terça-feira, 17 de abril de 2012

CIO do Albert Einstein aponta tecnologias que têm chamado sua atenção


Para Ricardo Santoro, problemas de fornecedores de TI em manter as pessoas mais estratégicas na organização é um desafio para os projetos.


A área de saúde está no foco de muitos fabricantes e fornecedores de TI para os próximos anos, com grandes integradores trabalhando focados no desenvolvimento de soluções completas para o segmento.

Ricardo Santoro é o CIO do hospital Albert Einstein e, mesmo sem poder divulgar valores e investimentos na área de TI da instituição, aponta algumas tecnologias que têm chamado sua atenção para este ano.

Fala, Chefe!: Qual o principal projeto tecnológico de vocês em 2012? Qual foi o maior no ano passado?

Ricardo Santoro:
Em 2011, o principal projeto foi a construção de um novo data center e a migração da infraestrutura de TI dos dois data centers antigos para o novo. Em 2012, o principal projeto é a atualização tecnológica de nosso sistema de gestão hospitalar, que inclui prontuário eletrônico e laboratório de análises clínicas.

Quais tecnologias têm despertado maior interesse nestes últimos tempos e quais pretende colocar para rodar na companhia?

Santoro:
São as tecnologias de RFID, automação de processos (BPM, workflow) e business intelligence (data warehouse, CRM).

Quais as principais dificuldades no relacionamento com as empresas fornecedores de TI e como você avalia o atendimento do canal?

Santoro: Como em qualquer processo cliente/fornecedor, encontramos empresas que prestam bons serviços e outras que deixam a desejar. Obviamente, o relacionamento entre estas empresas acaba concentrando a demanda de serviços nas companhias que apresentam melhor qualidade, cumprem prazos de entrega e são mais flexíveis e ágeis na discussão de escopo.
Atualmente, a maior dificuldade no relacionamento com as empresas que prestam serviço de TI é relacionada à manutenção da mão de obra qualificada e na gestão do custo do serviço. Como a demanda por profissionais de TI está muito forte, é muito comum as empresas perderem pessoas-chave durante os projetos, muitas vezes isto afeta a entrega, aumenta os custos e a discussão acaba sendo desgastante para os dois lados. Porém, acredito que temos um grupo de parceiros de negócio fortes que nos ajudam a implementar o road map planejado de TI.

O que é mais importante no relacionamento com fornecedores de TI?

Santoro:
O mais importante é ter um fornecedor que cumpre com seus compromissos. Muitos deles se apresentam como detentores de metodologias, conhecimento técnico e uma vasta referência de clientes, porém, quando começamos um projeto é que realmente conhecemos um fornecedor.
Na prática, o uso de metodologias e experiência acumulada ajuda, mas é o comprometimento dos profissionais que faz a diferença e acaba sendo a chave do sucesso de um projeto. As empresas que têm sucesso nas políticas de retenção de seus talentos acabam normalmente prevalecendo sobre as outras.

Quais os principais desafios da área de TI do Einstein?

Santoro: Os principais desafios são implementar o road map de projetos mantendo a estabilidade dos sistemas de TI, e reter as pessoas mais estratégicas da organização.

Por CRN Brasil.

terça-feira, 10 de abril de 2012

TI da Rede D’Or trabalha para facilitar incorporações

Grupo espera, até 2015, chegar a um faturamento de R$ 3,9 bilhões, com 4,5 mil leitos, quase o dobro da quantidade atual. Área de tecnologia elaborou roteiro de questões para o crescimento


 Como se diz em tecnologia da informação, o mundo ideal é a solução plug and play, ou seja, plugou está funcionando. É com isso na cabeça que a TI da Rede D’Or tem trabalhado nos últimos anos e os resultados, até então, parecem ser bastante positivos. Com foco em crescimento, o grupo espera, até 2015, chegar a um faturamento de R$ 3,9 bilhões e administrando 4,5 mil leitos, quase o dobro da quantidade atual. A área de tecnologia, para acompanhar a evolução da corporação, entendeu quais eram os desafios e elaborou um roteiro de questões que precisavam ser resolvidas.

