segunda-feira, 29 de abril de 2013

Saúde acionará a Justiça se confirmar monopólio nos preços de órteses e próteses

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a pasta pode acionar o Ministério da Justiça caso sejam identificados indícios de que os preços praticados pelo uso de próteses e órteses em 20 hospitais caracterizarem monopólio.
 
O governo anunciou a criação de uma força-tarefa para investigar suspeitas de irregularidades e cobranças indevidas em implantes de próteses (usadas como substitutas de membros e articulações do corpo) e órteses (aparelhos que servem para alinhar ou regular determinadas partes do corpo) feitos em 20 hospitais. Entre os hospitais a serem auditados, um é público e os demais privados ou filantrópicos.

Segundo Padilha, a partir de casos isolados que chegaram ao ministério, a força-tarefa vai investigar, em um primeiro momento, os hospitais com alto número de cirurgias para órteses e próteses ortopédicas e cardiovasculares e que têm grande proporção de cirurgias múltiplas ou sequenciais (quando uma mesma pessoa recebe mais de uma prótese).

“Isso pode acontecer em um paciente politraumatizado, mas [tem ocorrido] em uma proporção bastante elevada”, disse, ao destacar que alguns hospitais chegam a registrar mais de 90% das cirurgias em questão como múltiplas ou sequenciais.

“Montamos essa força-tarefa, que vai fazer uma primeira avaliação muito detalhada nesses primeiros 20 hospitais. A partir daí, podemos identificar novos mecanismos de aprimoramento e, sobretudo, de regulação. Queremos identificar, nessa cadeia que começa pela distribuição de órteses e próteses, passa pela aquisição pelo hospital privado e pelo médico que indica, se essa elevação do preço se justifica”, completou.

Por Paula Laboissière | Agência Brasil

20 hospitais serão auditados no uso de OPMEs

Objetivo é descobrir o motivo de distorções que impactam o orçamento da saúde. Se comprovados abusos, o governo pretende tomar medidas para regular preços no mercado


O Ministério da Saúde (MS) fará auditoria com foco em 20 grandes hospitais para apurar a suspeita de fraudes e superfaturamento na implantação de próteses e órteses em pacientes.

A decisão foi tomada após o Departamento Nacional de Auditorias do SUS (Denasus) com o objetivo de descobrir o motivo de distorções que impactam o orçamento da saúde pública e, principalmente, dos planos privados, além de verificar se as cirurgias cobradas têm sido, de fato, realizadas. Se irregularidades forem comprovadas, o Denasus poderá tomar medidas como a solicitação de ressarcimento do recurso público utilizado indevidamente.

A investigação parte de indícios de irregularidades colhidos pelo ministério, a começar pelo excesso de procedimentos em hospitais. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conforme a unidade, de 54% a 99% das cirurgias são múltiplas ou sequenciais, ou seja, para aplicar mais de um item no corpo do paciente. É um percentual muito acima do parâmetro de 20%, conforme determinado em câmara técnica e publicado em portaria da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde. Além disso, tratam-se hospitais gerais, onde ocorrem procedimentos de diversas áreas, não só de cardiologia.

O Denasus identificou, ainda, que esses 20 hospitais onde haverá a atuação da força-tarefa – 19 não-públicos e um público – possuem número elevado de cirurgias múltiplas, cirurgias em politraumatizados e cirurgias sequenciais nas áreas de cardiologia e traumato-ortopedia. Ou seja, alto índice de cirurgias em que mais de uma prótese ou órtese é implantada em um paciente. A lista não foi divulgada até o momento. 

Normas

Os auditores vão checar se os hospitais cumpriram regras como registrar o número da prótese ou órtese no prontuário dos pacientes. Para comprovar a implantação, também é obrigatório armazenar exames de imagem feitos antes e após a cirurgia.

De acordo com o Estado, os trabalhos vão ser feitos em 60 dias pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outro foco são as disparidades nos valores praticados pelas empresas. Os fabricantes têm de registrar preços de referência na Anvisa, que aprova os produtos. Porém, não há limitação quanto ao valor cobrado no mercado. Segundo Padilha, o hospital cobra do plano de saúde, às vezes, o dobro do registrado na tabela da agência.

A auditoria tentará identificar eventuais causas das variações, como a baixa concorrência em alguns setores, ganhos exorbitantes na cadeia entre o produtor e o hospital e, possivelmente, a formação de monopólios, o que motivaria processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça.

A implantação de órteses e próteses, somadas às despesas com material, internação e cirurgia, custaram aos planos de saúde nada menos que R$ 36 bilhões em 2012, conforme a ANS. O montante é bem inferior no SUS, apesar da clientela imensamente maior. Segundo Padilha, o ministério gastou R$ 1,059 bilhão no ano passado, sendo 88% do valor (R$ 941,3 milhões) referente a procedimentos ortopédicos e cardíacos. Não por acaso, a auditoria pretende focar essas duas especialidades. A aplicação é muito comum em pacientes politraumatizados ou com problemas coronarianos.

Na terminologia do Ministério da Saúde, todos cabem na sigla OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais). A aprovação, conforme critérios de qualidade, é feita no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O QUE SÃO PRÓTESES – São componentes artificiais utilizados para substituir segmentos ou partes de segmentos corporais perdidos por amputações de origem traumática ou não. Após a amputação, a utilização de uma prótese oferece uma imagem corporal normal, ajudando o indivíduo a desenvolver maior confiança e habilidade física, melhorando, assim, sua qualidade de vida.

O QUE SÃO ÓRTESES – São dispositivos aplicados externamente ao corpo para modificar as características estruturais ou funcionais do sistema neuromusculoesquelético, podendo ser utilizadas para estabilizar ou imobilizar, impedir ou corrigir deformidades, proteger contra lesões, facilitar a higienização, o posicionamento e assistir a função dos membros superiores, inferiores e tronco, decorrentes de lesões, doenças, alterações congênitas ou condições ligadas ao processo do envelhecimento.

*Informações atualizadas às 10h39, do dia 26/03/2013

Por Saúde Web

Certificado de qualidade para OPMEs é aprovado

Material deve conter os documentos emitidos pelo fabricante ou pelo importador, com especificações técnicas, número de série e lote. Informações devem ser fornecidas ao usuário juntamente com o laudo 


A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou, na quarta-feira (24), proposta que cria certificado de qualidade e de garantia para próteses, órteses e outros materiais implantáveis de uso médico. Segundo o texto, o material deverá ser acompanhado de documentos emitidos pelo fabricante ou pelo importador contendo especificações técnicas do produto, número de série e lote e nome do fabricante.

Essas informações deverão ser fornecidas ao usuário juntamente com o laudo do procedimento, e os serviços de saúde deverão manter cópia desses documentos.

 A proposta foi aprovada na forma do substitutivo do deputado Ubiali (PSB-SP) ao Projeto de Lei 116/11, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). 

Segurança ao profissional 

Os serviços de saúde também deverão oferecer aos usuários, após receberem as órteses ou próteses, laudo do procedimento realizado com o nome do paciente, número de seu prontuário, data da cirurgia, nome e assinatura do cirurgião responsável, nome do produto, número de série e lote do produto e nome do fabricante. “A criação de um certificado de qualidade é uma medida essencial para a proteção à saúde do usuário desses materiais, assim como para dar segurança ao profissional de saúde sobre a procedência e a adequação do material que utiliza”, argumentou Ubiali.

A proposta original atribui ao fabricante ou importador a responsabilidade pelas informações relativas à especificação do material, nome do paciente, número de seu prontuário, data da cirurgia, nome e assinatura do cirurgião responsável.

