quarta-feira, 20 de março de 2013

Hospital Santa Isabel implanta Atestado Médico Digital

Solução visa acabar com atestados falsificados. Até então a cada três emitidos, um era falsificado. Intenção é estender a tecnologia para as 39 instituições administradas pela Santa Casa.

O Hospital Santa Isabel, instituição da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, implantou no último dia 13 de março, em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), o Atestado Médico Digital. O novo método tem como objetivo acabar com atestados médicos vendidos em praças públicas com o nome da Instituição e de seu Corpo Clínico. “Essa tecnologia resolve o problema da veracidade dos atestados emitidos e deixa de expor os médicos e pacientes a essa situação”, discursou o presidente da APM, Florisval Meinão. 

 Após a implantação do Atestado Médico Digital no Hospital Santa Isabel, a intenção é estender gradativamente a todas as 39 instituições que a Santa Casa de São Paulo administra. De acordo com dados do Hospital Santa Isabel, até então, a cada três atestados emitidos, um era falsificado. 

Para a validação, o sistema digitalizado usa um código de segurança inviolável. Além de seguro, o novo sistema acaba com a burocracia da validação, vez que não há mais a necessidade de reconhecimento em cartório e ligações telefônicas entre empresa e hospital: basta entrar no site da APM e digitar os dados no atestado impresso para constatar sua veracidade.

Hospital Santa Isabel – Unidades Jaguaribe e Veridiana



Inaugurado em maio de 1972, o Hospital Santa Isabel atende exclusivamente a pacientes de convênios e particulares.

O Hospital recebe em torno de 83 mil pessoas por ano em seu Pronto-socorro, realiza 7 mil internações e 7 mil cirurgias, além de 80 mil atendimentos ambulatoriais, alcançando o nível dos melhores hospitais do país.

Por Saúde Web

Balestrin relata a desorganização da gestão hospitalar

À frente do programa de afiliados da Anahp, cujo objetivo é elevar a qualidade assistencial, Balestrin combate a desorganização e a imaturidade da gestão hospitalar.


 Ainda estudante de Medicina, o presidente do conselho da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Francisco Balestrin, trocou a especialização clínica pela administração hospitalar pois, para ele, o grande problema da Saúde brasileira estava nas estruturas. Hoje, à frente do programa de afiliados da associação, cujo objetivo é elevar a qualidade assistencial, ele combate, justamente, esta questão: a desorganização e a imaturidade da gestão hospitalar.

Um dos principais desafios das instituições hospitalares ao implantar um processo de acreditação é o custo que isto acarreta. Talvez por isso apenas 200, dos 6,3 mil hospitais brasileiros, são acreditados.
“As organizações nacionais e a gestão hospitalar ainda são muito incipientes. As instituições são pouco organizadas, com um desperdício muito grande e, muitas vezes, sem foco na qualidade e na assistência” afirma o presidente do conselho da Anahp, Francisco Balestrin,  que para reverter esse cenário trabalha em um novo programa de incentivo à conquista de um selo de qualidade.

Balestrin ataca justamente as estruturas, o que para ele é o grande problema da saúde brasileira. Ainda durante o curso de medicina, o executivo diagnosticou que as dificuldades de atendimento à saúde no País decorriam menos da atenção individual médico-paciente e eram mais estruturais. Assim, percorreu precocemente o caminho administrativo e hoje apresenta propostas para ocupar um espaço estratégico de apoio à sociedade no sentido de encontrar uma saúde melhor.
Bem receptivo, Balestrin recebeu a Revista FH na sede da Anahp, em São Paulo.  Veja os principais trechos da entrevista, a seguir.

Quem

• Médico com residência  em Administração em Saúde no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
• Especialista em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP.
• Especialista em Administração Hospitalar pelo PROAHSA, da Escola de Administração de Empresas da FGV.
• Título de especialista em Administração em Saúde pela Associação Médica Brasileira – AMB e membro da Academia Brasileira de Administração Hospitalar – ABAH.
• Possui MBA em Gestão de Planos de Saúde

O que faz

• Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP)
• Presidente do Conselho Nacional de Gestão em Saúde da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH)
• Vice-presidente da Rede VITA de Hospitais (Curitiba-PR e Volta Redonda- RJ)

Revista FH: A Anahp está com um novo programa de incentivo às acreditações dos hospitais. Conte um pouco sobre esta iniciativa.
 
Francisco Balestrin: Há alguns anos temos dentro da Anahp um modelo de gestão que é baseado em Governança Corporativa. Como resultado disso, em 2012 fizemos um grande trabalho de planejamento e definimos um conjunto de 15 marcos estratégicos. Conectado a isso, pensamos a abertura de um novo programa, onde a Anahp passa a ter os hospitais membros associados e os hospitais afiliados.

FH: Qual a diferença entre eles?
 
Balestrin: A diferença é que todos os hospitais precisam ter quatro características em comum para serem afiliados: serem privados com ou sem fins lucrativos; estarem inseridos no mercado da saúde suplementar brasileira; não ligados à operadora de saúde direta nem indiretamente; e, por fim, o mais importante e que mais elimina pretendentes, serem acreditados.
 
Só que o número de instituições no Brasil com todas essas características é pequeno, por isso achamos que deveríamos incentivar as instituições a entrarem na Anahp para conseguirem essas qualidades. Os hospitais afiliados agora terão de ter as três primeiras características citadas, mas não precisam ter acreditação. Na medida em que estiverem conosco serão incentivados a fazerem acreditação e a virarem nossos associados, tudo isso num prazo de quatro anos. Durante este período, eles poderão frequentar nossos seminários e grupos de trabalho, além de participar de todos os nossos projetos.

FH: Um dos principais desafios das instituições hospitalares ao implantar um processo de acreditação é o custo que isto acarreta. Como a Anahp ajudará neste aspecto?
Balestrin: Os hospitais brasileiros e a gestão hospitalar ainda são muito incipientes. As instituições 


são pouco organizadas, com um desperdício muito grande e, muitas vezes, sem foco na qualidade e na assistência social.  Elas não têm claramente qual é a missão institucional dos hospitais brasileiros. 
Não estou fazendo crítica, mas sim um diagnóstico. Montamos hospitais públicos ou privados para atender um conjunto de usuários ou muitas vezes para cumprir uma tradição circular. No caso público para atender necessidades hospitalares, ou no caso de instituições filantrópicas de atender uma visão institucional altruística. Assim, se acha que o altruísmo, que está na base de tudo, é o suficiente para se prover assistência de qualidade.  O Brasil tem algo em torno de 6,3 mil hospitais e apenas cerca de 200 deles acreditados. Nos Estados Unidos esse número é praticamente 100%.
 
Então, imagina, quando o hospital sai de uma fase não organizada e vai para uma acreditação ele traz para dentro dele três conteúdos. Um deles é a organização e, cá entre nós, existe muita “droga” no nosso País, como aqueles hospitais onde não há se quer um organograma. As coisas funcionam como se fosse uma feira livre. São instituições que não seguem as mínimas regulamentações existentes para estrutura hospitalar, para trabalho, não conhecem o formato que as instituições têm de ter. São entidades absolutamente focadas mais na entropia, que é exatamente o caminho da desorganização.
 
Os outros conteúdos englobam a abertura de um departamento e o mínimo de visão estratégica, de visão institucional, além de passar a conhecer melhor os seus processos. Elas passam a ter rotinas organizacionais e protocolos. Você sai de uma estrutura parecida com uma feira livre e vai para uma estrutura de hipermercado. Esse percurso é interessante. Você pega uma instituição incipiente e a transforma numa instituição competente. Essa competência lá no final tem que arredondar em três ações: na qualidade assistencial, na segurança do paciente e na sustentabilidade, principalmente na sustentabilidade econômico-financeira. Se ela não conseguir isso, nada vai acontecer.

FH: O que fazer para mudar este cenário?
 