Com 21 hospitais espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, muitos deles agregados a partir de aquisições, como o São Luiz, na capital paulista, a TI tinha, entre os desafios, integrar diferentes processos e modelos de negócio dentro de uma administração única. “A iniciativa da TI era ajustar processos ao modelo de negócio da Rede D’Or”, comentou Fábio Costa, gerente corporativo de TI do grupo, ao falar durante o Cisco Plus, no Rio de Janeiro. E os problemas começavam aí, até porque, nem todas as instituições adquiridas tinham a mesma política de investir em tecnologia que a Rede D’Or.

Além disso, a TI precisava trabalhar na consolidação e padronização das informações. O São Luiz, por exemplo, como frisou Costa, mantinha 800 leitos gerenciados a partir de um sistema desenvolvido internamente. Como decisão de negócio, o grupo optou por referendar três ERPs de mercado: Tasy, WPD e o da MV Sistemas, sendo que, este último, deixará de ser usado em breve.

Outro ponto essencial na estratégia do departamento era, após a padronização dos dados, produzir informações gerenciais, algo extremamente complexo quando se tem a presença de diversos sistemas. Um ponto que ajuda em todo esse trabalho, na visão do gerente, é o fato de o setor de processos estar dentro da área de TI.

Com alguns dos principais desafios superados, especialmente o de produzir informações gerencias para a alta direção consultar a partir de aplicações como business intelligence (BI), a TI trabalhou, também, para ter uma rede de comunicação entre as unidades bastante robusta de forma que grande parte do suporte pudesse ser remota, dispensando a necessidade de gente em todos os hospitais e unidades laboratoriais.

“Não queremos e não podemos ter trabalho sobre algo que não funciona, link que cai, a TI precisa olhar o negócio para entregar o melhor resultado. Nossa infraestrutura é própria, mas usamos muito parceiro. A unidade precisa ser independente, ela que produz receita, a holding só cria regras”, esclareceu.

Hoje as compras de TI estão centralizadas e, por ser um projeto exitoso em tecnologia, existe um esforço interno para que o almoxarifado médico do grupo siga pelo mesmo caminho. “Com facilitação de logística, o projeto é deixar as áreas remotas cada vez menores. Isso só é possível com criação da holding, assim podemos fazer transferência de medicamento para as unidades.”

Além da camada de integração de dados produzida para informações gerenciais, a área trabalha, agora, na elaboração de algo similar para os dados da área médica, dentro de um projeto chamado Paciente Único, unificando os prontuários para consulta a partir de qualquer unidade da Rede D’Or, mas o detalhes não foram revelados. Por Vitor Cavalcanti para o Saúde Web.

*O jornalista viajou ao Rio de Janeiro a convite da Cisco

quarta-feira, 4 de abril de 2012

4 tendências do futuro da TI nos hospitais

Conceito como Interconectividade, E-paciente, prosumidor, entre outros, impactarão o setor. Especialista enumera também possíveis obstáculos para que a TI em saúde se firme no País.


"De longe, entre as tecnologias mais transformadoras e influentes da última década têm sido aquelas relacionadas à interconectividade", diz pesquisador de informática em saúde Renato M.E. Sabbatini.

A velocidade alucinante em que se sucedem as inovações tecnológicas neste início de década tem atingido níveis tais, que os responsáveis por suas aplicações nos hospitais e outras instituições do sistema de atenção à saúde enfrentam cada vez mais múltiplos dilemas.

Tradicionalmente, a taxa de adoção de tecnologias de informação por essas instituições tem sido lenta, bem abaixo de outros setores da sociedade. Até mesmo algo que já teria que ser obrigatório, como a informatização total dos dados clínicos, o prontuário eletrônico do paciente (PEP), é extremamente raro nos hospitais brasileiros. Numa época em que todo o setor financeiro estava se informatizando integralmente, a maioria dos hospitais sequer usava computadores para automações simples, como folha de pagamento e faturamento. Mesmo o impacto da informatização maciça e acelerada dos consumidores, como o uso generalizado de celulares capazes de navegar na Internet, e agora, os tabletes, mal tem sido considerada pelos CIOs do setor saúde, embora as transformações sociais causadas por eles sejam extremamente rápidas e relevantes para sua atividade.