Isso, explicou Ubiali, motivou a apresentação de um substitutivo, pois a obrigação seria “inaplicável”. “Parte dessas informações não é de responsabilidade do fabricante ou importador, mas sim do médico. Assim, nome do paciente, número de seu prontuário, data da cirurgia, nome e assinatura do cirurgião responsável somente poderão ser colhidas de laudos médicos e fornecidos pelos prestadores de serviços hospitalares”, destacou o deputado.

Combate a fraudes

O Departamento Nacional de Auditorias do SUS (Denasus) aponta distorções que impactam o orçamento da saúde pública na recomendação desse tipo de material. Em março deste ano, o Ministério da Saúde (MS) anunciou que fará auditoria com foco em 20 grandes hospitais para apurar a suspeita de fraudes e superfaturamento na implantação de próteses e órteses em pacientes.

A estimativa é de que, conforme a unidade, de 54% a 99% das cirurgias são múltiplas ou sequenciais, ou seja, para aplicar mais de um item no corpo do paciente. É um percentual muito acima do parâmetro de 20%, conforme determinado em câmara técnica e publicado em portaria da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde. Além disso, tratam-se hospitais gerais, onde ocorrem procedimentos de diversas áreas, não só de cardiologia.

A implantação de órteses e próteses, somadas às despesas com material, internação e cirurgia, custaram aos planos de saúde nada menos que R$ 36 bilhões em 2012, conforme a ANS. O montante é bem inferior no SUS, apesar da clientela imensamente maior. Segundo Padilha, o ministério gastou R$ 1,059 bilhão no ano passado, sendo 88% do valor (R$ 941,3 milhões) referente a procedimentos ortopédicos e cardíacos. 

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e já havia sido aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família. Agora, segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

As próteses são aparelhos que substituem membros ou órgãos do corpo humano, como marca-passos, aparelhos auditivos, próteses articulares e dentárias. Já as órteses são aparelhos ou peças que apenas corrigem ou complementam a função de membros ou órgãos, como talas, palmilhas ortopédicas, joelheiras e munhequeiras.

Por Agência Câmara Notícias

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Redução de carga horária para enfermeiros entra em debate

A Comissão de Legislação Participativa promove na terça-feira (9), a partir das 14 horas, seminário sobre a regulamentação da jornada de trabalho dos profissionais de enfermagem. Um dos objetivos do evento é pedir a votação do Projeto de Lei 2295/00, que fixa em 30 horas a carga de trabalho semanal de enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem e parteiras, e está pronto para ser analisado pelo Plenário.

No setor privado, a carga de trabalho da categoria hoje é a da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5452/43), fixada em 44 horas semanais. No setor público, muito estados e municípios já adotam 30 horas.
  
A intenção do projeto é assegurar isonomia dessa categoria com outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. “Não há intenção de criar privilégios, mas reconhecer a importância e a singularidade da natureza dos serviços desses profissionais da saúde”, afirma o deputado Dr. Grilo (PSL-MG), que propôs o seminário.

“Hoje os profissionais da enfermagem são submetidos a cargas horárias altíssimas, recebem muito pouco e, muitas vezes, têm que acumular dois, três empregos para ter um salário muitas vezes pequeno. Até somando esses dois, três empregos, é uma remuneração muito baixa”, acrescenta o parlamentar.

As deputadas Rosane Ferreira (PV-PR) e Carmen Zanotto (PPS-SC), que também são enfermeiras, vão mediar o debate sobre a relação entre as condições de trabalho dos enfermeiros e o adoecimento dos profissionais. A exposição do tema ficará a cargo da deputada estadual Enfermeira Rejane (RJ). A deputada estadual Valéria Macedo (MA) e a secretária municipal de Saúde de Aracaju (SE), Goretti Reis, serão as debatedoras.

Ao final do evento, os parlamentares entregarão ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, um pedido de inclusão do PL 2295/00 na pauta do Plenário da Câmara. O evento será realizado no Auditório Nereu Ramos.

Por Agência Câmara

O fim da criação indiscriminada de escolas de medicina

Eis o desenho do problema: o Brasil possui mais escolas de medicina que a China. No ranking mundial, ocupamos a segunda colocação, atrás apenas da Índia, que possui população seis vezes maior que a brasileira. Para chegar às atuais 197 faculdades de medicina – muitas delas de qualidade bastante questionável –, o Brasil assistiu à proliferação aleatória de instituições de ensino a partir da década de 90. De lá para cá, o aumento no número de escolas foi de 137%, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Ainda de acordo com a entidade, o total de médicos que atua no País atingiu quase 390 mil no final do ano passado, quantidade mais que suficiente para atender a todos os brasileiros. Contudo, 73% deles estão trabalhando nas regiões Sul e Sudeste. No Maranhão, por exemplo, existe meio médico para cada mil habitantes, enquanto que no País como um todo, este índice chega a dois profissionais para cada mil pessoas.

Para desmontar aquilo que alguns especialistas classificam como “balcão de negócios” dos cursos de medicina e também para melhor distribuir os profissionais pelo Brasil, o Ministério da Educação (MEC), com auxílio de um estudo feito pelo Ministério da Saúde (MS), baixou, no início de fevereiro, a Portaria nº 2/2013, que estabelece os novos critérios para abertura de cursos de medicina e expansão do número de vagas daqueles já existentes. 

A regulamentação será utilizada para analisar a fila de 70 pedidos de criação de novas escolas que está parada no MEC. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, avisou que a maioria das solicitações feitas será negada. Para futuros pedidos, outras diretrizes serão publicadas pelo governo.

Os critérios listados na portaria levarão em conta a demanda social por médicos em cada unidade da Federação, com base em dados atualizados anualmente pelo MS. O Brasil é o quinto país do mundo em número absoluto de médicos, que representam 19% dos que atuam nas Américas. Mas eles estão mal distribuídos e poucos vão para o interior. A pior situação é a da Região Norte (taxa de 0,9 médico por mil habitantes), seguida por Nordeste (1,19) e Centro-Oeste (1,99). A melhor situação fica no Sudeste (2,61) e Sul (2,03).

O MEC também observará a infraestrutura de equipamentos públicos e programas de saúde existentes e disponíveis no município de oferta do curso. Serão considerados, entre outros itens, o número de leitos disponíveis por aluno — deve ser maior ou igual a cinco; o número de alunos por equipe de atenção básica maior ou igual a três; existência de leitos de urgência e pronto-socorro. A portaria também determina que a avaliação do MEC para concessão da autorização depende da existência de pelo menos três programas de residência médica nas especialidades prioritárias (clínica médica; cirurgia; ginecologia-obstetrícia; pediatria; medicina de família e comunidade).

O governo deverá lançar editais de chamamento para interessados em implantar escolas de medicina em localidades definidas com base nos critérios da nova regulamentação. Os vencedores das licitações poderão ter acesso a recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiarem os projetos.

A reportagem da Revista FH tentou por diversas vezes ouvir os ministérios da Educação e da Saúde sobre a estratégia de descentralização da assistência médica. Enquanto o MEC não respondeu as perguntas enviadas por e-mail, o MS afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que somente se pronunciará depois que o estudo – aquele mesmo utilizado pelo MEC para editar a portaria – estiver totalmente finalizado.

