Mostrando postagens com marcador 5 qualidades de um líder de TI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 5 qualidades de um líder de TI. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

TI em saúde vai diminuir os custos

Especialista vê a integração de EHRs dos médicos com dados administrativos como “um passo na direção certa” e “um elemento muito importante” que pode reduzir os custos de saúde.


 Vários especialistas do setor de saúde, liderados pelo bioeticista Ezekiel Emanuel, acreditam que a construção de uma infraestrutura de TI que suporta o intercâmbio eletrônico de dados do paciente e integração de dados administrativos com informação clínica a partir de registros de saúde eletrônicos (EHRs) vai reduzir os custos do setor e aumentar a eficiência. 

Em um artigo recente publicado no New England Journal of Medicine, Emanuel e seus colegas, apoiados pelo Center for American Progress, um think tank independente não partidário, enfrentam a questão de gastos fora do controle que, neste ano eleitoral, deve alcançar US$ 2,8 trilhões ou cerca de 18% dos PIB dos Estados Unidos.

Os autores citam estimativas que sugerem que em 2037, os gastos nacional com saúde vão crescer mais rápido do que a economia, aumentando de 18% para cerca de 25% do PIB norte-americano. Os gastos com saúde Federal também vão aumentar de 25% este ano, para aproximadamente 40% do total de gastos federais em 2037. 

“Estas tendências podem espremer os investimentos críticos em educação e infraestrutura contribuem para níveis insustentáveis de endividamento e restringem os aumentos salariais para a classe média”, escreveram os autores. 

Os autores apontam que o país gasta cerca de US$ 360 bilhões em cuidados de saúde relacionados com os custos administrativos de cada ano.

Apesar de a Patient Protection and Affordable Care Act exigir que os planos de saúde e prestadores adotem padrões uniformes e regras de funcionamento para as transações eletrônicas entre as organizações, o autor lamenta que, embora “os planos devam respeitar essas regras e normas, a lei não exige que os prestadores troquem de informações por via eletrônica.

Nova estrutura 

Para criar uma maior eficiência no sistema, Emanuel e seus colegas recomendam que os contribuintes e prestadores rapidamente adotem a prática de troca de elegibilidade eletronicamente, reclamações e informações administrativas entre suas respectivas organizações.

Além disso, os autores sugerem que durante os próximos cinco anos provedores usem EHRs para integrar funções clínicas e administrativas, tais como faturamento, autorização prévia e pagamentos. 

Através da implementação de ferramentas de business intelligence para coletar informações úteis a partir de sistemas administrativos, fornecedores e planos de saúde podem descobrir ineficiências no sistema à medida que procuram melhorar o seu fluxo de trabalho e reduzir as tarefas administrativas e os custos. Por exemplo, em uma etapa de um serviço clínico pode ser encomendado via eletrônica para um paciente e automaticamente ser cobrada do contribuinte.

Emanuel e associados também recomendam a criação de uma força tarefa composta de contribuintes, provedores e fornecedores para “fixar metas vinculativas de cumprimento, monitorar as taxas de uso e ter ampla autoridade para implementar medidas adicionais para alcançar todo o sistema de poupança de US $ 30 bilhões por ano.” 

Em entrevista à InformationWeek Healthcare, Emanuel indicou que ele vê a integração de EHRs dos médicos com dados administrativos, como “um passo muito bom na direção certa” e “um elemento muito importante” que pode reduzir os custos de saúde. 

O artigo também diz que a tecnologia pode reduzir o custo da medicina defensiva, explicando que o risco de um processo por imperícia faz com que os médicos solicitem mais procedimentos e testes. Mas a implementação de uma estratégia que impõe limites arbitrários sobre os danos para os pacientes que são feridos como resultado de negligência resultaria em apenas uma redução de 0,5% dos gastos em saúde nacional. 

“A estratégia mais promissora seria um porto chamado seguro, em que os médicos presumem ter nenhuma responsabilidade, se utilizarem sistemas de TI qualificados e aderirem a diretrizes baseadas em evidências na prática clínica que não refletem na medicina defensiva. Os médicos poderiam utilizar sistemas de apoio à decisão clínica que incorporem essas diretrizes “, disseram os autores. 

Eles acrescentaram: “Sob tal sistema, o médico pode usar o porto seguro como uma defesa afirmativa em um estágio inicial no litígio e poderia introduzir orientações em evidência para evitar uma batalha judicial dos peritos.” 

