quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

3 passos para alcançar o modelo de hospital ideal


Em post, o especialista chama atenção dos gestores sobre os caminhos que os hospitais podem percorrer para melhorar a qualidade das suas instituições de saúde.
 
Há inúmeras possibilidades para exemplificar esse tipo de hospital.
  • Aquele que dá lucro.
  • O que tem a ocupação média de leitos acima de 85% e um significativo número de cirurgias.
  • O que atende a todos os convênios.
  • O que tem o Corpo Clínico mais bem preparado.


Antes de evoluir na discussão sobre qual ou quais das alternativas acima melhor se encaixam no seu conceito de hospital ideal, contudo, convido o leitor a responder a uma questão básica e ao mesmo tempo fundamental, pois pode definir não só os rumos, mas também o sucesso ou fracasso da empreitada: Qual o core business deste hospital?

Vamos desdobrar ainda melhor esta pergunta, para que não restem dúvidas: Qual o principal produto deste hospital? Em que áreas da medicina ele irá operar? Para qual mercado ele estará disponível? Atenderá todas as classes econômicas ou estratificará em algumas específicas? Prestará serviços a convênios? Quais? Dará atendimento ao SUS? Em que região da cidade estará instalado? Como será o acesso? Quais os obstáculos e dificuldades que se espera encontrar?

Estas são perguntas cruciais na concepção de um empreendimento hospitalar. Não pretendo discutir também questões relacionadas ao projeto, construção e início da operação do hospital. Gostaria de me ater ao conceito do negócio. As questões apresentadas no início deste artigo são relevantes, sim. Mas lucro, ocupação, relacionamento com convênios e dedicação/qualificação do corpo clínico serão mais conseqüências de um bom planejamento do que fundamentos do empreendimento em questão.

É preciso, antes de tudo definir as áreas da medicina sobre as quais o hospital lançará seu foco. Por exemplo, desejo atuar em quatro grandes áreas, com ênfase em pacientes cirúrgicos, sendo elas: atenção cardiovascular; cirurgia geral/abdominal; traumatologia e ortopedia; e oncologia. Pronto, foi lançada a pedra fundamental.

A partir desta decisão, sugiro os próximos passos ou atividades:
  1. Qual a organização do Corpo Clínico, pedra angular para o êxito deste negócio, necessário para tornar este hospital rentável? Começo desenhando o plano diretor de medicina do hospital, chamado também de core business. A partir das quatro grandes áreas da medicina, descrevo e pormenorizo a composição dos serviços e suas atividades específicas.  Quanto mais detalhada for esta descrição, mais correta será a alocação dos médicos em cada um, ou seja, a exata dimensão da força de trabalho necessária para a operação desse plano. Também facilita a alocação de todos os outros profissionais que fazem parte do que se denomina de atividades assistenciais, mas não somente, também as com funções operacionais e administrativas.
  2. A formatação do plano comercial a partir da etapa um será tanto mais eficiente quanto for a definição do core business e toda sua base se origina do plano diretor de medicina. Se a decisão for atender a todos os convênios é possível você introduzir uma nova forma de relacionamento com as operadoras de planos de saúde, usando a remuneração por procedimentos, o que traria um valor agregado muito forte, contribuindo para a eliminação de custos burocráticos e controle desnecessário que o mercado pratica atualmente. Certamente será um ingrediente importante para a resposta às perguntas iniciais, além de oportunizar uma relação mais tranquila e transparente entre o hospital e o cliente operadora.
  3. A governança deste hospital a partir do negócio desenhado por áreas da medicina será executada com objetividade, uma vez que os produtos já estarão previamente definidos e descritos e, assim, os atores e coadjuvantes envolvidos terão a exata dimensão do que representam e quais os comportamentos necessários para alcançar os resultados esperados pelo conselho administrativo.
Certamente o hospital com 250 leitos atuando com uma ocupação média de 85% tem grandes probabilidades de ser mais rentável do que outro com menor ou maior capacidade de leitos. Porém, seu melhor desempenho não será devido ao tamanho e à ocupação e sim ao acerto nas decisões que resultarão na modelagem do negócio.

É este apenas um sonho?

Creio que não. Acredito ser este o caminho ideal para um novo empreendimento. Mas nada impede que se inicie uma reflexão e se tomem decisões e ações que transformem as atuais entidades. Quem sabe estamos diante de uma grande oportunidade em inovar definitivamente a gestão?

Comecemos a construir a diferença!

Por Genesio Korbes.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sistel reduz custos assistenciais em 39% com Axismed


Índice de internação de pacientes crônicos da Fundação Sistel de Seguridade Social diminuiu 73% com programa de gestão

Modernos softwares de gestão, eficiente integração de informações e indicadores e acompanhamento assistencial constante são responsáveis por uma redução de 39% dos custos com doentes crônicos e de 73% no índice de internação da Fundação Sistel de Seguridade Social. Desde 2005, a Axismed faz o gerenciamento e promove qualidade de vida a 2.400 crônicos do fundo de pensão brasileiro, criado em 1977.