Mercado de cursos

A intenção do governo em interromper a expansão de cursos de baixa qualidade foi muito bem recebida pela comunidade médica. Tanto o CFM, quanto o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), elogiaram a medida que cria barreiras para abertura de novas faculdades. O 1º secretário do CFM, Desiré Callegari, afirma que as instituições que não possuem corpo docente qualificado e não oferecem hospitais universitários devem sofrer restrições. “Queremos diminuir e até fechar faculdades que não ofereçam uma boa formação para o profissional”, opina.

O presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior, diz que a abertura de cursos no Brasil funcionava como moeda de troca política de prefeitos, deputados e senadores. “É muito forte o lobby que existe no Congresso por parte das escolas privadas”, aponta. O médico se diz muito preocupado com a qualidade dos cursos existentes. “Nos últimos 10 anos, cresceu mais de 300% o número de processos por erro médico no Cremesp”, conta. Apesar de classificar a nova portaria como um avanço, ele afirma que o MEC deveria estar preocupado em fechar escolas de medicina.

Quem vai?

A criação de escolas de medicina em localidades carentes de médicos é vista pelos especialistas como uma equação bastante complexa. Para o diretor do curso de medicina da Faculdade Santa Casa de São Paulo, José Eduardo Dolci, “não se cria uma faculdade de medicina onde não existe nada”. Com isso, ele quer dizer que a infraestrutura da cidade que receberá a nova instituição precisa ter condições de atrair um corpo docente qualificado. “A escola de medicina é criada em função de um grupo de professores e médicos competentes que saibam e tenham desejo de ensinar”, opina.

Os fatores de fixação de médicos em determinadas regiões não passam exclusivamente pela questão financeira. Dolci acredita que o conceito é mais amplo e envolve outros componentes. “O médico vai procurar condição de trabalho, reconhecimento, condições dignas para sua família viver e salário, nesta ordem”, diz. Ele clama pelo plano de carreira médico como uma alternativa. “O plano vai dar um salário digno e perspectiva de vida, mas se não der condições de trabalho, o médico não irá para lugares mais distantes”, avalia. 

Callegari, do CFM, vê como uma incógnita se a criação de escolas de medicina em localidades com deficiência de assistência fixará médicos nestas regiões. Azevedo Junior, do Cremesp, ressalta que os profissionais não atuam fora do eixo Sul-Sudeste por falta de condições de trabalho.

390 mil médicos atuam no Brasil
73% deles estão trabalhando nas regiões Sul e Sudeste
2, 64 médicos por mil habitantes estão no estado de São Paulo
0,5 médico por mil habitantes no Maranhão
1, 95 médico por mil habitantes no interior de São Paulo
4,48 médicos por mil habitantes na capital paulista

Por Milton Leal | Especial para revista FH

Pacientes monitorados dia e noite à distância pela internet

Tomar o remédio na hora certa, medir a pressão arterial, praticar exercícios diariamente são algumas das atividades que a maioria dos brasileiros só segue a risca se tiver alguém pegando no pé. 

Agora, o mercado oferece um aparelho no qual o médico do consultório consegue monitorar tudo o que está acontecendo na casa do paciente. Essa plataforma de telemedicina foi desenvolvida pela UniT Care Saúde. 

O serviço consiste em oferecer aparelhos de captura de sinais vitais como pressão sanguínea, oximetria, temperatura, peso, nível de glicemia, que são conectados via bluetooth a um receptor que transmite as informações a uma central onde os dados são analisados e armazenados – por sinal de internet ou rede celular, a exemplo de um celular comum. 

Dessa forma, o paciente é monitorado 24 horas por dia, sem interrupção. Atualizados a cada 30 segundos, os dados podem ser acessados pelos profissionais autorizados de qualquer computador com acesso à internet, tablet ou smarthphone, em tempo real e de forma eficaz. Todos os dados são criptografados e a segurança da informação é tratada como prioridade.

“O objetivo não é substituir a consulta médica, mas sim complementar o atendimento oferecendo uma orientação de qualidade à distância”, diz o CEO da Unit Care Saúde, Luiz Tizatto. 

A ferramenta pode ser usada tanto em monitoramento de pacientes crônicos que sofrem de diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva, doença broncopulmonar obstrutiva crônica, como em tratamento de antibioticoterapia, por exemplo.

Com tecnologia inteiramente nacional, a plataforma de telemedicina foi desenvolvida pela i9access Tecnologia, empresa do Rio Grande do Sul, cujos proprietários são professores da Universidade Federal daquele estado. 

Além de tecnologia para home care, a empresa provê outros módulos para a plataforma (teleeletrocardiologia, teleradiologia, teleultrassonografia), como também um sistema multimídia para salas de cirurgia inteligentes, MIR – Multimedia Integrated operating Room.

O telemonitoramento de pacientes permite uma total conectividade, na medida em que algumas questões podem ser pré-programadas. O visor irá registrar mudanças como o aumento de pressão sanguínea, e acionar a Central que deverá intervir e checar os sintomas do paciente ou indagar se ele tomou sua medicação na hora certa. 

Em caso de alterações substanciais, uma equipe médica entra em contato imediatamente e, se necessário, faz uma visita de emergência ao paciente.

Por Carolina Marcelino | Brasil Econômico

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Como evitar o desperdício de recursos nos serviços de diagnósticos?

Em debate, representantes do setor concluem que o excesso de exames está ligado à má formação médica e à pressão, muitas vezes, por parte do paciente e da indústria.

Como mudar o foco da doença para valores como promoção e prevenção, sem que haja desequilíbrios de recursos, uma vez que o modelo brasileiro ainda se sustenta com base na quantidade de procedimentos? A pergunta norteou o IT Mídia Debate desta terça-feira (03/04), realizado na sede da IT Mídia. 

Partindo da constatação de que o envelhecimento da população, o avanço da tecnologia e a importância da prevenção impulsionam cada vez mais a demanda por exames de diagnósticos, representantes de diferentes elos do setor dialogaram sobre as possíveis soluções para uma otimização de recursos evitando, assim, o excesso de exames – fator este que, além de onerar o sistema, pode prejudicar a saúde do paciente. 

Apesar de não haver nenhum levantamento que mensure o real impacto nos recursos de exames desnecessários, alguns fatores claramente influenciam essa tendência como é o caso das dezenas de marcadores lançados pela indústria farmacêutica todos os anos, que são disponibilizados para a prática médica.

“Um médico mal informado e influenciado pelo marketing da indústria com certeza vai começar a solicitar esse tal procedimento. É preciso entender que sem evidências científicas não se deve solicitar exame de laboratório, sobretudo quando não se sabe o que fazer com o resultado”, enfatiza Wilson Shcolnik, diretor de Acreditação e Qualidade da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML). 

A mesa debatedora reforçou que os exames de diagnósticos são importantes, no entanto, é preciso ter critérios clínicos para solicitá-los, o que muitas vezes não acontece por falta de formação médica adequada. Além disso, há também a pressão por parte do paciente, hoje, munido de informações, principalmente, provenientes do Google ou Dr. Google, como os executivos o apelidaram. 

Saber dosar o limiar entre acesso e excesso é notadamente um grande desafio para os gestores. “Quando se fala em promoção e prevenção em saúde é preciso se acostumar a ouvir falar de exames normais. Muita gente atribui isso a custos para a cadeia de saúde, esquecendo que na verdade esses exames, na maioria das vezes, evitam outros custos que seriam imputados ao sistema. O exame normal tem um valor e precisa ser considerado. É claro que não estou falando em excesso, o que deve prevalecer é a medicina baseada em evidencias”, considera Shcolnik. 