A rede domina

De longe, entre as tecnologias mais transformadoras e influentes da última década têm sido aquelas relacionadas à interconectividade. O cenário do acesso, armazenamento e distribuição dos dados mudou radicalmente com o advento das redes globais, como a Internet, principalmente a banda larga (que já ultrapassou 60 milhões de acessos no Brasil), e as redes sem fio. A integração das redes de dados com as redes de telecomunicação, como a de telefonia celular, ampliou extraordinariamente o alcance e a influência das redes digitais, uma vez que acrescentou gigantescos números de usuários “sem-computador” aos usuários potenciais (outro número impressionante: também em março de 2012 deveremos chegar aos 200 milhões de linhas móveis, com uma taxa de penetração superior aos 100%, e desbancando todas as outras formas de acesso, em todas as classes sociais).

Esse cenário continuará a se firmar e expandir, principalmente nas tecnologias que ainda não estão saturadas. O surgimento de redes com velocidades cada vez maiores, como a quarta geração de redes de dados e de telefonia móvel (4G), e os dispositivos capazes de explorá-las, continuará impactando o setor. Podemos prever, portanto, que o futuro do setor saúde contempla a formação de uma rede global de informações em que todos os protagonistas, dos pacientes aos planos de saúde, da saúde privada e pública, dos grandes bancos de dados aos equipamentos laboratoriais e de imagens, estarão interligados de forma abrangente e integral. 

A este cenário convencionou-se denominar e-saúde, ou saúde digital, que tem alguns anos ainda, talvez uma década, para se concretizar no Brasil. Curiosamente, é um alvo extremamente difícil e custoso de se atingir, não por falta de recursos financeiros ou de tecnologias adequadas (o setor bancário provou que isso é possível há décadas atrás), mas até mesmo países muito ricos, depois de gastar bilhões de dólares ou euros em projetos gigantescos de e-saúde, demonstraram estar muito longe desse ideal, e têm tido dificuldades de comprovar os seus benefícios reais. 

Além do custo, os principais obstáculos para a e-saúde são quatro: 

• a enorme complexidade das organizações e procedimentos;
• o desafio colocado pela interoperabilidade funcional e de padrões de representação de dados e mensagens;
• e o envolvimento dos seus usuários terminais, os profissionais de saúde, principalmente os médicos;
• a gestão e a análise contínua dos grandes armazéns de informação que será gerada por essa rede, um problema novo que está sendo chamado de “big data”.

O computador é a rede
Entre as tecnologias que mais impactarão o setor saúde certamente estão aquelas em que o armazenamento de dados e a computação serão delegados à rede, ou melhor dizendo, a dispositivos remotos, seguindo uma tendência de descentralização, que será essencialmente impulsionada pela queda vertical dos custos de propriedade e de operação.

Estamos falando das tecnologias de nuvens (cloud computing), que tem sido revolucionada pela entrada de fornecedores de enorme tamanho, bem como pela possibilidade de que o software e suas funções estejam dispersos em uma rede com localização indefinida. Poderemos prever, então, o grande crescimento do chamado Software as a Service (SaaS) no setor saúde, que tem o dom de facilitar e agilizar muitas vezes mais a implementação e a atualização e expansão dos sistemas usados pelos hospitais. O barateamento e a disponibilidade univeral desses processos, até hoje extremamente caros e desafiadores para os hospitais, terá como resultado a sua universalização, a médio prazo.

No entanto, a computação em nuvem e o SaaS criam problemas novos e difíceis, gerando dilemas ainda difíceis de se resolver, como a questão da segurança dos dados e a necessidade de modificar e adaptar centenas de milhares de softwares tradicionais baseados em redes cliente-servidor que assumem que todos os dados e funções estão em único local protegido.

