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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Médicos marcam nova paralisação para setembro

Suspensão das consultas e outros serviços agendados não valerá para os usuários de todos os planos de saúde, mas para os clientes das operadoras que não negociaram com os médicos ou apresentaram propostas consideradas insatisfatórias pela categoria.

Pela segunda vez este ano, os médicos vão parar o atendimento de rotina aos clientes de planos de saúde para protestar contra as operadoras. A paralisação será no dia 21 de setembro, com duração de 24 horas.

Diferentemente da primeira paralisação, ocorrida no dia 7 de abril, a suspensão das consultas e outros serviços agendados não valerá para os usuários de todos os planos de saúde, mas para os clientes das operadoras que não negociaram com os médicos ou apresentaram propostas consideradas insatisfatórias pela categoria. Além disso, os profissionais de cada estado irão definir quais planos serão afetados.

“O protesto é contra os planos que não vieram negociar com os médicos. Queremos mostrar a inflexibilidade das operadoras”, disse o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, uma das entidades organizadoras do movimento.

Nas próximas semanas, as entidades médicas vão divulgar a lista dos planos que terão o atendimento paralisado. Segundo Miranda, a interrupção deve atingir três ou quatro planos por estado. “Um plano com paralisação em São Paulo não é o mesmo na Bahia”.

Desde abril, os profissionais cobram das operadoras reajuste permanente no valor pago pelas consultas e outros procedimentos. Outra reivindicação é o fim da interferência das empresas na autonomia dos médicos, como recusar exames ou dificultar a internação de determinados pacientes.

Em São Paulo, médicos de oito especialidades já decidiram parar o atendimento a 12 planos de saúde a partir do dia 1º de setembro. Cada especialidade vai suspender a prestação de serviços por três dias.

Em maio, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, adotou uma medida preventiva proibindo as entidades médicas de boicotar os planos de saúde, cobrar taxa extra dos clientes de planos para fazer o atendimento e promover campanha de descredenciamento em massa dos médicos conveniados para forçar as operadoras a pagar mais pelos serviços. De acordo com a secretaria e o CFM, a paralisação do dia 21 de setembro não contraria a medida. O conselho tem questionado a decisão na Justiça.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as 15 maiores operadoras do país, informou, por meio de nota, que participa das negociações sobre a remuneração dos médicos credenciados. De acordo com a federação, as empresas afiliadas estão entre as que pagam os maiores honorários aos profissionais. por Agência Brasil| Carolina Pimentel.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Paralisação de médicos será em atendimentos eletivos e com rodízio de especialidades

Até o presente momento 12 operadoras, que atuam no Estado de São Paulo e que terão o atendimento suspenso, não entraram em contato para negociação; entidades garantem que atendimento de urgência e emergência continuará


De acordo com Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar até o presente momento 12 operadoras, que atuam no Estado de São Paulo e que terão o atendimento suspenso, não entraram em contato para negociação; entidades garantem que atendimento de urgência e emergência continuará

Em mais uma ação com o intuito de pressionar e chamar atenção da sociedade para a atual situação do médico no setor de saúde brasileiro e em continuidade ao movimento de paralisação nacional da categoria iniciadas em 7 de abril, a Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar divulgou na manhã desta quarta-feira (10/08), em coletiva na Associação Paulista de Medicina, os nomes das 12 operadoras de saúde, que a partir de 1 de setembro terão o atendimento suspenso e trabalharão no sistema de rodízio de especialidades nos procedimentos eletivos. A Comissão garante que o atendimento de urgência e emergência seguirá normalmente.

Os nomes das empresas são: Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Prosaude, Vale e Volksvagen. De acordo com a Comissão, muitas dessas empresas não responderam a correspondência das entidades médicas ou não chegaram a negociar os valores dos honorários.

De acordo com o presidente da Associação Paulista de Medicina, Jorge Cury, a Comissão está aberta para negociar as reivindicações com as operadoras de saúde mencionadas, mas que a medida foi tomada. pois “ já existe falta de assistência à população” e que de acordo com pesquisa da entidade a glosa em 80% dos médicos consultados.

Não há como estimar o número certo de quantos médicos suspenderão os atendimentos, de acordo Florisval Meinão, integrante da Comissão, a conta que se faz é que com 110 mil médicos atuando no estado e estimando que 60% atendam plano de saúde, sendo que em média cada profissional atende 10 convênios, serão 40 mil médicos envolvidos.

A Comissão também divulgou o nome das empresas que apresentaram propostas de negociação, são elas: Abet, Amil, Blue Life, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Cassi, Dix, Embratel, Fundação Saúde Itaú, Gama Saúde, Geap, Golden Cross, Medial, Metrus, MPU, Petrobras, Prodesp, Sabesprev e Sul América.

Careplus, Cespe e Marítima enviaram propostas ontem (09/08) à Comissão e portanto, estão ainda sendo avaliadas.

Reivindicações
A pauta de reivindicações do movimento estadual inclui consulta de R$ 80 e procedimentos atualizados de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), inserção do índice de reajuste anual nos contratos entre médicos e empresas e fim das interferências sobre a autonomia dos médicos.

“É uma medida desesperada. Desde o ano 2000 tentamos negociar com as operadoras.Os médicos não estão conseguindo manter seus consultórios”, afirmou o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), durante a coletiva. Segundo ele apesar da inflação medida pelo IPCA entre 2000 e 2011 ter ficado em 120% e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ter reajustado os planos de pessoa física em 150%, a classe médica ainda ganha em média entre R$25 e R$ 35 a consulta.

Apesar da estimativa de que os usuários da saúde suplementar atingidos por essa medida fique em torno de 3,2 milhões, o presidente do Sindicato dos Médicos, Cid Carvalhaes, enfatizou as intenções da classe. “ Em primeiro lugar nós estamos em uma posição de defesa dos pacientes”.

Confira a lista do rodízio de especialidade para o m ês de setembro, no finaldo mês de setembro serão anunciados as especialidades que entraram no rodízio de outubro e assim por diante. A Comissão enfatiza que as paralisações não têm data para terminar, mas que está aberta a negociação com as operadoras a qualquer momento.

Rodízio de especialidades – paralisação do atendimento*