Possíveis soluções

Muito se discute sobre qual caminho seguir, mas ainda não tem um modelo de sucesso a ser copiado. De acordo com o diretor de patrimônio e finanças da Associação Paulista de Medicina (APM), Murilo Rezende Melo, só há uma certeza: não se pode tirar a autonomia do médico na hora de solicitar exames.

Outros fatores foram largamente mencionados como setas indicativas para o uso racional dos recursos nos serviços de diagnósticos que acaba envolvendo diretamente médicos, pacientes, laboratórios e operadoras de planos de saúde. 

Foram eles: novo modelo de reembolso e remuneração, aplicação de diretrizes clínicas – como as já existentes da Associação Médica Brasileira (AMB) -, investimentos em Tecnologia da Informação (TI) no sentido de integrar as informações, em educação continuada e programas de qualidade e acreditação por parte dos laboratórios. 

O presidente da Central Nacional Unimed, Mohamed Akl, “bateu na tecla” da importância da educação médica, deixando claro que a questão da remuneração não seja tão importante. 

“O valor da consulta não é importante, pois se aumentar o valor por atendimento o excesso de exames vai continuar existindo. Sabemos que 50 anos atrás o médico ficava 50 minutos com o paciente, tudo era analisado e um ou outro exame era pedido. Hoje, pela disponibilidade de exames no mercado é muito mais simples solicitar direto um pedido a dedicar longos minutos com o doente. O problema maior é que o profissional da saúde não se dá conta dos malefícios dessa ação”, diz Akl.
Segundo o executivo, entre 2008 e 2012 a Central Unimed aumentou sua carteira de clientes em 64%, alcançando mais de um milhão de beneficiários. Já o custo assistencial cresceu 130% – devido a altas tecnologias e pedidos de exames sem critérios. “Em ano 2000 era 1,67 exames por beneficiário, atualmente este número é de 10, 86”.

Outra possibilidade levantada pela mesa foi a do paciente pagar uma parte do exame solicitado. Entretanto, Melo, da APM, se posicionou contra. “Isso nos preocupada, porque os tipos de planos de saúde que mais cresceram são os mais baratos, considerados uma substituição do SUS, que tem melhorado e consegue fazer muito com a falta de verba que tem, mas não podemos penalizar o paciente”. 

Grande desafio

O melhor modelo para evitar desperdício pode ainda não ter sido descoberto pelo setor, mas enquanto isso a Alliar Medicina Diagnóstica faz uso da educação continuada em cidades do interior do Brasil para mostrar os lados positivos e negativos de se solicitar exames. 

“Evitando excesso fazemos com que outras pessoas tenham acesso. Mas como fazer isso é desafiador, por isso temos reuniões de educação continuada. Não podemos achar que a entrada do PET, que é um exame caro, por exemplo, vai resolver qualquer situação”, conta o diretor médico da Alliar, Francisco Maciel Júnior.

Outra ação da companhia é atrair residentes de outras especialidades que não a de diagnóstico por imagem para que tenham um melhor conhecimento sobre exames solicitados. 

*Com edição Verena Souza
 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Telefônica Vivo e FMUSP se unem por e-health

Depois de adquirir a Axismed, empresa de gestão da saúde populacional, a Telefónica - agora com a USP - avança ainda mais no setor e aproveitará a aliança para lançar produtos.



Em mais um passo para fortalecer a presença no setor de saúde brasileiro, a Telefônica Vivo anunciou na última quarta-feira (20/03) parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

Na aliança, a universidade entrará com o conteúdo acadêmico e a multinacional oferecerá conectividade para difundir o material para os estudantes da universidade e agentes da Atenção Primária ligados ao núcleo de Telessaúde, coordenado pela instituição. Em contrapartida, a multinacional testará sua tecnologia no modelo e também lançará produtos e serviços de e-health, que poderão ter o conteúdo em tecnologias embarcadas.

“Podemos embarcar conteúdos em nossas tecnologias como, por exemplo, o produto que estamos desenvolvendo como foco no Programa Saúde da Família”, afirmou o presidente do Grupo Telefonica no Brasil, Antonio Carlos Valente.

O conteúdo engloba artigos acadêmicos, infográficos e áudios. Além disso, a Telefónica terá acesso aos vídeos do Projeto Homem Virtual, programa de computação gráfica 3D composto por sequências dinâmicas tridimensionais da estrutura do corpo humano.

A princípio serão doados pela Telefônica Vivo à FMUSP 60 chips 3G Plus para tráfego de dados com isenção dos custos e que poderão ser utilizados durante um ano. A divisão ocorrerá da seguinte forma:

- 30 chips serão distribuídos para o programa de Atenção Primária, na região Oeste da capital paulista. O objetivo é que os estudantes e agentes de saúde ligados ao programa Telessaúde, que é coordenado pela universidade, possam ter acesso ao conteúdo acadêmico com rápida conexão e possam trabalhar na promoção e educação da população local.

- 15 chips serão voltados para um curso sobre Saúde do Idoso, voltado para médicos e enfermeiros, planejado para ocorrer em maio e terá duração de 18 meses.

- Os últimos 15, terão a área de emergência como foco. A ideia é uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública para educar gestores a desenvolver medidas para a prevenção de acidentes de moto e atropelamentos. Esta ação está prevista para junho deste ano.

“Precisamos da criação de cases primeiro e depois partimos para a solução em escala”, diz o chefe da disciplina de Telemedicina da FMUSP, Chao Lung Wen.

Outra ação da parceria que Wen adiantou é o lançamento da Nuvem da Saúde, repositório que armazenará livros, artigos acadêmicos, simpósios, seminários e congressos. Neste caso, a operadora apoiará os estudantes e profissionais no acesso ao conteúdo, que poderá ser feito com tecnologia 3G por meio de dispositivos móveis. Está ação está planejada para abril.

Estratégia

Este é o segundo anúncio da multinacional para o setor de saúde em dois meses. No início de fevereiro, a multinacional adquiriu a Axismed, empresa com foco em gestão da saúde populacional, por meio da Telefónica Digital, braço global de inovações digitais.

A aquisição está diretamente ligada à estratégia da marca de crescer no setor de saúde. Com está ação, ela ganhou inserção no mercado corporativo (as empresas que compram plano de saúde para seus funcionários) e com as operadoras e seguradoras de saúde. A operação também possibilitará à marca difundir as soluções da Axismed para um mercado potencial de 90 milhões de pessoas.

Hoje a Telefónica Digital já tem algumas soluções focadas no setor de saúde, entre elas estão produtos para o agendamento de consultas e exames médicos, gestão de exames de imagem, acompanhamento e monitoramento de crônicos, atendimento e triagem de pacientes por via call center e uma solução para o Programa Saúde da Família (PSF).

Por: Maria Carolina Buriti

20 hospitais serão auditados no uso de OPMEs

Objetivo é descobrir o motivo de distorções que impactam o orçamento da saúde. Se comprovados abusos, o governo pretende tomar medidas para regular preços no mercado.



O Ministério da Saúde (MS) fará auditoria com foco em 20 grandes hospitais para apurar a suspeita de fraudes e superfaturamento na implantação de próteses e órteses em pacientes.

A decisão foi tomada após o Departamento Nacional de Auditorias do SUS (Denasus) com o objetivo de descobrir o motivo de distorções que impactam o orçamento da saúde pública e, principalmente, dos planos privados, além de verificar se as cirurgias cobradas têm sido, de fato, realizadas. Se irregularidades forem comprovadas, o Denasus poderá tomar medidas como a solicitação de ressarcimento do recurso público utilizado indevidamente.