O poder do consumidor

A segunda onda que mais influenciará as aplicações da TI em saúde é muito nova e com um grande potencial de provocar desequilíbrios, mas é ainda largamente ignorada pelas instituições: é o surgimento do e-paciente, ou seja, o consumidor de serviços de saúde que é cada vez mais extensamente informatizado, e que, no espírito da chamada Web 2.0, ou web colaborativa, transformou-se pela primeira vez em um protagonista ativo do sistema. É o chamado prosumidor (uma mistura de consumidor e produtor de informações). Acredita-se que, com as redes sociais e comunidades virtuais, atualmente mais de 80% dos usuários da Internet também produzam e distribuam informação, através de blogs, microblogs, compartilhamento de opiniões e recomendações, crowdsourcing, etc. 

A democratização maciça de acesso à informação médica, e a possibilidade de grupos de usuários afetarem de forma virtual e em pouquíssimo tempo, o prestígio, as ações, e até o faturamento de uma empresa ou profissionais da saúde, está mudando radicalmente o relacionamento médico-paciente, por exemplo. Conceitos como a nova ética médica digital, a quem pertencem as informações clinicas individuais, a questão da privacidade controlada pelo paciente, e não mais pela instituição, e outros, serão alterados definitivamente pela expansão dos registros pessoais de saúde, pelos sensores e dispositivos inteligentes conectados à Internet (a chamada “Internet das coisas”), pela mobilidade, pela rastreabilidade e pela ubiquidade.

Tecnologias com potencial transformador

Além daquelas que expusemos aqui, um grande número de novas tecnologias tem o potencial de transformar o setor saúde, mas de maneiras e extensão ainda pouco conhecidas e imprevisível. As plataformas de comunicação e colaboração, por exemplo, revolucionarão as práticas a distância, como na telemedicina e na telepresença. Os serviços de geolocalização e rastreamento, o advento da Web 3.0 e da inteligência artificial embarcada, a robótica e a realidade virtual e aumentada, o uso disseminado de certificados digitais (como o projeto brasileiro da carteira de identidade digital), e várias outras, estarão nos assombrando no futuro e influenciando poderosamente o setor saúde.

*Renato M.E. Sabbatini é professor e pesquisador de informática em saúde, ex-docente da USP e da UNICAMP, fundador e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), sendo atualmente seu diretor de educação e capacitação profissional.

**O artigo foi veiculado na edução 197 da revista FH, especial sobre o futuro da saúde.

sábado, 24 de março de 2012

Pós-Graduação em Enfermagem do Trabalho da Faculdade dos Guararapes.

Alerta: proteção dos dados e da credibilidade na Saúde


PwC realiza pequisa e identifica que 51% de presidentes e diretores de empresas nacionais não adotam processos para verificar ameaças à informação. Especialistas alertam o perigo para o segmento da Saúde.


A sexta edição da “Pesquisa Global sobre Crimes Econômicos”, elaborada pela PwC e apresentada em fevereiro de 2012, revela que, do universo de empresas brasileiras entrevistadas, nada menos do que 32% manifestaram ter sofrido algum tipo de crime digital em 2011. O indicativo doméstico está razoavelmente acima da média do resto do planeta, posicionada na ordem de 23%, demonstrando bem o grau de vulnerabilidade a que as organizações locais estão expostas quando o assunto é segurança da informação – a vitimização manifestada por quase um terço dos respondentes é autoexplicativa.

Pior é o relato, constatado pelo mesmo estudo, de que os crimes eletrônicos são o segundo principal delito sofrido pelas empresas nacionais, depois de roubos de ativos. Esse indicativo oferece uma importante mensuração a respeito de quanto proteger a informação significa um elemento central para a vida das empresas. Na Saúde, contudo, essa preocupação deve (ou pelo menos deveria) ser elevada à máxima potência. Afinal, o que será da credibilidade de um hospital e quais podem ser os efeitos sobre seu faturamento se “vazar” alguma informação de um paciente ou da fatura pelos serviços médicos prestados? Certamente as consequências serão catastróficas.

Parece incrível, mas esse risco ainda é subestimado por alguns administradores no Brasil. Para não centrar crítica restrita ao setor de Saúde: a mesma pesquisa da PwC informa que 51% dos ouvidos manifestaram que presidentes e diretores de empresas nacionais de diversos setores da economia “não adotaram processos para verificar ameaças” à informação, no ano passado. 