Balestrin: O Brasil deveria estar quebrando facas para que todas as instituições fossem acreditadas. Quem mais precisa de acreditação no País são aqueles que menos vejo trabalhando para isso,  que são os hospitais públicos. Ninguém vê um incentivo do governo federal para melhorar a qualidade dos seus hospitais, ouve-se apenas falar em dinheiro. Mas recurso num ambiente desorganizado não adianta, absolutamente, nada. Você pode até com mais recurso de um lado estar causando mal, se a instituição for negativa do ponto de vista de qualidade você vai causar mais dano às pessoas, porque foram aplicados recursos que não terão retorno. Assim, a sustentabilidade do sistema público de saúde fica comprometida, por mais dinheiro que você aplique não terá resultado.

FH: Hoje o perfil do brasileiro mudou. Estamos diante de doentes crônicos e do aumento de expectativa de vida da população. A atenção hospitalar privada, cada vez mais, investe na alta especialização e em especialidades mais caras como oncologia, neurologia e etc. , mas dessa forma  nem sempre consegue cuidar de forma integral da saúde do paciente. Há um contrassenso?
 
Balestrin: Esse cenário é esperado para países desenvolvidos ligados à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico(OCDE). Hoje como nós, de alguma forma, temos ilhas de desenvolvimento semelhante a países de primeiro mundo, também temos essas mesmas questões. Atualmente temos um conjunto de teses: de um lado as chamadas doenças crônicas e de outro ainda convivemos com as chamadas doenças agudas.
 
Temos acompanhado um desenvolvimento do nosso País naquilo que chamamos de envelhecimento da população, isso faz com que nos dias atuais tenhamos um percentual alto de cidadãos acima de 60 anos. Hoje isso está em torno de 4%, mas daqui a 20 anos isso vai dobrar, lembrando que nossa população é de 200 milhões.
 
Uma parte dessa sobrevida tem a ver com assistência médica, aliás, as principais condicionantes da saúde de um cidadão são a genética, as condições do meio ambiente onde vive e, generalizando, assistência médica hospitalar.  O menos importante é a assistência, mas hoje ela é definitiva, porque à medida que tenho patologia e doenças e consigo ser restabelecido eu vou vivendo mais, por outro lado existe recurso financeiro para sustentar isso. Na medicina suplementar é o nosso dinheiro, o recurso das empresas que está sustentando isso.  Na medicina pública quem tem de sustentar é o governo, mas lembre-se que o governo investe cada vez menos em saúde.
Entre os países da OCDE, o que menos investe em saúde aplica 76% de dinheiro público, 25% é verba privada. No Brasil 60% é privado e 40% é público. Tem cabimento num País de pobreza e diferença socioeconômico como o nosso, o governo aplicar menos dinheiro que o setor privado? Sendo que o privado coloca 60% para cuidar de uma população de 49 milhões de pessoas, enquanto o governo aplica 40% para cuidar de 150 milhões de pessoas. É um escárnio. É por isso que todos querem ter um plano de saúde. Acho que o aspecto das doenças crônicas precisa ser estudado, desenvolvido.

FH: Por um lado altos custos hospitalares, demanda por leitos e novos usuários da Saúde Suplementar. Por outro, hospitais querendo expandir, mas com poucas alternativas de buscar esses recursos devido à lei que proíbe os investimentos estrangeiros em hospitais. A mudança dessa lei transformaria este cenário?  Qual é a sua visão sobre a lei que permite a atuação do capital estrangeiro?
 
Balestrin: Cada vez mais precisamos de unidades de saúde para atender à população e, mais do que isso, de espaços com tecnologia de ponta, e no século 21 não dá para disponibilizar apenas martelinho e estetoscópio. A instalação de um equipamento hospitalar, sua tecnologia e depois a operação são caras. Aliás, a saúde é cara porque além de ter a influência da inflação geral, de novas tecnologias e fármacos, somam à inflação geral do País, a chamada inflação de saúde.
É verdade que existe uma vedação à constituição ao capital estrangeiro na assistência à saúde, mas em 1998 saiu a Lei 9.656, que admite o capital estrangeiro no setor de planos de saúde. É verdade também que falta capital para aquilo que existe de sobra em outros setores, como o de informática, aviação, hoteleiro. Esse é um componente, de fato falta capital estrangeiro, mas isso não é fundamental, porque falta também capital nacional no setor.
Se for pensar, o fundo de pensão de grandes estatais como a Petrobras, investe em shopping centers, em parques temáticos, em prédios, mas não investem em saúde. Em relação ao BNDES, existem um milhão de linhas para financiar a área de Citrosuco e não tem nada para saúde. O dinheiro brasileiro financia coqueteleira para hotel, mas não estetoscópio para um hospital. Não é paradoxal?

FH: Então, qual é a fonte de recurso hoje ?
 
Balestrin: A única fonte de recursos hoje é o empréstimo. E  ele, muitas vezes, não dá o mesmo retorno. Muitas instituições privadas estão em dificuldades financeiras, porque não tiveram estímulos nem recursos de grandes investidores, e muito menos recursos de bancos de fomento. É a história do cachorro correndo atrás do rabo. São entidades que têm problemas e dificuldades para pagar impostos, que ficam com a chamada ficha suja – pois não conseguem mais levantar recurso privado nem público, assim elas definham e acabam. O capital estrangeiro não resolverá esses problemas, pois eles querem empresas sadias e sem isso ele não virá. Mas acho que seria bom que o capital estrangeiro estivesse disponível para a saúde, assim como está para outros setores.

FH: Qual a sua opinião sobre o novo programa da ANS, que testará indicadores de qualidade dentro dos hospitais privados?
 
Balestrin: Esse programa, o Qualiss, tem dois eixos distintos: divulgação e indicadores. A partir do ano que vem, ou quando estiver estabelecido, o cidadão comum vai poder identificar os melhores hospitais. A ideia é apoderar o usuário para que ele faça escolhas melhores para si mesmo.  Com o Qualiss, ao lado do nome das instituições poderá ter até três ícones que serão dicas para as pessoas escolherem melhor – um será de acreditação; outros sobre a participação da instituição no programa Notivisa, da Anvisa, que significa que os hospitais indicam para à agência quaisquer eventos adversos; por último um símbolo representando que a entidade tem nota acima de corte dada pela ANS. Não vai ser só o cidadão que vai perceber isso, mas a operadora de saúde também, pois o usuário passará a exigir o melhor para ele. Isso vai fazer com que as próprias operadoras exijam que os hospitais credenciados tenham uma qualidade melhor.

FH: Tem um lado negativo?
 
Balestrin: São dois problemas. Um deles tem a ver com a validação das informações, porque elas são enviadas pelos hospitais, então para validar a instituição será preciso uma auditoria para não ter fraudes. Outro problema é que o Qualiss não é um selo de qualidade, por isso não pode ser considerado como tal de forma alguma.

FH: Recentemente, a ANS divulgou um acordo que possibilitará novos modelos de remuneração para a saúde suplementar.  No modelo proposto, o peso administrativo é menor, já que os itens frequentes em uma internação passam a ser cobrados de forma agrupada. Em sua opinião, essa resolução colocará um fim ao Fee for Service? Os hospitais estão preparados para atender esse novo modelo?
 
Balestrin: Existe uma tensão no ar sobre a capacidade que a sociedade tem de financiar o sistema de saúde brasileiro. No privado, a tensão se aflora no instante onde as operadoras passam a confrontar os seus custos com os hospitais e dizer: ‘nós não estamos conseguindo pagar o que vocês estão pedindo e, consequentemente, a gente não vai dar reajuste’. Ao mesmo tempo existe um saco de maldade já que as operadoras, às vezes, ao invés de discutirem isso frente a frente passam a produzir glosas, o atraso de pagamento e outras coisas. Do outro lado, os hospitais se sentem comprimidos e também criam seu saco de maldade em cima das operadoras, não tem nenhum bonzinho nessa história. Assim, os hospitais também produzem coisas que não deveriam, como o caso importante das órteses e próteses. É como colocar um nariz de palhaço e sair por aí, porque hoje os hospitais brasileiros, por conta de uma distorção que vem há 30 anos, têm a maior parte dos seus faturamentos – ou dos seus recursos – oriunda da comercialização de materiais e medicamentos, incluindo órteses e próteses. Esse modelo é de conflito, pois exige muita auditoria, muita discussão e, mais do que isso, não é um modelo que beneficia a meritocracia.
 