A investigação parte de indícios de irregularidades colhidos pelo ministério, a começar pelo excesso de procedimentos em hospitais. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conforme a unidade, de 54% a 99% das cirurgias são múltiplas ou sequenciais, ou seja, para aplicar mais de um item no corpo do paciente. É um percentual muito acima do parâmetro de 20%, conforme determinado em câmara técnica e publicado em portaria da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde. Além disso, tratam-se hospitais gerais, onde ocorrem procedimentos de diversas áreas, não só de cardiologia.

 
O Denasus identificou, ainda, que esses 20 hospitais onde haverá a atuação da força-tarefa – 19 não-públicos e um público – possuem número elevado de cirurgias múltiplas, cirurgias em politraumatizados e cirurgias sequenciais nas áreas de cardiologia e traumato-ortopedia. Ou seja, alto índice de cirurgias em que mais de uma prótese ou órtese é implantada em um paciente. A lista não foi divulgada até o momento. 

Normas

Os auditores vão checar se os hospitais cumpriram regras como registrar o número da prótese ou órtese no prontuário dos pacientes. Para comprovar a implantação, também é obrigatório armazenar exames de imagem feitos antes e após a cirurgia.

De acordo com o Estado, os trabalhos vão ser feitos em 60 dias pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outro foco são as disparidades nos valores praticados pelas empresas. Os fabricantes têm de registrar preços de referência na Anvisa, que aprova os produtos. Porém, não há limitação quanto ao valor cobrado no mercado. Segundo Padilha, o hospital cobra do plano de saúde, às vezes, o dobro do registrado na tabela da agência.

A auditoria tentará identificar eventuais causas das variações, como a baixa concorrência em alguns setores, ganhos exorbitantes na cadeia entre o produtor e o hospital e, possivelmente, a formação de monopólios, o que motivaria processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça.

A implantação de órteses e próteses, somadas às despesas com material, internação e cirurgia, custaram aos planos de saúde nada menos que R$ 36 bilhões em 2012, conforme a ANS. O montante é bem inferior no SUS, apesar da clientela imensamente maior. Segundo Padilha, o ministério gastou R$ 1,059 bilhão no ano passado, sendo 88% do valor (R$ 941,3 milhões) referente a procedimentos ortopédicos e cardíacos. Não por acaso, a auditoria pretende focar essas duas especialidades. A aplicação é muito comum em pacientes politraumatizados ou com problemas coronarianos.

Na terminologia do Ministério da Saúde, todos cabem na sigla OPMEs (órteses, próteses e materiais especiais). A aprovação, conforme critérios de qualidade, é feita no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O QUE SÃO PRÓTESES – São componentes artificiais utilizados para substituir segmentos ou partes de segmentos corporais perdidos por amputações de origem traumática ou não. Após a amputação, a utilização de uma prótese oferece uma imagem corporal normal, ajudando o indivíduo a desenvolver maior confiança e habilidade física, melhorando, assim, sua qualidade de vida.

O QUE SÃO ÓRTESES – São dispositivos aplicados externamente ao corpo para modificar as características estruturais ou funcionais do sistema neuromusculoesquelético, podendo ser utilizadas para estabilizar ou imobilizar, impedir ou corrigir deformidades, proteger contra lesões, facilitar a higienização, o posicionamento e assistir a função dos membros superiores, inferiores e tronco, decorrentes de lesões, doenças, alterações congênitas ou condições ligadas ao processo do envelhecimento.

Por Saúde Web.

Curso: As Responsabilidades do Preposto Judicial.


terça-feira, 26 de março de 2013

Laudo de qualquer lugar é aposta da Orion Digital

Sistema CardioCloud, com foco em clínicas e consultórios, entrega laudos via web, os armazena na nuvem, e facilita a rotina do médico.


Gerenciar informações clínicas e administrativas remotamente tem sido a atual solução tecnológica para a rotina dos médicos que, muitas vezes, correm entre consultórios, hospitais e universidades. Apresentados a esse tipo de demanda, mais especificamente do ramo da cardiologia, a Orion Digital desenvolveu o sistema CardioCloud, que opera na nuvem (cloud computing), direcionado a clínicas e consultórios. 

Conhecida no mercado pelos serviços de digitalização de prontuários e softwares de gestão hospitalar, a companhia com foco em saúde – braço da Orion Integração – acrescentou um módulo de laudos às funcionalidades de atendimento e administração de seu sistema. 

Parceiro no desenvolvimento do projeto, o renomado cardiologista Wilson Mathias Júnior apresentou à Orion as necessidades dos médicos da área dizendo que, por exemplo, é normal que os pacientes liguem quando há alguma dúvida ou problema, no entanto, ele, muitas vezes, não lembra do caso, nem da medicação prescrita, entre outros detalhes. 

Diante disso, com investimento acima de R$ 1 milhão em pesquisa, desenvolvimento e profissionais especializados chegou-se em uma solução que integra exames de imagens, com captura em tempo real diretamente do equipamento médico e armazenamento dos dados em sistema cloud computing.

“O médico pode acessar essas informações de qualquer lugar, do seu computador, iPad ou celular”, explica o diretor comercial da Orion Digital, Danilo Pellegrino.

Para garantir a segurança das informações armazenadas em nuvem, a Orion Digital optou pela Terremark, empresa do grupo Verizon, que disponibiliza mais de 50 data centers, 10 operadoras via satélite e micro-ondas e único NAP (Proteção de Acesso à Rede) do Brasil.

Longo prazo 

Estrategicamente a companhia investe mais fortemente no varejo, ou seja, em instituições de pequeno e médio porte para diferenciar-se de grandes empresas de software como MV e Wheb Sistemas. No entanto, qualquer prestador de saúde – seja hospital, clínica ou laboratório -, que tenha interesse em terceirizar o serviço de laudos ou até ter acesso a uma segunda opinião pode vir a ser cliente. 

Pellegrino informa que a funcionalidade para a segunda opinião passa por adequações de estrutura e em breve será disponibilizado no CardioCloud. 

Com o módulo de laudos acrescido em suas soluções, a empresa passa a concorrer diretamente com a líder no ramo Medware Sistemas Médicos, dona do Medware Cardioloogia+, sistema de gerenciamento de clínicas e consultórios para cardiologia, com cerca de 90% de market share. 

Mas o executivo acredita que gradativamente o CardioCloud fará frente a essa força e o aspecto inovador da nuvem e do serviço de segunda opinião médica serão os propulsores. Atualmente com uma equipe de quatro médicos, o tempo máximo para que um laudo seja entregue é de 72 horas. Entretanto com o amadurecimento no mercado, esse tempo deve se tornar cada vez menor e, segundo Pellegrino, outras áreas, além da cardiologia, devem ser contempladas.

O preço médio para um laudo de exames como ecocardiograma, eletrocardiograma e ultrassom varia entre R$ 150 a R$ 250 e o serviço pode ser contratado por pacotes ou avulso. 

Por Verena Souza.

segunda-feira, 25 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

SAP, Siemens e Atos criam sistema para serialização de medicamentos

Ferramenta permite que seja feita uma rastreabilidade desde o fabricante até o distribuidor final do medicamento, posibilitando que fraudes e falsificações sejam evitadas.


Com o objetivo de permitir que a indústria consiga se adequar à Lei 11.903, que cria o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos e visa monitorar todo medicamento produzido, dispensado e vendido no Brasil, as empresas Atos, Siemens e SAP desenvolveram uma solução para a serialização de produtos.

