e por já ser 17h30. Estes mesmos profissionais me disseram ainda: “Como está próximo das 18 horas, o senhor entende, não é?”

Claro que não posso entender como alguém pode se recusar a ofertar para seus clientes o que possui de melhor, claro que não entendo a falta de profissionalismo, claro que não entendo a preguiça no exercício da função, claro que não entendo a falta de ética profissional. Imaginem se os engenheiros que cuidam da manutenção das turbinas das aeronaves deixarem de trocar as peças porque estão em outros galpões. Será que voaríamos tranquilos?

Alguns de vocês devem estar indagando neste momento: mas isto não acontece no hospital, no laboratório, na clinica em que atuo. Ledo engano, esta situação acontece em toda corporação pois é muito difícil criar mecanismos que detectem esta atitude na execução das atividade cotidianas. É muito difícil segregar profissionais que possuem paixão pelo que fazem daqueles que se pudessem mudariam rapidamente de profissão.

O alerta que gostaria de dividir é que não importa o quanto investimos em treinamentos, em equipamentos de ponta, em infraestrutura se não criarmos mecanismos de contratação, retenção, valorização e monitoramento que sejam capazes de analisar a capacidade técnica, os valores éticos, morais e a postura dos profissionais que desejamos para nossas corporações.

E então, o que vocês acham, os profissionais da sua corporação atendem pacientes, clientes ou coisas?
Eduardo Silva é especialista em Estratégia e Marketing e Sócio-Diretor do Grupo FBM, conglomerado com atuação em Auditoria. Por Saúde Web

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Veja o legado de Steve Jobs para a Saúde

Dentre suas invenções, o visionário fundador da Apple deixou o iPad para o mundo, uma ferramenta versátil, cada vez mais usada por profissionais do setor

Uma das personalidades mais inovadoras – se não a mais – visionárias e criativas do mundo da tecnologia. É assim que as publicações especializadas, analistas, jornalistas e geeks (ficcionados por tecnologia) sempre enxergaram Steve Jobs.

O fundador da Apple morreu nesta quarta-feira (05) aos 56 anos. Em 2003 ele lutou contra um câncer de pâncreas. No início deste ano ele se afastou da companhia que criou em 1976 para cuidar da saúde, mas continuou como CEO. Em 25 de agosto ele deixou o cargo novamente alegando que cuidaria de problemas pessoais.

Em sua carta de despedida da posição de CEO da organização Jobs afirmou que acreditava “que dias mais brilhantes e inovadores da Apple ainda virão” e que estava “ansioso para assistir e contribuir para seu sucesso em um novo papel.”

Obra x Saúde 

Jobs foi responsável por lançamentos de quipamentos que mudaram o mundo, como o Macintosh, iPod, iPhone e iPad. Este último tem sido largamente utilizado por profissionais de saúde. As inúmeras funcionalidades contidas em um iPad fizeram deste dispositivo uma ferramenta versátil para o uso médico, seja para uma simples consulta de qual medicação receitar ou para emitir um laudo clínico. O aumento no interesse dos profissionais de saúde pela ferramenta desenvolvida pela Apple é proporcional ao número de aplicativos desenvolvidos para o setor de saúde.

Os 20 aplicativos de saúde para iPad mais baixados na App Store. Na loja virtual os aplicativos estão divididos em duas categorias: Free apps, que são os softwares gratuitos e o pagos, variando de US$0,99 a US$69,99.

TOP 20 Free Apps
3D 4 iPad Image [inglês]
Medicamentos de A a Z [português]
Psicofármacos Free [português]
Eye chart pro [inglês]
Genéricos BR [português]
Miniatlas sistema musculoesquelético [português]
3M Littman SoundBuilder [inglês]
Medscape [inglês]
Calculate [inglês]
Junior animed atlas oh human anatomy and physiology [inglês]
Miniatlas urologia [português]
Body scientific charts and books [inglês]
Xr.ay [inglês]
BMJ – British Medical Journal [inglês]
eKnowledge – Diabetes lectures clinical [inglês]
Skyscape medical resources [inglês]
PudMed On tap lite [inglês]
Cardiovascular medicine [inglês]
iSurf BrainView [inglês]
Pediatrics [inglês]
TOP 20 Apps pagos
Bulário digital – US$5,99 [português]
Medicamentos de A à Z – US$24,99 [português]
Exames laboratoriais HD – US$1,99 [português]
PubMed on Tap – US$2,99 [inglês]
Bulas – US$4,99 [português]
Medmath Medical Calculator – US$4,99 [inglês]
Medical Lab tests – US$2,99 [inglês]
Muscle Trigger Point – US$2,99 [inglês]
Eponyms – US$1,99 [inglês]
Medquations Medical Calculator – US$4,99 [inglês]
Dermatomes – US$0,99 [inglês]
MedCalc Pro – US$4,99 [inglês]
Neuro Toolkit – US$2,99 [inglês]
STAT Growcharts – US$7,99 [inglês]
Infuse – US$0,99 [inglês]
The Merk Manual – Professional edition – US$34,99 [inglês]
Biostats Calculator – US$9,99 [inglês]
Heart Pro – US$17,99 [inglês]
DentALL Protese – US$3,99 [inglês]
Psicofármacos – US$69,99 [português]