Com o novo modelo, queremos caminhar para um sistema onde exista menos discussão e mais  ações padronizadas, onde o mérito do atendimento e da atenção é levado em consideração, ou seja, se passa a medir junto os resultados econômicos- financeiros e os assistenciais.
Com isso eu digo: o Fee for service não vai sumir. Na realidade vamos ter uma migração de uma grande parte daquilo que é Fee for Service, que é quase 100%, para um outro tipo de visão.  Mesmo com Fee for Service se vai trabalhar com tabelas mais aprimoradas. Esperamos que esse modelo passe a ser minoria, apenas em casos onde não se tem previsibilidade, como um acidente. Mas para isso, as entidades precisam de sistemas de informatização, saber como funciona seu hospital, dominar seu corpo clínico, ter gestão clínica. E, claro, os hospitais não têm condições hoje de fazer isso, infelizmente.

FH: Quando esse novo modelo deve começar a funcionar?
Balestrin: Em 2014, vamos testar esse modelo num projeto piloto para ver se ele vai funcionar. Vamos fazer pareamentos entre hospitais ligados a prestadores de serviço de saúde e de outras operadoras. E vamos fazer o mesmo tipo de cobrança concomitantemente.
Enquanto isso, esperamos que os hospitais brasileiros prossigam nesse processo de medir o que fazem, de estruturação. Porque, senão, daqui um ano eles terão dificuldades de estar inseridos nesse modelo de remuneração.

FH: O que fez com que você escolhesse trilhar o caminho da administração em saúde?
Balestrin: Foi uma vocação de gestão. Durante meu curso de medicina aprendi e consegui diagnosticar que os grandes problemas do atendimento à saúde em nosso País decorriam menos da atenção individual médico-paciente e eram mais estruturais.
Como eu tinha muitos colegas e percebi que todos iriam fazer uma especialidade médica, pensei: se eu for também um especialista, eu não atuarei onde acho que está o problema, que é a estrutura. Assim, precocemente, decidi por esse tipo de formação. Minha residência médica já foi na área de gestão e também fiz administração depois de formado. Acho que contribuo muito mais para a sociedade como um gestor do que se fosse um especialista cuidando de corpos. Eu cuido de estruturas, de políticas, de instituições para que elas possam refletir no atendimento individual das pessoas.

Por Thaia Duó | Revista FH

quinta-feira, 7 de março de 2013

Salários da área de enfermagem

Catho traz média salarial do Coordenador de Enfermagem ao Estagiário de Enfermagem. Confira! 


Pesquisa da Catho Online, empresa de classificados online de currículos, traz média salarial de profissionais de diversas áreas da saúde. O levantamento é atualizado a cada três meses.




Confira a remuneração da área de Enfermagem:

-Coordenador de Enfermagem     R$ 4.475,27 (média)      R$ 3.461,14 (menor)     R$ 5.244,15 (maior)

-Supervisor de Enfermagem     R$ 3.513,36 (média)      R$ 2.791,11 (menor)      R$ 4.422,00 (maior)

-Enfermeiro     R$ 3.043,44 (média)      R$ 2.100,00 (menor)      R$ 3.666,67  (maior)

-Técnico em Radiologia     R$ 2.276,70 (média)    R$ 1.693,87 (menor)      R$ 2.668,92 (maior)

-Técnico de Enfermagem     R$ 1.305,84 (média)      R$ 1.009,24 (menor)      R$ 1.554,36 (maior)

-Técnico em Gasoterapia     R$ 1.301,78 (média)      R$ 1.092,81 (menor)      R$ 1.463,56 (maior)

-Auxiliar de Enfermagem     R$ 1.225,53 (média)      R$ 961,53 (menor)      R$ 1.457,84 (maior)

-Técnico de imobilização ortopédica     R$ 1.214,85 (média)     R$ 991,53 (menor)      R$ 1.449,37 (maior)

-Estagiário de Enfermagem     R$ 803,68 (média)      R$ 688,31 (menor)      R$ 1.005,23 (maior)

Metodologia

O estudo é atualizado a cada três meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 218 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 21 regiões geográficas do Brasil, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Por Saúde Web

quarta-feira, 6 de março de 2013

Dúvidas sobre a negativa de cobertura por escrito?

ANS responde dúvidas sobre a nova norma. Confira!


As operadoras de planos de saúde que negarem autorização aos seus beneficiários para a realização de procedimentos médicos deverão fazer a comunicação por escrito, sempre que o beneficiário solicitar. A nova norma reforça ainda que a cobertura não poderá ser negada em casos de urgência e emergência.

 Confira eventuais perguntas e respostas da ANS:


1) Em termos práticos, o que significa para o beneficiário ter esta declaração por escrito?

R:
A negativa de cobertura por escrito é um documento físico que contém o posicionamento oficial da operadora. Com este documento o beneficiário tem maior transparência no relacionamento com a operadora e ampliado o seu direito à informação.

2) Por que a operadora não cede por escrito a declaração sem o beneficiário ter que solicitar?

R:
O direito à informação está previsto tanto na Constituição Federal, quanto no Código de Defesa do Consumidor. No entanto, não está determinada a forma de oferecimento desta informação.

3) Por que a ANS decidiu regular isso agora?

R:
Quando o consumidor entra em contato com a ANS sobre este assunto, ele é informado sobre os seus direitos e sobre as negativas de cobertura legítimas. Nos últimos anos, no entanto, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o número de demandas judiciais referentes à cobertura de planos de saúde tem crescido. Nestas demandas observou-se a ausência de prestação de informação aos beneficiários pelas operadoras.

4) Este documento serve como prova para demanda judicial?

R:
Sim. Apesar de não ser o objetivo principal da norma, todo documento oficial pode ser utilizado como meio de prova.

5) O que é linguagem clara e adequada?

R:
Para esta norma, a linguagem clara e adequada é aquela que qualquer cidadão, que não seja profissional de saúde, seja capaz de compreender. As operadoras utilizam argumentos técnicos para a fundamentação do seu parecer, no entanto, nem sempre os beneficiários têm conhecimento do significado destes termos técnicos.

6) Quando a operadora autorizar um material diferente do que foi socilitado pelo médico isso será configurado como negativa de cobertura?

R:
De acordo com orientação do Conselho Federal de Medicina (CFM), o médico solicitante deve indicar três marcas de materiais para utilização no procedimento. A operadora deverá autorizar uma delas. Caso contrário será configurada a negativa de cobertura.

7) Como será feita a fiscalização?

R:
Através reclamações recebidas pelos beneficiários.A ANS irá verificar se houve a negativa de cobertura e de prestação da informação e julgar.

8) Como o beneficiário poderá provar que solicitou a negativa de cobertura por escrito?

R:
No momento em que o beneficiário entrar em contato com a operadora, esta deverá fornecer o número de protocolo gerado por seu serviço de atendimento ao consumidor.

9) Como será o processo se a negativa se der para o hospital e não para o paciente?

R:
Ao ser informado pelo hospital que o seu procedimento foi negado, o beneficiário deverá entrar em contato com a sua operadora, solicitando o motivo da negativa de autorização.

10) E nos casos de negativa de cobertura para urgência e emergência?

R:
É proibido a negativa de cobertura para urgência e emergência, respeitada a legislação em vigor.

11) Qual o prazo máximo para a operadora comunicar a negativa de cobertura?