De acordo com o responsável pela área de SAP da Atos, Fernando Simões, esse sistema permite que seja feita uma rastreabilidade desde o fabricante até o distribuidor final. “A lei está em tramitação no Congresso Nacional e vai trazer em breve a necessidade de serialização de medicamentos”.

Simões conta que a solução possibilita que seja criado um RG para o medicamento na própria embalagem do produto. “Desta forma é possível manter as informações de por onde passou aquele medicamento, onde foi fabricado, quando e para quem foi vendido”.

Além disso, o executivo explica que é possível evitar roubos e falsificações de medicamentos. “Com esse sistema, será possível trazer mais segurança para o consumidor, os fabricantes ficarão mais tranquilos e o País pode ter um aumento na arrecadação de impostos”.

Como fruto de uma parceria de três empresas que atuam no desenvolvimento de soluções para o setor da saúde, o sistema conta com a expertise de cada marca em uma etapa diferente do processo.

A primeira fase do procedimento é o de aplicação do código na embalagem. Simões diz que a participação da Siemens está mais próxima do chão de fábrica.

Já na segunda fase, foi utilizada uma maior participação da Atos, no nível de intermediação do controle da produção do lote que está em execução naquele momento.

A próxima etapa conta com uma atuação mais expressiva da SAP, em que é possível ter um controle macro do que aconteceu no processo.

Segundo Simões, a ferramenta foi produzida pensando em proporcionar interoperabilidade. “O sistema possibilita integração com os sistemas que o cliente já possui”.

Simões acredita que as definições da Lei 11.903 sejam divulgadas no segundo semestre de 2012.

Por Cínthya Dávila

SAP e T-Systems fecham parceria para Saúde

Foco do acordo são soluções oferecidas em nuvem, no modelo de software como serviço;com a aliança, a T-Systems se torna o primeiro parceiro SAP para o setor.

A SAP Brasil e a T-Systems do Brasil assinaram um contrato de terceirização de infraestrutura de tecnologia para o segmento de saúde. O objetivo é oferecer as soluções do SAP Health Care na nuvem, no modelo SaaS (sigla em inglês para Software como Serviço). Com a aliança, a T-Systems se torna o primeiro parceiro SAP para o setor de Saúde, o que engloba o serviço de licenças, implementação, infraestrutura, suporte e manutenção, baseados nos softwares de Gestão Empresarial (ERP), Business Intelligence (BI) e Tecnologia de Computação em memória (SAP HANA).

A parceria faz parte da estratégia de especialização da SAP e, com ela, a T-Systems se habilita para a comercialização das soluções da SAP na área de healthcare, no modelo de nuvem. A T-Systems pretende oferecer serviços para hospitais, laboratórios, clínicas médicas, operadoras e seguradoras.
De acordo com as empresas, a nova solução traz funcionalidades específicas para o setor de saúde que farão a integração dos processos e o controle da gestão para atender às necessidades de toda a cadeia produtiva desse mercado. 

A alinça entre as empresas e a atuação como parceiro homologado global e local em alguns segmentos estratégicos, garante ao cliente final flexibilidade na aquisição de soluções SAP.
A oferta para o segmento de saúde é totalmente realizada por profissionais da T-Systems, e de acordo com a empresa envolve desde a consultoria até o suporte da operação com o cliente, oferecendo recursos de alta disponibilidade, redundância e segurança instalados data centers da T-Systems Brasil. 

Por Saúde Web.

A importância de analisar os riscos

Estudo verifica se a condução atual de seus negócios aponta ou não para uma conformidade entre atender às suas respectivas Propostas de Valor e aos referidos Valores de Sustentação


Em 2013, o Saúde Business School traz como parceiro a Fundação Som Cabral (FDC), que será responsável pelos fascículos mensais. O tema desta série é: A importância de uma análise de risco nas estratégias de crescimento das organizações. 


INTRODUÇÃO…

“A CONCEPÇÃO DO CONTROLE DO RISCO CONSTITUI UMA DAS IDEIAS CENTRAIS QUE DISTINGUEM OS TEMPOS MODERNOS DO PASSADO MAIS REMOTO”

O diagnóstico de Riscos em Assimetrias Estratégicas abordado nesta metodologia advém de prováveis conflitos que possam surgir entre o esforço empresarial em atender aos Valores de Clientes e um concomitante não atendimento aos Valores de Sustentação de Negócios. Tais conflitos estão muitas vezes presentes na gestão de negócios de algumas organizações.

Valores de Clientes, sabemos, são a base para se estruturar uma Proposta de Valor que significa o conjunto de benefícios que a empresa entrega para o seu cliente e/ou consumidor. Já o conceito de Valores de Sustentação de Negócios baseia-se no conjunto dos ambientes particulares dos clientes, dos fornecedores e das cadeias produtivas, todos somados ao próprio ambiente interno da organização.

Embora, em dado momento ou circunstâncias, a organização esteja obtendo bons resultados decorrentes do cumprimento de sua Proposta de Valor, ela poderá estar exposta (ou vir a estar) a determinados riscos advindos, por exemplo, de sua forte dependência de determinados clientes ou fornecedores atuais, ou de algumas ameaças detectáveis em uma ou mais das cadeias produtivas com as quais opera. Eles podem afetar suas pretendidas ou futuras intenções estratégicas de crescimento.
A esses riscos que acabamos de mencionar dá-se, na metodologia, o nome de Riscos Inerentes aos Negócios. Encontram-se presentes nas carteiras de clientes e de fornecedores, nas cadeias produtivas com as quais se opera e/ou dentro da própria organização. 

O que pretendemos nesse diagnóstico é verificar se a condução atual de seus negócios, em obediência às suas estratégias, aponta ou não para uma conformidade entre atender às suas respectivas Propostas de Valor e aos referidos Valores de Sustentação. À ausência dessa conformidade dá-se o nome de Assimetria Estratégica. A proposta desta metodologia é identificar o que aqui denominamos RISCOS INERENTES AOS NEGÓCIOS de uma ORGANIZAÇÃO.

Por Saúde Web.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Veja onde faltam e onde sobram médicos no Brasil

Confira as distorções na distribuição de médicos pelo País, especialmente presentes no interior dos estados.

O número de médicos em atividade em SP chegou a 110.473 em outubro de 2012, segundo revela o estudo lançado nesta segunda-feira (18), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. 

Com taxa de 2,64 profissionais por 1.000 habitantes, o estado se posiciona acima da média nacional, ocupando o primeiro lugar em números absolutos de médicos registrados em todo o país (388.015) e o terceiro em termos proporcionais. Apesar disso, 46% destes profissionais se concentram na capital e somente 51% deles atuam no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em São Paulo, também se destaca a desigualdade percebida entre a capital e os municípios do interior do Estado. Os dados divulgados mostram que 30.585.070 cidadãos, moradores de cidades interioranas, são assistidos por 59.733 médicos. Neste conjunto de municípios, a razão médico/habitante fica em 1,95. Por outro lado, os residentes na capital têm um índice de 4,48 médicos por 1.000 habitantes.

Nos dados de médicos do SUS, o estudo Demografia Médica faz ressalvas: há falhas na alimentação das bases e médicos em regimes de plantão e terceirizados podem não constar do cadastro nacional, subestimando o número de profissionais que trabalham no SUS. Além disso, a unidade “médico do SUS” é complexa, pois existem diferenciais de especialidade, produtividade, idade, gênero, número de vínculos e carga horária dedicada ao serviço.