Alertas sobre os riscos potenciais não faltam. O noticiário é farto, diariamente, de exemplos de roubo ou mesmo de vazamento de informações armazenadas nos sistemas corporativos. Há todo o tipo de episódio: do furto de senhas bancárias ou desvio de pensões até a publicidade das informações íntimas de personalidades públicas. Claro que o choque e o estarrecimento diante de tais divulgações, no campo da Saúde, ainda prevalecem e ninguém considera essa prática admissível. O prontuário clínico é um ativo de propriedade do paciente, a guarda é de responsabilidade do serviço de saúde, como um fiel depositário, e as informações clínicas são sigilosas. 

Como também são as informações financeiras, de faturamento, de compras e de recursos humanos, que obviamente necessitam ser tratadas de forma confidencial e por colaboradores dotados de expertise e responsabilidade para acessá-las e administrá-las. Gerenciar de forma efetiva os acessos dos colaboradores às informações é, portanto, crucial. Quem já não viu, com alguma recorrência, um funcionário se desligar da instituição, mas sua senha de acesso aos sistemas corporativos não ser desabilitada?

Não se trata de estabelecer um Big Brother, mas as empresas têm o dever e a responsabilidade de saber o que seus colaboradores diretos, terceiros e temporários acessam e postam em redes sociais, via rede interna da empresa. Para aportar mais dificuldade a este desafio, é importante lembrar que os sistemas corporativos das instituições de saúde contam com níveis de acesso dos mais variados, indo desde o simples conhecimento dos dados cadastrais até resultado de exames, informações de prontuários e de valores de fatura. Com os recentes avanços da Tecnologia da Informação e Comunicação, temos hoje uma função a mais neste processo: o acesso remoto a informações clínicas, tanto de exames quanto do histórico do paciente. Como qualquer arquivo digital armazenado “nas nuvens”, também se cogita deixar acessível, em qualquer lugar, todos os dados do paciente. Isto traz um ganho enorme para o seguimento e tratamento do paciente, mas com certeza envolverá um risco à segurança dos dados que precisará ser monitorado e gerenciado de forma adequada.

Promover a gestão de acessos significa, dessa maneira, contar com tecnologia e infraestrutura que auxilie no desenho e gestão de acessos, com uma política de segurança muito bem definida, comunicada e monitorada.
O acesso envolve ainda entender e estabelecer a alçada de cada profissional e por qual motivo ele precisa obter ou prover determinada informação para o adequado andamento dos trabalhos. É aceitável, assim, que o acesso da informação seja hierarquizado, por meio do estabelecimento dos níveis de autoridade nos processos de aprovação de liberação de senhas e de informações. Definir, de forma precisa, os processos de trabalho da empresa e criar os papéis e perfis correspondentes específicos dentro dos sistemas corporativos são condicionantes desse sistema de gestão, tanto para concessão quanto para revogação de acessos.

Criar, implementar e monitorar a adoção desta política e os respectivos processos geram, por outro lado, benefícios imensos. Imediatamente, minimizam-se os riscos de acessos indevidos. Também preserva-se a integridade e o sigilo das informações. Outro impacto positivo está no registro dos acessos e rastreabilidade dos processos de trabalho.

No atual contexto de competitividade da área e de busca permanente por ganhos de produtividade, e sempre compreendendo que credibilidade é um requisito básico, cada vez mais as instituições de saúde terão de se preocupar com as suas informações, fruto da intensificação do uso de sistemas informatizados para operacionalizar os processos de trabalho. 

Criar a cultura de gestão de acessos dentro das instituições é fundamental para evitar fuga de informações e minimizar erros. Só que, para esse modelo seguir adiante e ser bem-sucedido, administradores e lideranças precisam se envolver. Se não pelos claros benefícios, pelo enorme potencial de estragos.