R:
Respeitados os prazos máximos de atendimento, a operadora deverá fornecer a informação em 48 horas contados da negativa.

Por Saúde Web

HC dá o primeiro passo rumo ao cloud computing

Após enviar todo o serviço de mensagens para a nuvem, a equipe de TI garante que em dois anos não haverá mais dados nos computadores do hospital.

Por força do destino, o engenheiro elétrico Jacson Barros caiu de paraquedas na área de TI em saúde em 1990, após passar pelos setores de construção civil e metalúrgica. O que o fez ficar se resume em uma palavra: gratificante. Ao longo desses mais de 20 anos  no segmento, Barros assume gostar do que faz, principalmente porque as ações tomadas por sua equipe beneficiam pessoas.

Entre tantos projetos elaborados por ele está o da adoção da computação em nuvem no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), onde é diretor coordenador de TI. O plano posto em prática em meados de 2012 visa-a suprir a falta de uma ferramenta capaz de acompanhar a evolução do serviço prestado ao público.

É o caso do sistema de e-mail do complexo hospitalar. Antes  ele era considerado limitado em recursos, com uma caixa de entrada mínima e atraso no recebimento de mensagens, sem contar a falta de disponibilidade necessária para garantir a agilidade na comunicação entre os departamentos a partir dos núcleos administrativo, assistencial, ensino e pesquisas.

Ao assumir a diretoria de TI da instituição – há dois anos – o executivo se deparou com esse sistema de e-mail precário e alto índice de descontentamento pelos usuários. “Embora houvesse um projeto interno para a implantação de um novo sistema de e-mail, questionei a equipe se este realmente era o nosso papel.

Depois de uma avaliação sobre a nossa maturidade em relação à gestão deste tipo de serviço, resolvemos buscar uma solução na nuvem”, diz.

Ainda que a iniciativa tenha sido capitaneada pela TI, Barros explica que foi necessário apresentar ao órgão máximo do HC os benefícios e riscos de uma solução como esta, afinal, tratava-se de uma quebra de paradigma na instituição. “Não foi trivial convencer outras diretorias. No entanto, os argumentos técnicos que nos levaram à decisão foram muito bem esclarecidos”.

Nos últimos anos, o HC/FMUSP investiu muito em sua infraestrutura física da rede computacional, além de ampliar a comunicação entre os diversos serviços de TI. No entanto, segundo Barros, a informatização de sistemas e processos pouco evoluiu. Hoje o hospital ainda conta com uma série de sistemas funcionando em silos dificultando a interoperabilidade.

Para reverter este cenário, o modelo cloud parece ter sido certeiro, uma vez que a mudança para um sistema de e-mail a ser instalado localmente demandaria outros investimentos em infraestrutura de TI, além de entregar um ambiente de administração in house desnecessário. “Isso poderia muito bem ficar por conta do fornecedor do ambiente em nuvem. Além de não oferecer as funcionalidades para mensageria e colaboração que se buscava”, diz.

Ferramenta nova

O engenheiro elétrico, e mestre em Interoperabilidade entre fonte de dados hospitalares pela Universidade de São Paulo, bateu o martelo e convocou a Dedalus para implementar o Google Apps em toda a instituição. Alternativas foram avaliadas, mas as condições comerciais e a maturidade da ferramenta levaram Barros à decisão.

Com aproximadamente 8 mil usuários, a ferramenta é considerada um sucesso tanto pelos recursos disponíveis da plataforma, como pelos casos de sucessos em grande contingente de colaboradores. “Além disso, a melhoria dos processos de colaboração passou a fazer parte do propósito de mudança”, conta Barros.

Com uma área de 352 mil metros quadrados e cerca de 2.200 leitos distribuídos entre seus sete institutos especializados, dois hospitais auxiliares e um hospital associado, o HC garante que a migração de documentos ou outros dados para a nuvem está sendo feita aos poucos.

Segundo o executivo, os usuários já estão se acostumando a utilizar e confiar na nova plataforma. “Acredito que, no prazo de dois anos, não teremos mais dados no computador”, projeta.  Hoje, a instituição conta com uma complexa rede de máquinas, interligando aproximadamente 4.500 equipamentos e dezenas de servidores, através de conexões de fibra ótica de alta velocidade.

Os benefícios da solução cloud

Quanto aos benefícios, não há comparação com as barreiras enfrentadas, segundo Barros. “Não tínhamos um sistema de e-mail confiável. Não era possível manter um SLA aceitável. Só para ter uma ideia passamos de um ambiente de 25 Mb/usuário para 30Gb/usuário. Ainda neste contexto, hoje nosso índice de reclamação com este serviço é zero”.

Juntamente com a implantação do Google Apps, o HC iniciou o projeto do Single Sign-on. O executivo confirma que hoje conta com uma rede complexa de sistemas, apoiado na identificação única do usuário. “Além da satisfação do usuário, tecnicamente este foi uma dois maiores produtos desta implantação”, conclui.

Dados de pacientes na nuvem: a falta de preparo 

Como muitas outras instituições de saúde, a americana Clínica Springfield não está preparada para enviar os dados de seus 2 milhões de pacientes para a nuvem.

Nos Estados Unidos, organizações do setor temem enviar informações pessoais de saúde dos pacientes para a nuvem devido às exigências da Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPAA)-  lei americana que entre outras atribuições determina requisitos para garantir a privacidade do paciente. Pois, se as informações forem violadas, além de trair a confiança do paciente, podem sair extremamente caras para o prestador de serviços.
Um incidente com os históricos médicos de 2 milhões de pacientes na nuvem, causaria um ano de proteção de crédito, no valor de US$ 40 por cada um desses cidadãos, que podem ter tido a identidade violada. Sem falar em multas federais e outras penas e custos associados com a solução do problema. Com esses riscos em mente, as unidades preferem ser diligentes com SaaS antes de levar prontuário eletrônico do paciente ou outros sistemas clínicos para a nuvem.

Receio em terras americanas


Organizações de saúde estão, aos poucos, optando pela nuvem para rodar aplicativos. Isto é especialmente verdade entre os pequenos prestadores de serviços, que não possuem equipes de TI ou os recursos necessários para implementar e suportar novos aplicativos locais, além de hardware, redes e outras infraestruturas necessárias de TI.

Todavia, enquanto alguns prestadores de serviços de saúde começam a adotar Software como Serviço (SaaS, da sigla em inglês) para os negócios – e para aplicativos relacionados à administração – eles ainda se recusam a mover softwares clínicos e dados de pacientes.

É o caso de um grupo dos Estados Unidos com diversas especialidades médicas e 280 médicos atendendo milhões de pacientes, em 14 regiões do estado americano de Illinois. Após registrar crescimento significativo no número de médicos por conta de fusões, o grupo começou a explorar serviços de aplicativos de gestão do fornecedor de serviços baseados em nuvem para rodar e suportar os aplicativos de RH, folha de pagamento e financeiro.

A clínica também usa o software baseado em nuvem, FollowMyHealth, como portal de paciente, que permite que eles acessem histórico médico, se comuniquem com médicos de forma segura e agendem consultas. Porém, por conta das graves consequências em caso de fraudes, assume não estar preparada para mandar dados de pacientes para a nuvem.

Por:  Thaia Duó | Revista FH

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Licitação do 4G em 700MHz será antecipada no Brasil‏

O sonho da conexão móvel de alta velocidade está ficando cada vez mais próximo dos brasileiros. 

Segundo aponta reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o governo pretende iniciar o quanto antes o processo de licitação do setor de telecomunicações brasileiro com a frequência de 700 MHz

Atualmente, as poucas redes 4G que já atuam no Brasil funcionam sob o padrão de 2,5 GHz.