Pelos registros do CNES, há razão é de 1,11 médico que atende SUS por 1.000 habitantes, contra uma razão de 2 por 1.000 para o conjunto dos profissionais registrados. “Para um sistema de saúde público e universal, mesmo diante das limitações das bases de dados do CNES, pode-se dizer que é insuficiente a presença de médicos no SUS”, aponta o levantamento.

ESPECIAL DEMOGRAFIA MÉDICA: 


Fonte: Todas as informações do especial são provenientes da pesquisa Demografia Médica no Brasil: Cenários e indicadores de distribuição, desenvolvida em parceria entre CFM e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)

Governo autoriza 314 vagas para concurso público da Anvisa


 

Governo autoriza 314 vagas para concurso público da Anvisa


 
O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou ao Diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, nesta terça-feira (19/2), que o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) autorizou a ampliação do número de vagas do concurso público da Agência de 165 para 314.

O novo número de vagas deve ser publicado, até o final do mês, no Diário Oficial da União (DOU), retificando a Portaria n. 584, de 4 de dezembro de 2012.

As vagas de nível superior serão distribuídas entre Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, com remuneração inicial de R$ 10.019,20, e Analista Administrativo, com remuneração de R$ 9.263,20.

Candidatos com nível intermediário poderão concorrer a vagas para Técnico em Regulação e Vigilância Sanitária, com remuneração inicial de R$ 4.984,98, e vagas para Técnico Administrativo, com remuneração de R$ 4.760,18.

O edital do concurso deve ser publicado, no máximo, até o mês maio.

Fonte: Imprensa/Anvisa

Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco.

Palestra: Combate ao Comercio Clandestino de produtos Submetidos a Vigilância e Medicamentos sob Controle Especial:


Gestão Comercial em Saúde

Sobra Dinheiro e Falta Competência

Quando analisamos o volume de dinheiro destinado à saúde no Brasil e o resultado que o cliente (paciente) tem vem pergunta: temos competência para gerir o sistema de saúde ?

Acho que não … e me incluo na lista !

Quem passa pelo ‘impostômetro’ da Rua Boa Vista em São Paulo no final do ano vê que o Governo arrecada R$ 1,5 trilhão por ano em impostos e, pelo menos na teoria, 15 % disso deve estar destinado à saúde da população. 


A saúde mereceria mais que 15 % do orçamento, porque não existe nada mais valioso que a vida, mas mesmo assim, 15 % de R$ 1,5 trilhão significa poder gastar R$ 7.500 por ano com cada um dos 200 milhões de brasileiros – é muito dinheiro … mas muito dinheiro mesmo:
  • Qualquer operadora de planos de saúde no mundo cobraria muito menos que isso ‘por cabeça’ para cuidar de 200 milhões de pessoas.
 Mas o dinheiro que circula na saúde não é só este: a saúde suplementar arrecada ‘por baixo’ mais uns 60 bilhões (sem contar planos odontológicos):
  • Fora o que a população gasta com ‘dinheiro do bolso’ em medicamentos, médicos e clínicas particulares, dentistas, material ortopédico, ‘coisas que o convênio não cobre, etc. (no mínimo 10 % do seu orçamento pessoal);
  • Fora o que gastam milhares de empresas em programas de medicina ocupacional e preventiva para seus funcionários (medicina do trabalho é caro demais … quem já teve empresa ou trabalha em RH sabe disso);
  • Fora o que gastam milhares de entidades de classe subsidiando atendimento médico e odontológico, como o SESC, SESI, Sindicatos, etc.;
  • Fora o que gastam e doam milhares de empresas e pessoas para instituições filantrópicas;
  • E fora ‘mais um monte de receita’ que eu nem mesmo desconfio que seja direcionada para a saúde.
Todo este dinheiro e a população se sujeita a um resultado medíocre, tanto no atendimento SUS, quanto na Saúde Suplementar !
(*) toda vez que comento isso vem alguém e dá exemplos de bom atendimento:
  • No SUS, mas circulo no meio há mais de 20 anos e afirmo: casos com o HC de São Paulo, por exemplo, são exceção – a regra do atendimento SUS é horrível – ‘Deus’ me livre ter que ser atendido na maioria absoluta dos hospitais SUS que conheço;
  • Na Saúde Suplementar, mas também afirmo com toda a minha experiência: a maioria dos hospitais privados tem boa hotelaria … e só !
Não temos competência para consertar um sistema que está errado: baseado no que é feito e não no resultado que deveria dar. Não se remunera a ‘cura da doença’ – se remunera o que é feito para tratá-la (que varia caso a caso) e a hotelaria que se oferece (como se o doente privilegiasse ‘sofrer em um lugar bonito e confortável’ ao invés de ‘deixar de sofrer numa espelunca’).

Pagamos a mesma coisa por uma cirurgia bem feita ou mal feita, porque a tabela de preços não considera a diferença entre uma e outra – não temos padrões para medir o resultado de uma ou outra. Chegamos ao cúmulo de remunerar um parto onde mãe e filho falecem no ato cirúrgico, ou seja, ao invés de remunerar ‘um nascimento’ remuneramos ‘um duplo óbito’.

Vemos estudos e sinais de que o colapso do sistema é eminente, ‘um monte’ de ações paliativas para consertar um ou outro problema relacionado a remuneração, mas nenhum movimento para se mudar este sistema irracional. Enquanto o sistema consegue ir captando cada vez mais recursos para se financiar, vamos ajustando uma ou outra coisa – nenhum indicador de eficácia real do sistema para a população é estabelecido.

O sistema é tão ruim que não consegue agradar ninguém: governo, operadoras, prestadores de serviço, profissionais de saúde, população – ‘todo mundo’ reclama, ou que é mal remunerado, ou que é mal atendido, ou que paga caro por algo que deveria ser de graça e … todos tem razão !

Como é um sistema com foco no tratamento da doença e não no resultado que o cliente (paciente) necessita, privilegia a excelência da prestação do serviço e não a cura da doença. Por isso é cada vez mais caro: a lógica não é fazer mais com o mesmo dinheiro, é ter mais dinheiro para fazer mais.

Não existe nenhum segmento de mercado que tenha tanto dinheiro a disposição quanto o da saúde – não existe país que tenha proporcionalmente mais dinheiro que o Brasil para cuidar da saúde da população.

Se com tanto dinheiro o resultado é tão ruim, ou mudamos o sistema, ou mudamos todos os que estão fazendo sua gestão.

Como continuo confiando que existem pessoas brilhantes na gestão do sistema de saúde, até porque convivo com alguns deles, fico com a opção de mudar o sistema !

Por Enio Salu.

2iM chega para aprimorar avaliação de desempenho dos profissionais da Saúde

Com clientes como o 9 de Julho e Samaritano e uma criteriosa metodologia de geração de indicadores, a empresa lança-se em um mercado sedento por uma governança clínica mais eficiente.

Há pouco mais de dois anos, a Impacto Tecnologias Gerenciais em Saúde – com mais de duas décadas de mercado – iniciou o desenvolvimento de um projeto de pagamento por performance para o setor de Saúde que, mais tarde, concretizou-se no desmembramento da 2iM (Impacto Inteligência Médica), fortalecida pela parceria com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). 

Com o subsídio do espaço físico e acesso facilitado a profissionais qualificados e a fontes de financiamento, a empresa – incubada pela Tecpar no início do ano passado – agora está pronta para fornecer aos gestores da Saúde informações qualificadas para avaliação de desempenho dos profissionais e para a tomada de decisões estratégicas. 