*Leandro Gausmann,Consultor Sênior da PwC Brasil, e Dr. Carlos Suslik, Diretor da PwC Brasil, especialistas em consultoria em gestão no setor de Saúde

Pixeon desenvolve estações de diagnóstico gestuais


Interação Homem Máquina, teleradiologia e computação em nuvem são as apostas para o futuro da catarinense, que pretende crescer 50% este ano no País 


A participação de 24% da Intel no capital da brasileira Pixeon e a captação de R$ 3 milhões para o desenvolvimentos de novas soluções para os próximos anos foram dois aspectos fundamentais para a consolidação da estratégia de crescimento da Empresa. Este ano, a catarinense pretende crescer 50% no Brasil – tendo faturado mais de R$ 5 milhões em 2011-, e atingir até 15% de seu faturamento, nos próximos cinco anos, com atuação na América Latina.
A área comercial sofreu incremento após aporte da Intel, contando, atualmente, com 15 profissionais de vendas, e três objetivos foram traçados:
- melhorar a gestão corporativa da empresa;
-acelerar o crescimento da empresa através de investimentos na estrutura comercial;
-crescer na América Latina

Olhando para o futuro
Teleradiologia, Interação Homem Máquina e Computação em Nuvem são as apostas futuras da companhia.

Interação Homem Máquina
Para o executivo, a forma como o médico trabalha hoje nas estações diagnósticas vai mudar. “Vi em fóruns americanos que um dos desejos dos médicos é poder trabalhar mais com as mãos, mudando a forma de interagir”, diz Peixoto.
Dessa forma, a Pixeon está analisando a possibilidade de desenvolver estações de diagnóstico “gestuais”, para, não mais, o radiologista ter de trabalhar com teclados. O CEO afirma que já possui projetos aprovados nesta área.
Teleradiologia
A Pixeon possui, em andamento, um projeto com a universidade PUC do Rio Grande do Sul, financiando pelo Finep, para montar um sistema de teleultrassonografia nos municípios periféricos da capital.
“O objetivo é promover um atendimento de qualidade para a população do interior sem haver a necessidade de deslocamento para os grandes centros”, explica o CEO da empresa, Fernando Peixoto.

Computação em Nuvem
Objetivo da companhia no longo prazo é facilitar o processo de implantação do sistema PACS e seu gerenciamento na nuvem, já que o Brasil possui grandes problemas de infraestrutura.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Veja novidades da nova TISS versão 3.0

Nova versão traz algumas novidades, entre elas a rastreabilidade das faturas eletrônicas e a inclusão das terminologias em saúde e seus códigos unificados nas guias

A Comissão de Estudo Técnico TISS realizou a terceira edição do Implanta TISS – TUSS, na última segunda-feira (19), em São Paulo. O tema central do evento foi a nova versão da TISS, a de número 3.0, que deverá ser lançada no final de abril, segundo o gerente geral de Integração Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Antonio Carlos Endrigo. 


A nova versão traz algumas novidades, entre elas a rastreabilidade das faturas eletrônicas – que permitirá aos prestadores identificar as guias pagas e as glosadas – e a inclusão das terminologias em saúde e seus códigos unificados nas guias. 


A ANS publicará uma Resolução Normativa disponibilizando a versão 3.0 da TISS, além de definir prazos para adequação às novas regras. A partir da nova versão e da validação da futura resolução, todas as guias trocadas entre prestadores e operadoras de planos de saúde deverão ser enviadas para a agência. 


Outra medida será a realização de oficinas de treinamento sobre o novo programa, desta vez com especial enfoque nas empresas de tecnologia envolvidas no processo de transferência de dados. 


Para o representante da Orizon, Sérgio Santos, a versão 3.0 deve ser mais atrativa, porque traz mais benefícios às instituições. Segundo ele, a possibilidade de rastreabilidade das guias é um forte argumento para que o mercado adote rapidamente a nova versão. 


TUSS

Até o momento, às vésperas do lançamento, Terminologia Unificada da Saúde Suplementar conta com 108.378 termos codificados. Segundo Antonio Carlos Endrigo, a agência ainda não sabe se vai conseguir lançar a nova versão contemplando todos os códigos, ou se terá que deixar de fora os materiais, as órteses e as próteses. A dificuldade, segundo ele, é a diversidade de fornecedores de cada produto, as combinações possíveis entre os tipos de produtos e a relação desses códigos com a precificação.


Fonte: Com informações do Sindhosp