Esta notícia é muito boa porque enquanto atualmente poucos dispositivos utilizam o padrão 4G de 2,5 GHz adotado no Brasil, a nova frequência permitirá que uma gama muito maior de dispositivos sejam contemplados com a conexão de alta velocidade, inclusive os badalados iPhone 5, iPad Mini e iPad de 4ª Geração, aparelhos estes que inclusive já são vendidos no Brasil (como é o caso do iPhone 5). Com isso, empresas como a Apple, LG, Samsung e outras fabricantes de smartphones não precisariam fabricar dois modelos do mesmo aparelho – um compatível com as redes de 700 MHz e outro com as redes de 2,5 GHz. Apenas uma atualização no sistema operacional resolveria o problema.
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Além disso, ainda pesa o importantíssimo fator do maior alcance atingido pelas ondas de 700 MHz, já que a faixa é utilizada pelos canais de televisão UHF. Sinais com menor cumprimento de onda penetram com mais facilidade em ambientes fechados, o que acarreta menor investimento em infraestrutura por parte das empresas que vencerem a licitação. Estima-se que sejam necessárias quatro vezes menos antenas com o sinal de 700 MHz. E como essa faixa já é usada pelas empresa de radiodifusão, já existe toda uma infraestrutura montada para isso, bastaria apenas adaptá-la para a transmissão de dados.

Enquanto se esperava que esse processo fosse iniciado apenas durante o segundo semestre do corrente ano, o governo surpreende positivamente ao adiantar os tramites legais para a autorização que será concedida à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que é o órgão que cuidará do destino dessa faixa para as teles. O governo também espera uma arrecadação considerável e muito superior ao da licitação anterior de R$ 2,9 bilhões em 2012. Se fala em valores na ordem de até R$ 40 bilhões. Mas será preciso aguardar um pouco ainda, já que após a publicação da portaria, a Anatel terá que abrir uma consulta pública sobre o tema para logo em seguida elaborar o edital para o modelo de licitação que ainda não foi discutido.

De qualquer forma, não existe uma data certa para que a tecnologia esteja nas mãos dos usuários. Só nos resta esperar e conhecer melhor o que está por vir. Mas conhecendo essas coisas no Brasil, não é de se espantar que tal melhoria demore um bocado para chegar nos usuários finais. Eu acredito que até a Copa do ano que vem isso ainda não estará terminando. Mas vamos torcer, né? Enquanto isso, por que não dar uma olhadinha no informativo abaixo e entender um pouco mais sobre as frequências de 700 MHz:

Frequências de 700 MHz
E você, o que acha dessa pressa do governo em implantar um novo padrão de 4G LTE no Brasil? Vamos conversar nos comentários!
Com informações: Folha de S. Paulo

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

sábado, 26 de janeiro de 2013

Pós-Graduação em Saúde Pública e Saúde da Família

 OBJETIVOS

Possibilitar aos profissionais o desenvolvimento, ampliação e qualificações técnicas necessárias para atuar no campo da saúde pública com capacidade de analisar, intervir, modificar e reorganizar os serviços e ações coletivas em saúde, garantindo a eficácia da assistência e melhoria na qualidade de vida da população assistida.


PÚBLICO ALVO

Enfermeiros, Médicos, Dentistas, Psicólogos, Assistentes Sociais, Terapeutas Ocupacionais e demais profissionais da área da saúde.


ESTRUTURA CURRICULAR

  • Seminário de Integração
  • Saúde Pública no Brasil
  • Políticas Públicas de Saúde e o SUS
  • Sociedade, Estado e Políticas de Saúde.
  • Metodologia da Pesquisa Científica em Saúde
  • Projetos de Intervenção em Saúde Pública
  • Epidemiologia das Doenças Crônicas
  • Planejamento e Gestão em Saúde Pública
  • Gestão Participativa em Saúde no SUS
  • Participação e Controle Social na Saúde
  • Políticas Estratégicas de Atenção Integral à Saúde no SUS
  • Sistemas de Informação e Comunicação em Saúde
  • Vigilância Epidemiológica na ESF
  • Vigilância Sanitária na ESF
  • Determinantes Sociais do Processo Saúde-Doença
  • Auditoria no Sistema de Saúde Suplementar
  • Ética e Bioética no PSF
  • Organização e Gestão do Processo de Trabalho em Saúde na ESF
  • Desenvolvimento Interpessoal


  • CARGA HORÁRIA

    360 horas, não incluída a carga horária reservada ao desenvolvimento do Trabalho Final de Curso, Monografia.


    DURAÇÃO PREVISTA

    O curso será ministrado em  18 meses de aulas presenciais, mais 90 dias para elaboração do Artigo Científico ou Monografia.

    Valor: 18 parcelas de R$ 295,00

    INSCREVA-SE ATRAVES DO LINK: 

    http://servicos.faculdadeguararapes.edu.br/vestibular_agendado/inscricao.asp?_utm=jRO&IdConcurso=2068&IdQuestionario=&IdPolo=

    segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

    Projeto Saúde em Pautta


    O objetivo é promover um dia de palestras, mensalmente onde serão abrangidas as 05 (cinco) áreas de atuação do CCE Cursos.

    O grande diferencial do Projeto: Saúde em Pauta, é que teremos profissionais renomados, nas diversas áreas, promovendo uma palestra e logo após, participando de um debate sobre o tema abordado, abrindo espaço para perguntas e esclarecimentos.


    Contamos também com parceria de fornecedores de materiais ligados a área que estarão apresentando os seus produtos.

    Como ponto inicial e considerando que nos dias atuais o cuidar de feridas é um processo interdisciplinar, onde vários profissionais de saúde devem estar envolvidos, e que o paciente deve ser visto de maneira holística, isto é, além do tratamento local, o tratamento sistêmico deve ser valorizado e efetivado, a palestra visa apresentar aos participantes as novas tecnologias no tratamento de lesões cutâneas.


    sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

    Sistema de rastreamento de remédios ainda não funciona

    Sancionada há quatro anos, a lei que determina o rastreamento dos medicamentos ainda não está funcionando na prática. A Lei 11.903, de 14 de janeiro de 2009, prevê que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) implante o Sistema Federal de Controle de Medicamento (SNCM), para que todos os remédios produzidos no país possam ser rastreados da fábrica até chegar ao consumidor. Foi estabelecido prazo de três anos, após a sanção, para total implantação do sistema.

    Segundo a lei, cada embalagem de remédio deverá ter uma identificação exclusiva, um número individual. A identificação servirá para o controle na produção, venda, dispensação e prescrição médica, odontológica e veterinária. O objetivo é evitar sonegação fiscal, falsificação e roubo de cargas.

    Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), não houve avanços sobre o tema. A entidade destaca que a rastreabilidade dos medicamentos será uma “sentença de morte” para a sonegação, a falsificação, o desvio, o roubo e demais fraudes cometidas na área. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 30% dos remédios usados em países da América Latina, no Sudeste da Ásia e na África são falsificados.

    A Anvisa informou ter proposto, em 2011, um selo de segurança, que seria fabricado pela Casa da Moeda, e usado nas caixas de remédio. Na ocasião, porém, a indústria de medicamentos alegou que o selo aumentaria os custos de produção, e a ideia foi abandonada, de acordo com a agência reguladora. Em dezembro de 2011, a agência aprovou diretriz para uso da tecnologia chamada Datamatrix no rastreamento, espécie de código de barras bidimensional, sem prazo para ser implantada.

    Por: Aline Leal. Agência Brasil.

    quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

    Pós-Graduação em Saúde Pública




    Há 10 anos, o Centro de Capacitação Educacional - CCE vem desenvolvendo um trabalho de qualificação profissional em Pernambuco, através da permanente pesquisa, buscando temas atuais e de relevância para o crescimento pessoal e profissional, tendo como meta a conquista de um melhor espaço no mercado de trabalho. A oferta dos cursos de Atualização e Pós-graduação abrange as várias áreas da saúde ênfase em Diagnóstico Laboratorial, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Multifuncional e Nutrição. Os programas de Pós-graduação lato sensu, obedecem à Resolução CNE/CES nº1, de 8 de junho de 2007, atendendo as normas de emissão de certificado de conclusão, além do cumprimento da legislação que normatiza os cursos. Com seriedade e competência, o CCE desenvolve seu trabalho proporcionando ao mercado, qualidade, experiência, credibilidade, um corpo docente com vasta experiência acadêmica e mercadológica e uma excelente estrutura física, desde a recepção, sala de aula, biblioteca até seus laboratórios. 