Por Saúde Web.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TIM lança aplicativo destinado aos médicos


TIM lança aplicativo destinado aos médicos

App possibilita que os médicos acessem as bibliotecas médicas da AMB, CBHPM, TUSS e CID-10; além de mandar lembretes aos pacientes
 
A TIM lançou novo aplicativo voltado para clientes do segmento médico. O MóbileCare Edição TIM tem o objetivo de contribuir para que os profissionais possam enviar lembretes de consultas aos pacientes e receber as respectivas confirmações por SMS. Além de acessar informações como as bibliotecas médicas da AMB, CBHPM, TUSS e CID-10.

De acordo com a empresa, a solução foi desenvolvida desenvolvida pela empresa de software MTM Tecnologia em parceria com a TIM para uso médico elaborado de forma integrada.

E ressalta que o aplicativo possibilita maior controle da presença dos pacientes nas consultas, por meio da ferramenta de lembrete e do uso do SMS para a comunicação com os clientes. Segundo a empresa, essa funcionalidade é exclusiva para clientes TIM. E permite que os profissionais de saúde calculem os valores a serem recebidos pelos procedimentos médicos realizados.

O diretor de marketing corporativo da TIM Brasil, Alexandre Trindade, explica que o aplicativo é uma solução de gestão e produtividade, com mobilidade para agregar valor as atividades dos clientes da área da saúde. Ele conta que as pesquisas internas apontam que os profissionais do segmento possuem perfil de alto consumo e interesse por novas tecnologias. E ressalta que o objetivo é atender a um nicho que hoje representa 25% da base de clientes TIM que atuam neste segmento.

Inicialmente, a solução estará disponível para usuários de iPhone e BlackBerry Curve 8520 e será oferecida gratuitamente até 31 de março de 2012. Após o período de degustação, passará a custar R$ 9,99 por mês.

Para adquirir o aplicativo, basta enviar um SMS com a palavra “ATIVAR” para 6334 e aguardar a resposta com as instruções de instalação e ativação do serviço. Por Saúde Web.

4 dicas para aprimorar relação paciente, médico, hospital e fornecedores

As normatizações serão implantadas de modo eficiente? As operadoras estão preparadas para se adequar? Em artigo, especialista levanta a questão e apresenta direcionamento 

Nos últimos tempos os usuários de planos de saúde vêem saírem inúmeras normas que os beneficiam, entre elas desconto para pessoas saudáveis, prazo para atendimento, aumento no Rol de cobertura, entre outros. Mas, será que todas essas normatizações, por mais que sejam satisfatórias, serão implantadas de modo eficiente? As operadoras de saúde estão preparadas para se adequar?

A saúde suplementar vive atualmente um momento de crise, baseado em conflitos de interesses. Médicos exigem melhor remuneração, as operadoras sofrem com a falta de especialistas credenciados e o Sistema Único de Saúde (SUS) exige ressarcimento das operadoras, devido ao uso da rede pública por seus usuários.
Diante de tantos problemas é preciso refletir sobre a eficiência das operadoras. Quero deixar claro que, não estou ao lado de nenhuma das partes, o que eu pretendo aqui é discutir a efetividade no cumprimento dessas normas. Pois, o que adianta a Agência Nacional de Saúde Suplementar criá-las no momento em que as operadoras ainda não estão preparadas?

Pensando nisso, listei algumas medidas que acho que devem ser levadas em consideração:
  • Dentro dos critérios do IDSS (Índice de Desenvolvimento da Saúde Suplementar) incluir um índice de satisfação do prestador de serviço (médico, hospital, laboratório). Pois dentro da cadeia (supply chain) do sistema de saúde todos os envolvidos têm que estar em sinergia;
  • Monitoramento dos prestadores: alguns hospitais viraram uma “lojinha” de medicamentos e materiais, teoricamente não deveriam embutir taxas de comercialização como se fossem estabelecimentos que negociam esse tipo de produto (farmácias);
  • Ações em conjunto à ANVISA para acompanhar a valorização e comercialização das órteses, prótese, materiais especiais e medicação de alto custo. O descontrole da “bonificação” dada quando utilizados leva a um aumento dos custos. Um item “bonificado” mal indicado para um paciente eleva a sinistralidade encarecendo o plano de saúde;
  • Prêmios para as operadoras de saúde com o melhor IDSS (Índice de Desenvolvimento da Saúde Suplementar).
Poderíamos ficar enumerando muito mais itens de sugestões de melhoria, porém com esses já citados já trariam uma enorme mudança no relacionamento entre paciente, médico, hospital e fornecedores, que equilibrariam o setor levando ao paciente/cidadão a melhor assistência em saúde com o preço justo. Por Henrique Oti Shinomata.