“São 40 mil vidas na Sistel, sendo que 20% da população gasta 80% do que ganha com tratamentos de saúde”, conta a gerente de planos de saúde da Sistel, Adriana Meirelles.

Devido ao alto índice de idosos pertencentes à Sistel, tendo em vista que é uma carteira fechada, onde ninguém mais entra, e aos resultados negativos de aderência aos programas anteriores, a entidade encontrou, segundo Adriana, um programa ideal.

“O objetivo é conscientizar a população crônica sobre sua doença para que aprendam a tomar as providências necessárias de cuidado”, afirma Adriana.

O projeto Viver Melhor, da Axismed, apoiou-se em um aspecto determinante para o sucesso que se estende por mais de cinco anos: mudança de comportamento. De acordo com o diretor comercial da Axismed, Fabio Boihagian, os pacientes recebem uma série de orientações e treinamentos para estabelecimento de novos hábitos, com duração de um ano e meio.

Algumas das iniciativas e recomendações são: tirar a dúvida dos pacientes em relação à doença, promoção de autocontrole, adesão ao tratamento médico regular e às prescrições medicamentosas, entre outros.

“Depois do paciente participar do Viver Melhor, ele é direcionado para um programa de acompanhamento, para checar se as conquistas estão sendo mantidas”, explica Boihagian.

Segundo o executivo, a Axismed acompanha o tempo todo os indicadores clínicos e operacionais que demonstram se o paciente está aderindo ao programa. “Na medida que ele vai aderindo, ele passa envia os exames por fax ou e-mail”, conta.

A relação com a operadora se dá, segundo Boihagian, de forma harmoniosa. “As informações são compartilhadas. Além disso, primamos pela relação médico e paciente. Temos um canal para que os médicos tenham acesso às nossas informações e também tirar dúvidas”, diz.

Recentemente, a Axismed anunciou a implementação de um software, chamado e-Praxis, que se destaca por ter tecnologia de ponta, recursos especiais, integração com dispositivos móveis, banco de dados e ferramentas complementares e modulares, como Business Intelligence (BI) e Customer Relationship Management (CRM). Por Verena Souza.

Operadoras podem ser multadas em R$ 80 mil pela ANS


Desde o dia 1º, mais 69 procedimentos foram incluídos na lista de consultas, exames, cirurgias e tratamentos com medicamentos especiais de planos de saúde


 
As operadoras de planos de saúde que deixarem de cobrir um dos novos procedimentos que passaram a integrar a lista obrigatória de serviços estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) serão multadas em R$ 80 mil. Desde o dia 1º, mais 69 procedimentos foram incluídos na lista de consultas, exames, cirurgias e tratamentos com medicamentos especiais de planos de saúde.

Em caso de negativa por parte da operadora, a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Joana Cruz, alerta o usuário a procurar o plano de saúde em primeiro lugar. Se ainda não conseguir o atendimento, deve denunciar a empresa à ANS pelo telefone 0800 701 9656 ou em um dos 12 núcleos da agência, que é a responsável pela fiscalização do setor. Em última instância, o consumidor pode recorrer à Justiça.

A advogada defende uma cobertura ainda mais ampliada, citando como procedimentos que poderiam ser incluídos os transplantes de fígado e pulmão, que ainda estão de fora da lista. “Os planos deveriam atender muito mais. Se não cumprir, tem que entrar na Justiça”, disse Joana Cruz.

Entre os novos serviços que devem ser oferecidos pelos planos de saúde, está a cirurgia de redução de estômago (bariátrica) por vídeo, que é menos invasiva que o método convencional. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a inclusão da técnica atende a uma antiga demanda dos pacientes e profissionais. Das 60 mil operações bariátricas feitas no país em 2010, 35% usaram a técnica da videolaparoscopia.

Ao invés de abrir o abdômen do paciente, o médico precisa fazer pequenas incisões para a passagem das cânulas e da câmera de vídeo. Além disso, a cirurgia é toda gravada. Segundo a sociedade médica, o custo da cirurgia por vídeo é maior, porém o tempo de internação diminui e é menor o risco de complicações pós-cirúrgicas, como infecção e o aparecimento de hérnia.

Outra novidade é o tratamento com medicamentos especiais para quem sofre de artrite reumatoide. Os remédios são indicados para pacientes que não responderam ao tratamento convencional. Estima-se que 30 milhões de brasileiros sofram de doenças reumáticas, sendo 10% deles de artrite reumatoide.