    Maiores informações: http://www.ccecursos.com.br/hospedagem com construtor de sites

    sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

    Alterado o valor da parcela mínima dos parcelamentos do Simples Nacional


    Pela resolução, fica alterado o valor da parcela mínima a ser paga nos parcelamentos solicitados junto à Receita Federal do Brasil (RFB) ou à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), de R$ 500,00 (quinhentos reais), para R$ 300,00 (trezentos reais).

    Nos próximos dias a RFB informará sobre os procedimentos a serem adotados pelo contribuinte para pagamento da parcela mínima, bem como a partir de qual mês deverá ser feita esta exigência dos parcelamentos já solicitados pelos contribuintes.

    Os parcelamentos do Simples Nacional estão disciplinados pela RFB por meio da Instrução Normativa RFB nº 1.229, de 21 de dezembro de 2011, relativamente aos débitos sob sua gestão. Os parcelamentos de débitos  inscritos em Dívida Ativa da União encontram-se normatizados pela PGFN por meio da Portaria PGFN nº 802, de 9 de novembro de 2012.
     
    DÉBITOS TRANSFERIDOS PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS
     
    Há 6 Estados e 120 Municípios que têm Convênio com a PGFN para efetuar a inscrição em Dívida Ativa Estadual (ICMS) ou Municipal (ISS). CLIQUE AQUI para saber quais são.
    Após a transferência dos débitos de ICMS e de ISS para os Estados e Municípios conveniados, os pedidos de parcelamento relativos a esses valores deverão ser solicitados diretamente ao Estado ou Município.
    Desta forma, o valor da parcela mínima fixado por meio da Resolução CGSN nº 105 não se aplica a esses casos, uma vez que o respectivo Estado ou Município estabelecerá o valor mínimo da parcela nos pedidos de sua competência.
     
    DÉBITOS DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
     
    Não foram disciplinados em âmbito federal os pedidos de parcelamento dos valores devidos pelo Microempreendedor Individual (MEI).
    Os valores de ICMS ou de ISS devidos pelo MEI são conduzidos diretamente pelo respectivo Estado ou Município.
    Fonte: Receita Federal

    quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

    Pós-Graduação: Tratamento e Prevenção de Feridas


     
    Há 10 anos, o Centro de Capacitação Educacional - CCE vem desenvolvendo um trabalho de qualificação profissional em Pernambuco, através da permanente pesquisa, buscando temas atuais e de relevância para o crescimento pessoal e profissional, tendo como meta a conquista de um melhor espaço no mercado de trabalho.

    A oferta dos cursos de Atualização e Pós-graduação abrange as várias áreas da saúde ênfase em Diagnóstico Laboratorial, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Multifuncional e Nutrição.

    Os programas de Pós-graduação lato sensu, obedecem à Resolução CNE/CES nº1, de 8 de junho de 2007, atendendo as normas de emissão de certificado de conclusão, além do cumprimento da legislação que normatiza os cursos.

    Com seriedade e competência, o CCE desenvolve seu trabalho proporcionando ao mercado, qualidade, experiência, credibilidade, um corpo docente com vasta experiência acadêmica e mercadológica e uma excelente estrutura física, desde a recepção, sala de aula, biblioteca até seus laboratórios.

    Maioresinformações: http://www.ccecursos.com.br/

    Pós-graduação - Gestão em Alimentação Coletiva




    Há 10 anos, o Centro de Capacitação Educacional - CCE vem desenvolvendo um trabalho de qualificação profissional em Pernambuco, através da permanente pesquisa, buscando temas atuais e de relevância para o crescimento pessoal e profissional, tendo como meta a conquista de um melhor espaço no mercado de trabalho.

    A oferta dos cursos de Atualização e Pós-graduação abrange as várias áreas da saúde ênfase em Diagnóstico Laboratorial, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Multifuncional e Nutrição.

    Os programas de Pós-graduação lato sensu, obedecem à Resolução CNE/CES nº1, de 8 de junho de 2007, atendendo as normas de emissão de certificado de conclusão, além do cumprimento da legislação que normatiza os cursos.

    Com seriedade e competência, o CCE desenvolve seu trabalho proporcionando ao mercado, qualidade, experiência, credibilidade, um corpo docente com vasta experiência acadêmica e mercadológica e uma excelente estrutura física, desde a recepção, sala de aula, biblioteca até seus laboratórios.

    Maiores informações: http://www.ccecursos.com.br/

    

    quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

    Faculdade Marista sedia Conferência sobre o projeto Hanium 2012

    O projeto Hanium, uma parceria entre o Governo da Coreia do Sul e o CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife), reuniu, no dia 12 de dezembro, os seus participantes para uma conferência na Faculdade Marista Recife.

    Focado no desenvolvimento de projetos em tecnologia da informação, tem a participação de 10 estudantes e 02 docentes do curso de Sistemas para Internet da faculdade. Participam também 15 estudantes e 05 docentes da Faculdade dos Guararapes - Rede Laureate, dos cursos de Ciêcnias da Computação e também do curso de Gestão em Técnologia da informação. No encontro, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar os projetos aos representantes da Federação de Indústrias da Coreia (FKI), do governo da Coreia do Sul.


    Foi sem sombra de dúvidas um momento ímpar, como integrante de duas das equipes, pude observar que o projeto contribuiu para que os estudantes possam interagir com novas plataformas ampliando  conhecimento. Outro fator primordial é a parceria do CESAR-Edu.



    O projeto Hanium tem sua importância no momento que realiza a ligação entre o conhecimento formecido em sala de aula e o desafio imposto pelo mercado de trabalho. Maiores informações no link:  br.hanium.net.

    Por Daniel Carlos Nunes.

    Para Amil, TI é fator crítico de sucesso

    Com a TI subordinada diretamente ao Chairmam, o CIO da Amil, Telmo Ferreira Pereira, é também diretor estatutário, com participação em reuniões estratégicas e do conselho. O resultado não poderia ser diferente: projetos e ações tecnologicamente inovadoras. “A Amil sempre investiu e acreditou na importância de TI como fator crítico de sucesso, agregando valor aos seus produtos, clientes, prestadores médicos e canal de vendas”, avalia Pereira.

    Um bom exemplo é o programa e-Mobile, que tem o objetivo de descrever o desenvolvimento de um conjunto de aplicativos móveis em dispositivos da Apple para os beneficiários, corretores e médicos. A partir de um planejamento contemplando funcionalidades, usabilidade e segurança, três aplicativos foram construídos utilizando framework baseado em práticas como Java Open Source, VRaptor, Hibernate e Scrum.

    Baseado na estratégia que direciona a área de tecnologia da companhia – que qualquer um de seus públicos só deve se deslocar até uma de suas unidades em caso de necessidade de um ato médico, o projeto foi criado em 2010 e contribuiu para o aumento da maturidade no desenvolvimento de aplicativos móveis, demonstrando a importância do tema no contexto do setor de saúde das organizações brasileiras.“Focamos na entrega, e, em média, levamos quatro meses para desenvolver cada um dos aplicativos, que foram separados por categoria. Naquele momento estávamos mudando nosso sistema corporativo, que também foi dividido, e seguimos as mesmas etapas, com foco na nossa cadeia, que é onde surgem contratos e vendas”, conta o líder de projetos da Amil, Daniel Kamakura.