“Nosso negócio é agregar dados de diferentes sistemas. Não vamos desenvolver ERPs, nem prontuários eletrônicos, mas capturar os dados principais, por meio de um software, e gerar informações para a tomada de decisão”, explica o fundador e sócio majoritário da companhia, Cesar Abicalaffe. 

Depois de ter observado modelos praticados na Inglaterra e Estados Unidos, a 2iM chegou a uma metodologia apropriada ao Brasil, baseada em indicadores, centrados no paciente, que seguem quatro dimensões: Estrutura, que faz a captura sobre a formação do profissional como, por exemplo, se ele investe em atualização, se faz uso da TI, entre outros; Eficiência, mede a realização dos processos, aplicação de protocolos, adequação aos custos,etc; Efetividade, analisa taxas de mortalidade, infecção, permanência do paciente no hospital, entre outros desfechos clínicos; e Satisfação do cliente, sendo feita a coleta dos resultados de pesquisas de satisfação. O cruzamento de tais dados resulta no índice, de 0 a 100, de performance do profissional ou equipe, dependendo de que forma o gestor vai escolher avaliar. 

“Saímos do conceito de pagar por performance, até pela resistência médica, e percebemos que o que importa é avaliar o desempenho. Se você vai pagar por performance é uma prerrogativa do gestor. Agora ter uma boa governança clínica é obrigação dos hospitais”, ressalta Abicalaffe, completando que a solução, na verdade, é voltada para prestadores em geral – podendo ser aplicada individualmente, por especialidade, por equipe ou ainda para entidades públicas ou privadas que queiram avaliar sua rede de assistência, assim como em planos de saúde. 

A fim de avaliar o corpo clínico de uma forma criteriosa e objetiva, os hospitais 9 de Julho e Samaritano foram os primeiros a implantarem a solução da 2iM. De acordo com Abicalaffe, a ferramenta – que é compatível aos sistemas MV e Tasy – facilita a definição de critérios para contratação e efetivação dos profissionais. 

Os resultados decorrentes do cruzamento dos indicadores são abertos aos funcionários, para que sejam estimulados a acompanhar seu desempenho e melhorar os índices que estão abaixo do esperado. E o gestor passa a ter uma visão panorâmica da performance da instituição, sem ter que perder tempo, segundo o executivo, com os inúmeros relatórios que, muitas vezes, não são lidos.
O sócio-fundador está otimista em relação às oportunidades do mercado, uma vez que concorre basicamente com as soluções desenvolvidas internamente pelos prestadores que, segundo ele, geralmente não possuem uma metodologia tão precisa. 

Por  Verena Souza

III - Fórum de Direito Marítimo e do Petróleo.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Registro Eletrônico de Medicamentos vai funcionar a partir de 15 de abril

Ferramenta deve reduzir em até 40% o tempo de análise dos pedidos. A meta é que todos os processos tramitem eletronicamente. Para isso, Anvisa contrata 314 novos servidores.

A Anvisa adotou um conjunto de medidas para modernizar a análise do registro de novos produtos e dar mais rapidez ao processo. Uma das novidades é a criação do Sistema de Registro Eletrônico de Medicamentos, que começará a funcionar em 15 de abril, e concentrará os pedidos de registros de novos medicamentos. A ferramenta reduzirá em até 40% o tempo de análise de cada pedido. A ideia é que, até o final do ano, todos os processos desse grupo tramitem eletronicamente.

 As ações, segundo a Agência, devem melhorar sua capacidade operacional, reduzir o tempo de aprovação de produtos, desburocratizar processos e eliminar custos para empresários, microempreendedores e agricultores familiares. As ações fazem parte da segunda fase do Contrato de Gestão pactuado com o Ministério da Saúde.

“Trata-se de um conjunto de mudanças para que as regras da Anvisa contribuam para a aceleração da inovação em saúde do Brasil e também na aceleração da renovação de registros e inspeção de fábricas”, explicou nesta segunda-feira (18/03) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Contratação

Outra ação que dará celeridade ao processo é a publicação de edital, nesta terça-feira (19/3), para a contratação de 314 novos servidores para a Anvisa. A medida dobra a capacidade da Agência para a inspeção de laboratórios e a análise de registro de medicamentos e produtos, insumos e produtos para a saúde.

“Ao pactuar novos prazos no Contrato de Gestão, nosso objetivo é o de melhorar a capacidade operacional da Agência; modernizar o marco regulatório sanitário; desburocratizar processos e focar nossas ações na gestão do risco sanitário, além de expandir a cooperação com as agências internacionais congêneres para evitar a duplicidade de inspeções em laboratórios”, explicou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. Uma das metas, por exemplo, é garantir que 100% dos processos de registros de medicamentos novos sejam avaliados por meio do registro eletrônico até o final de 2013.

O ministro da Saúde disse também que “o contrato pactuado tem como meta principal reduzir o prazo final de registro para até seis meses para o que for produto de inovação tecnológica e estratégico para o SUS, como medicamentos para hipertensão, diabetes e oncológicos”, afirmou.

Atualmente esse prazo é de nove meses, em média. “A redução para seis meses está compatível com o tempo de análise praticado pelas agências congêneres internacionais, como o FDA, dos Estados Unidos”, afirmou o órgão em comunicado. 

Ainda está em estudo a reformulação na legislação atual – Decreto nº 74.094/77 – para simplificar e desburocratizar os procedimentos de registros de produtos da Anvisa, como medicamentos e insumos farmacêuticos, entre outros produtos. As alterações na legislação poderão ocorrer por meio de Projeto de Lei (PL) ou Medida Provisória.

Entre as propostas, está a permissão para que Anvisa reconheça auditorias e inspeções internacionais realizadas por outras agências e organismos certificadores. Isso poderia reduzir em cerca de 70% as 600 inspeções anualmente realizadas pela Anvisa em outros países, sem criar fragilidade sanitária.

Fonte: Com informações da Anvisa

Hospital Santa Isabel implanta Atestado Médico Digital

Solução visa acabar com atestados falsificados. Até então a cada três emitidos, um era falsificado. Intenção é estender a tecnologia para as 39 instituições administradas pela Santa Casa.

O Hospital Santa Isabel, instituição da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, implantou no último dia 13 de março, em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), o Atestado Médico Digital. O novo método tem como objetivo acabar com atestados médicos vendidos em praças públicas com o nome da Instituição e de seu Corpo Clínico. “Essa tecnologia resolve o problema da veracidade dos atestados emitidos e deixa de expor os médicos e pacientes a essa situação”, discursou o presidente da APM, Florisval Meinão. 

 Após a implantação do Atestado Médico Digital no Hospital Santa Isabel, a intenção é estender gradativamente a todas as 39 instituições que a Santa Casa de São Paulo administra. De acordo com dados do Hospital Santa Isabel, até então, a cada três atestados emitidos, um era falsificado. 

Para a validação, o sistema digitalizado usa um código de segurança inviolável. Além de seguro, o novo sistema acaba com a burocracia da validação, vez que não há mais a necessidade de reconhecimento em cartório e ligações telefônicas entre empresa e hospital: basta entrar no site da APM e digitar os dados no atestado impresso para constatar sua veracidade.

Hospital Santa Isabel – Unidades Jaguaribe e Veridiana



Inaugurado em maio de 1972, o Hospital Santa Isabel atende exclusivamente a pacientes de convênios e particulares.

O Hospital recebe em torno de 83 mil pessoas por ano em seu Pronto-socorro, realiza 7 mil internações e 7 mil cirurgias, além de 80 mil atendimentos ambulatoriais, alcançando o nível dos melhores hospitais do país.

Por Saúde Web