A coordenadora institucional da Associação Nacional de Grupos de Pacientes Reumáticos (Anapar), Lauda Santos, comemorou a entrada dos medicamentos na cobertura dos planos de saúde. Ela lamenta, no entanto, que eles ainda não estejam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “Somente uma pequena parcela vai ter acesso”, disse, acrescentando que há uma luta pela inclusão dos remédios na rede pública desde 2006. O custo do tratamento especial varia de R$ 8 mil a R$ 20 mil por mês.

A Agência Brasil tentou contato com a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) e também com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa as 15 maiores operadoras, para comentar a entrada em vigor da nova lista de cobertura obrigatória. No entanto, não conseguiu contato.
Em agosto passado, quando a ANS divulgou a lista, a Abramge informou que o alto custo dos novos serviços pode levar empresas do setor à falência. A FenaSaúde disse que as operadoras filiadas irão cumprir a legislação rigorosamente.

No primeiro momento, não haverá reajuste das mensalidades por causa dos novos procedimentos. Durante este ano, a ANS vai monitorar as operadoras para detectar possíveis reflexos financeiros. Caso isso venha a ocorrer, o custo adicional será incluído no reajuste das mensalidades a partir de 2013. Por Agência Brasil

Abertas inscrições para 5,4 mil vagas nas escolas técnicas de Pernambuco


Estão abertas até o dia 9 de janeiro as inscrições para a seleção dos 5.445 alunos que estudarão em uma das 14 Escolas Técnicas Estaduais (Etes) espalhadas por Pernambuco. No total, são oferecidos 31 cursos. As inscrições devem ser feitas exclusivamente na internet, no site da Fadurpe. Após preenchimento da ficha, o candidato deve pagar uma taxa de R$ 18,00.

Os que desejarem fazer os cursos de formação integrada e tiverem concluído o ensino fundamental nos anos de 2010 ou 2011 em escolas públicas estão isentos dessa taxa. Esses candidatos deverão entregar na escola do curso escolhido a ficha 18 ou declaração de conclusão do ensino fundamental completo até o dia 9 de janeiro.

O cartão de inscrição estará disponível a partir do dia 12 de janeiro no site da Fadurpe. Ele deverá ser apresentado no dia da prova juntamente com um documento com foto.

Seleção:

A seleção será realizada com uma única prova objetiva de língua portuguesa e matemática. Cada uma terá 40 questões de múltipla escolha. Apenas os candidatos que fizerem a inscrição para o curso de Programação de Jogos Digitais e Multimídia passarão por duas etapas. Além da prova objetiva, eles serão submetidos a uma prova de habilidade/conteúdo específico e de raciocínio lógico.

Os exames terão duração de quatro horas e serão realizados nos dias 22 e 23 de janeiro. O resultado das provas escritas será divulgado no endereço da Fadurpe no dia 27 de janeiro. Já os candidatos do curso de Programação de Jogos Digitais e Multimídia terão o resultado divulgado um dia antes, dia 26 de janeiro, também no site. Do G1 PE

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Nova listagem de coberturas obrigatórias entra em vigor

Data de publicação: Quarta-feira, 28/12/2011 
 
A partir deste domingo, 1º de Janeiro de 2012, entra em vigor a Resolução Normativa nº 262, que atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Publicada em agosto de 2011, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a norma determina que as operadoras de planos de saúde deverão oferecer cerca de 60 novos procedimentos aos consumidores de planos novos (contratados após janeiro de 1999) ou adaptados à legislação. 

O Rol de Procedimentos é a listagem mínima de consultas, cirurgias e exames que um plano de saúde deve oferecer. O novo Rol foi elaborado com a participação de um Grupo Técnico composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, que inclui órgãos de defesa do consumidor, representantes de operadoras e de conselhos profissionais, entre outros.

O primeiro rol de procedimentos estabelecido pela ANS foi definido pela Resolução de Conselho de Saúde Suplementar - Consu 10/98, atualizado em 2001 pela Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 67/2001 e novamente revisto nos anos de 2004, 2008 e 2010 pelas Resoluções Normativas 82, 167 e 211, respectivamente.

Buscador do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde

A ANS criou um buscador que permitirá ao usuário consultar as novas coberturas previstas no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Acessando à pagina www.ans.gov.br, após informar o tipo de cobertura do plano, o interessado poderá buscar o procedimento que deseja e saber se  faz parte da cobertura.
Para facilitar a pesquisa, o buscador inclui a correspondência com a Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) e sinônimos de diversos procedimentos em linguagem leiga. A ANS está recebendo sugestões de sinônimos de procedimentos em saúde, que podem ser encaminhados pelo e-mail gt.rol@ans.gov.br. Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Consulta Pública nº 40:

A Consulta Pública do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde foi encerrada no dia 21/05/2011. Após 36 dias disponível para contribuições de consumidores, operadoras, gestores, prestadores de serviços e sociedade em geral, a ANS recebeu 6.522 contribuições, sendo cerca de 70% diretamente de consumidores.

infografico

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