    Para a criação dos aplicativos, a Amil fez uma pesquisa com a equipe de teleatendimento para entender as necessidades e demandas vindas de seus usuários e colaboradores. Fato que resultou em atividades especificas para cada público como: acompanhamento de solicitação de guias e contratos; extrato de pagamentos e bula de medicamentos; entre outros.De acordo com o executivo, os aplicativos foram construídos e disponibilizados com sucesso, tendo níveis de utilização bastante significativos por seus públicos. Até o momento, cerca de 40 mil downloads foram feitos por beneficiários, 11 mil por credenciados e 2 mil por corretores.

    Impactos e desafios 

    O principal desafio do projeto e-Mobile refere-se ao conjunto de tecnologias consideradas extremamente inovadoras e a necessidade do time em aprender novas linguagens e framework.Já os impactos foram: mais um canal de comunicação com os parceiros, acompanhamento de status de propostas, reembolso, extratos de pagamentos, evitando ligações no teleatendimento, possível substituição das carteirinhas físicas pela carteirinha digital para os usuários dos aplicativos, possível substituição de materiais impressos para os usuários dos aplicativos e inovação.“O mundo é móvel, o mundo é digital. Temos que dar acesso universal para todos que fazem parte do nosso ecossistema. Estamos trabalhando fortemente para cada vez mais disponibilizarmos acessos multicanal para nossos clientes, fornecedores, canal de vendas e colaboradores. Nosso desafio é permitir a escolha de como nossos clientes desejam fazer contato conosco”, diz.

    Decisões estratégicas 

    Para o CIO Telmo Pereira, a TI sempre participou das decisões estratégicas desde a fundação da companhia, pois os gestores da Amil entendem que a área é a ferramenta que possibilita a criação de novos produtos, aumento de produtividade e escala, com padronizações e visões nacionais. “Nem tudo é TI, mas TI está em tudo”, considera.Assim, os recursos tecnológicos são de responsabilidade do CIO e sua equipe e a garantia das disponibilidades das informações da Amil é responsabilidade dos três diretores estatutários: CIO, CFO e RI.

    “A TI possui uma equipe de BI que faz toda a apuração e consolidação das informações, dando suporte a estas duas áreas da empresa na preparação final das divulgações de nossos resultados para o mercado. Como nossa empresa é de capital aberto, possuímos um site da Amilpar com as informações econômicas, financeiras, contábeis e nossos planos de ações para os diversos segmentos que atuamos”, revela Pereira.

    Previsão

    De acordo relatório de previsões do instituto Gartner Group, Gartner’s Top Predictions for IT Organizations and Users, 2011, até 2014 em torno de 90% das organizações irão apoiar aplicações corporativas em dispositivos móveis e, até 2013, em torno de 80% terão força de trabalho utilizando tablets para transações de negócio.“No roadmap futuro para o projeto, pretendemos incorporar mais funcionalidades e mais públicos, bem como revisar a arquitetura de desenvolvimento, utilizando padrão PhoneGap para habilitar o reuso das  aplicações para sistemas operacionais IOS (Apple) e Android (Google)”, conclui o CIO. Por Thaia Duó.
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    Hospital Paulistano investe em tablets para administrar remédios à beira leito

    Próximo passo é usar o dispositivo para evoluir os pacientes

    Há cerca de um ano o Hospital Paulistano, na capital de São Paulo, focado nos padrões da Joint Commission Internation em garantir a administração correta dos medicamentos dentro da instituição, optou por adquirir tablets para gerir o uso e preparação de remédios à beira leito.

    Mesmo com um controle de rastreamento já adotado, a instituição ainda não confiava 100% de sucesso, fato que a levou para o caminho da mobilidade. “Garantir o medicamento certo, para o paciente certo, na hora certa não é fácil. Devemos fazer o máximo para evitar erros, que são bem possíveis de acontecer e a solução móvel propicia uma garantia, pois o medicamento é preparado dentro do quarto, com a prescrição móvel já inserida no tablet”, explica Roneide Cursino, gerente administrativo e financeiro do Hospital Paulistano.

    De acordo com a executiva, o código de barras, tanto da pulseira do doente quanto do remédio, também é conferido no próprio dispositivo móvel. E somente após conferencia o uso da medicação é liberado.

    O grande objetivo aqui é garantir maior segurança e qualidade ao paciente, que normalmente tem o medicamento preparado longe de seus olhos, no posto de enfermagem. “A diferença é que tudo é feito na frente do paciente e com a verificação eletrônica do processo”, avalia.

    Antes de decidir pelo uso de tablets, o Hospital Paulistano testou outras soluções possíveis de evitar erros. Foram avaliadas ferramentas como um desktop em cada leito; e notebooks, com experimento na mão de enfermeiros e em carrinhos de corredor. Destas, Roneide destaca o motivo da escolha: “Chegamos ao tablet pela facilidade e praticidade, por ser menor, ocupar menos espaço, ser leve de carregar e, principalmente, pela aprovação dos próprios colaboradores.”

    O aparelho


    É claro que os tablets adquiridos não são comuns se comparados aos de uso pessoal. O aparelho tem certa resistência considerável. Não sofrerá danos com uma simples queda, nem apresentará problemas na parte elétrica eletrônica se a sua tela entrar em contato com líquidos.

    “Tudo foi testado e aprovado pelo hospital. Além disso, passamos por um período de adaptação não só do hardware, mas também da infraestrutura do hospital”, diz a executiva, referindo-se à rede Wi-Fi com velocidade necessária para trafegar todos os dados precisos. 

    Hoje o projeto está na etapa final, com previsão de conclusão para novembro deste ano. O hospital faz quase 100% uso do tablet, o último setor a contar com a mobilidade é o Pronto Socorro. “Por ser em Box [a área do PS] e considerado um espaço bastante cheio, com maior concentração de pessoas, especificamente aqui adotamos o All in One, que acaba fazendo o mesmo trabalho do tablet. A diferença é que fica fixo dentro de cada um dos Boxes”, conta.

    Próximo passo

    Assim que o projeto ser finalizado no Paulistano, a ideia é entrar, ainda este ano, com o mesmo conceito no Hospital Vitória. Para Roneide, essa realidade também será implantada no próximo ano em outras duas unidades: Alvorada Moema e Total Core.

    “Vamos trabalhar para que os médicos, no futuro, utilizem tablets não apenas para administração de medicamentos, mas também para fazer uma prescrição, evolução de um paciente, entre outras atividades que facilitem seu dia a dia”.

    E ainda, com um ano de experiência a executiva acredita evoluir bastante no uso do dispositivo, passando a abranger a evolução médica.

    “Tecnologia sempre vai ao inicio de tudo esbarrar em uma coisa normal do ser humano, que é a resistência. Toda novidade envolve mudança cultural, resistência natural e comum. Por isso, investimos bastante em treinamento e procuramos mostrar o ganho que os usuários teriam”, diz Roneide.

    Hoje nas auditorias, o Paulistano tem adesão de mais de 90%, sem opção de papel. Por Thaia Duó | Revista FH

    Mobilidade nos hospitais: da implementação aos deafios e riscos

    A mobilidade complementa a relação médico-paciente, otimizando-a em diversos casos, mas jamais em detrimento da qualidade do atendimento.

    O projeto Saúde Business School, da revista FH (antiga Fornecedores Hospitalares), de 2012, aborda o tema: Tecnologia da Informação em Saúde. A iniciativa busca auxiliar as instituições do setor em sua gestão. Ainda que exista literatura sobre o tema, a nossa função é construir um manual prático para a geração de um ambiente de tecnologia hospitalar mais seguro, que auxilie e oriente às equipes na organização de seus departamentos de TI e na interação da tecologia da informação com os stakeholders.