De acordo com Emanuel, usar a tecnologia para fornecer provas de que um médico seguiu as práticas e procedimentos corretos ao atender aos doentes é uma ferramenta útil para se defender contra ações judiciais.
“Parte do que estamos sugerindo é que usamos reforma de negligência para incentivar um melhor comportamento em termos de instalação de registros eletrônicos de saúde, a instalação de suportes de decisão e diretrizes a seguir.”

Fonte: Nicole Lewis | InformationWeek EUA; replicada pela InformationWeek Brasil.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

5 qualidades de um líder de TI que se compara a um paraquedista.

O CEO da FireHost, Chris Drake, diz que a experiência de anos como paraquedista o preparou para ser um líder em tecnologia

Chris Drake está acostumado a ter a cabeça nas nuvens. Ele não é apenas o fundador da FireHost, uma empresa texana de hospedagem na nuvem, mas Drake serve na 82 ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA como um paraquedista de terceira geração. 

Aqui, Drake descreve como seus 64 saltos como paraquedista o preparou para o gerenciamento de tecnologias e protelação de hackers.

Como um líder de TI, você está desenvolvendo essas qualidades em sua equipe?

1. Reflexos rápidos contra fogo
A empresa de hospedagem na nuvem exige decisões rápidas em caso de uma interrupção. A decisão certa em uma fração de segundo também é exigida de paraquedistas ao fazer saltos que desafiam a morte, de acordo com Drake. Ele lembra uma época em que acidentalmente trombou de paraquedas em pleno ar com um amigo paraquedista. Um fenômeno conhecido como “roubo de ar”, ele pode fazer com que o paraquedista entre em um colapso, sem contar que é uma queda livre a sua morte. Felizmente, Drake diz: “tive o instinto de me proteger e em meio segundo eu estava fora desse colapso. Eu literalmente bati com os pés e, em seguida, comecei a pular para o mais longe que eu podia. E é por isso que eu ainda estou aqui.”

2. Nervos de aço

Cada líder de TI já sentiu aquela sensação de pânico quando o tráfego de rede, de repente, vira um gargalo ou um servidor vai para o congelador. Referido como “a névoa da guerra” em termos militares, Drake diz que isso é comum em uma sala de servidores assim como em um campo de batalha. “É um momento em que há caos ao seu redor, mas você ainda tem que se concentrar no seu objetivo, não importa quais questões estão ao seu redor em uma situação de batalha. Acontece da mesma forma com hospedagem quando você tem falhas e pessoas em pânico. Aprendi a ter calma enquanto paraquedista e transferi esse conhecimento para o mundo dos negócios.”

3. Lidere a uma distância
Liderar uma equipe altamente qualificada de profissionais de TI não é diferente do que comandar uma elite de paraquedistas, de acordo com Drake. “Como líder na FireHost, eu contrato as melhores pessoas do mercado e então eu removo todos os obstáculos que existem para que elas possam fazer um bom trabalho”, diz ele. “Da mesma forma, paraquedistas são uma espécie malandros. Eles são grandes pessoas que ao se livrarem dos obstáculos fazem grandes coisas.”

4. Fortes habilidades de comunicação

Planejamento cuidadoso e melhores práticas são essenciais para uma excelente comunicação entre os paraquedistas. O mesmo vale para abordagem de Drake em manter as linhas de comunicação abertas entre os 80 funcionários da FireHost. “Somos capazes de ler as mentes uns dos outros e isso é porque o planejamento está lá e nossa visão é extremamente focada”, diz Drake. “Quando sua visão está focada e você tem um plano, a comunicação do dia-a-dia não é necessária. Da mesma forma, quando saltamos de um avião já sabemos o que nos espera nas próximas 24 horas do dia.”

5. Um sentido de missão

É preciso mais do que passivamente monitorar o tráfego e gerenciar os servidores para bloquear 200 milhões de tentativas de hack. De acordo com Drake, o sucesso depende de reconhecer o que você e sua equipe de TI estão fazendo, tudo tem que estar de pé entre o cliente e você. “Estamos no negócio de hospedagem na nuvem, estamos a proteger empresas e pessoas”, diz Drake. “Como um paraquedista, eu estava protegendo o nosso país. É esse tipo de responsabilidade enorme que existe dentro de nossa cultura corporativa. Cada um de nossos funcionários entende que nós somos a Guarda Nacional da internet.”
Fonte: Cindy Waxer | InformationWeek EUA; replicado pela InformationWeek Brasil