     Em cada edição da revista FH contém um capítulo sobre o assunto, escrito em parceria com médicos, professores, consultores e instituições de ensino, no intuito de reunir o melhor conteúdo para os leitores. Depois da circulação da revista, o Saúde Web disponibilizará, gradualmente, os conteúdos.
    No mês de novembro, o capítulo foi sobre: mobilidades nos hospitais 

    Introdução

    1.1. Visão Geral

    Esta é uma introdução à mobilidade em Saúde. Por ser um assunto amplo, serão destacadas as principais aplicações, benefícios e riscos na adoção deste tipo de tecnologia.

    A mobilidade em Saúde ou M-Health, como é chamado em inglês, é a prática da Medicina ou da Saúde Pública com a utilização das telecomunicações, da utilização de dispositivos móveis tais como smartphones (celulares inteligentes), PDA (Assistente Digital Pessoal), tablets, notebooks ou netbooks ou, mais especificamente, coletores de dados e monitores.

    Desta forma, a mobilidade implica em uma plataforma tecnológica rápida, robusta e confiável para transmissão de dados, imagens e voz, com o objetivo de dar resposta aos desafios da saúde, tais como acessibilidade, qualidade, velocidade e otimização de custos.

    Quando começou a ser discutida de forma mais estruturada no início da década passada, o conceito de mobilidade na Saúde estava focado na telemedicina, que buscava aproveitar o avanço nas telecomunicações com o objetivo de comunicar médicos e pacientes separados fisicamente.
    Esta plataforma poderia apoiar desde o diagnóstico até uma intervenção cirúrgica, passando pelo tratamento e acompanhamento do paciente, porém, com o rápido avanço das diversas tecnologias, este conceito se expandiu para o uso de qualquer recurso tecnologia móvel que possa apoiar a Saúde.

    Nunca é demais lembrar que o objetivo principal de qualquer iniciativa no setor da Saúde é a melhoria do acesso e da qualidade dos serviços e, no caso de mobilidade não é diferente. Graças à enorme dimensão dos serviços de Saúde, desde a prevenção até o tratamento de pacientes crônicos, diversas soluções tecnológicas para mobilidade vêm surgindo como resposta.

    Por exemplo, o uso de smartphones (celulares inteligentes) por equipes de Atenção Primária para oferecer serviços a comunidades, leva a atenção continuada à Saúde diretamente aonde as pessoas vivem e facilita o acesso ao sistema de Saúde, além de possibilitar a manutenção das informações dos cidadãos.

    A mobilidade complementa a relação médico-paciente, otimizando-a em diversos casos, mas jamais em detrimento da qualidade do atendimento. Além disso, possibilita uma maior proximidade do sistema de saúde com os cidadãos.

    Este é um dos casos que evidencia como, com telefones celulares, a saúde móvel encontra uma plataforma viável. No caso do Brasil, o enorme crescimento do número de linhas de celulares vendidas representa uma boa oportunidade (…). Por Gustavo De Martini | especial para a revista FH
     

    Saiba como contratar e reter líderes na Saúde

    Em debate realizado pela IT Mídia, executivos concluem que para se ter sucesso na contratação é preciso ter claros a missão e valores da empresa. Além disso, investir em treinamento também é aspecto importante.

    Os desafios da mão de obra na saúde são os mesmos em toda a cadeia, seja para contratar, reter ou capacitar as lideranças tanto da área administrativa quanto assistencial. Em debate realizado pela IT Mídia na manhã desta terça-feira (18), conclui-se que é preciso ter a missão da empresa bem definida para então buscar o profissional adequado.

    De acordo com o debatedor Luis Vitor Salomão, sócio proprietário do Laboratório Salomão & Zoppi, o valor da companhia é ponto fundamental para definir o perfil ideal do gestor que se pretende contratar. “Os processos de profissionalização quando falham é porque o talento que veio não incorporou os valores e o espírito da empresa. Por isso é importante traçar os valores e a missão da sua empresa antes de traçar o perfil do indivíduo”, aconselha.

    Mais do que ter o valor da empresa como ponto fundamental para definir o perfil do gestor que se busca, é preciso entender que o profissional que teve sucesso em determinada instituição pode não ter o mesmo resultado ao assumir um cargo de liderança em outra entidade.

    “A saúde é meio ingrata, porque nada lhe garante o sucesso em uma nova empresa. Por isso, o indivíduo tem que ter bom perfil e adaptá-lo ao valor da companhia. É preciso entender o funcionamento da empresa e não a empresa ter que se adaptar a ele”, considera Salomão.

    Fica evidente que com a consolidação e formação de grandes grupos surge a necessidade de um caça talentos. Para Rodrigo Araújo, sócio-diretor sênior da Korn Ferry, também presente na mesa de debate, a indústria está mais atenta e capaz de desenvolver profissionais sob a óptica técnica. “Temos sido constantemente consultados para dar contribuição às instituições de saúde que vai além da formação técnica. Naturalmente acreditamos nessa capacidade de desenvolvimento das empresas, mas o grande diferencial ao pensar numa indústria em franca transformação é buscar entender quais as reais capacidades organizacionais que a indústria precisa para incorporar no seu processo no longo prazo”.

    Araújo acredita que o modelo de gestão vai se transformar, porém os indicadores, os desafios de sucessão, as questões relacionadas a oportunidades que o mercado vai trazer vão continuar existindo.
    “A mensagem clara é: as pessoas tem que se preocupar”, completa. Para ele, três dimensões importantes são chaves para ter sucesso num cenário que não se conhece: a capacidade de lidar com as suas incertezas; gestão de conflitos, no sentido de ideologias, visões e conceitos de compreensão do mundo; capacidade de se colocar na posição de um terceiro. “A área de saúde é um prato cheio nessas três dimensões, que serão muito demandantes”, diz.

    O Hospital Sírio-Libanês, por exemplo, é uma das entidades que tem o apoio de consultorias.  Fabio Patrus Mundim Pena, superintendente de gestão de pessoas da instituição, diz ter separado alguns grupos para usar este tipo de serviço.  Quando a vaga é assistencial para função júnior o processo de recrutamento é realizado internamente por meio de competências claras. Já nas vagas mais seniores, como a de um diretor médico, o hospital ainda adota a prática de indicação.

    “Embora ainda tenhamos esse hábito para funções mais importantes, reconheço que esse processo está mudando. As consultorias ajudam bastante, tem uma visão de mercado que a gente não tem. Às vezes pode valer a pena deixar de comprar na primeira loja”, ironiza Pena.

    Ponto acadêmico 

    “Rede é a palavra”. É com essa afirmação que  a debatedora e coordenadora do curso de especialização em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde da FGV, Libânia Paes, guia o seu discurso.

    A questão de indicação profissional tem seguido um novo rumo, de acordo com ela. “Hoje o que as empresas procuram não é o profissional indicado em si, mas as pessoas que ele se relaciona. Ou seja, quando a companhia busca consultoria de caça talentos ela está comprando a rede de contatos”, pontua.

    Para Libânia, a prática de indicação está se digitalizando, pois multinacionais passaram a contratar através de redes profissionais como Linkedin, por exemplo.

    “Também temos o outro lado. Um monte de técnicos busca o curso da FGV para migrar para o lado administrativo. Tem oferta e profissionais, mas falta uma ponte de acesso que resulta na falha de encontrar líderes capacitados”, conta. Segundo ela, muitos profissionais na área assistencial tentam tal migração, mas não sabem como fazer e optam por cursos de gestão. “Mas a ponte não pode ser só acadêmica. Talvez falte programa de trainee sênior para quem está na área assistencial há muito tempo e quer saber como migrar para gestão”, sugere.

    O futuro da mão de obra qualificada não pode ser diferente, conforme aponta Camila Malosso Quintana Torres, gerente geral da Unimed Coop. Central de Bens e Serviços: “Não tem escapatória, todo mundo vai ter que se especializar. Isso é regra de mercado de qualquer área. Essa questão de que eu contrato porque eu conheço tem uma tendência forte de diminuir e de se privilegiar os profissionais com perfil de competências comportamentais em detrimento das competências técnicas.” Por Thaia Duó.