sábado, 23 de outubro de 2010

Pernambuco tem quatro casos confirmados da superbactéria

Publicado em 22.10.2010, às 20h04

Do JC Online

Quatro casos da superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) foram confirmados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), na tarde desta sexta-feira (22). As ocorrências foram registradas em dois hospitais do Recife, sendo um privado em um público. Três pacientes estão internados em UTI, porém com sinais vitais estáveis, enquanto outro teve alta da Terapia Intensiva e se recupera em um quarto isolado do hospital.

A SES não divulgou o nome das unidades de saúde para evitar pânico entre os pacientes. O único caso registrado anteriormente no Recife é datado de 2005, mas não foi oficialmente contabilizado. Conforme orientação da Anvisa, todos estão isolados e sendo tratados por equipe exclusiva, reduzindo ao máximo o risco de transmissão.

Dos casos, três estão em uma unidade privada. São três homens, com idade de 46, 75 e 80 anos. Os três casos são pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC). Dois estão na UTI da unidade e desenvolveram a infecção. O terceiro está apenas colonizado pela bactéria, ou seja, sem apresentar quadro infeccioso. Como seu quadro teve sensível melhora, teve alta da UTI e se recupera em apartamento exclusivo.

No hospital da rede pública, foi confirmado um caso em um homem de 64 anos. Ele deu entrada na UTI da unidade em 15 de setembro, também com quadro de AVC, apresentando sequelas neurológicas. O paciente desenvolveu infecção, nas vias respiratórias, mas se recupera bem e não respira mais com a ajuda de aparelhos de ventilação mecânica.

Os resultados foram obtidos através de coleta (swab) de fezes e urina dos pacientes. As análises foram feitas nos laboratórios de análises clínicas das unidades em que os pacientes estão internados. Todos os quatro pacientes estão sendo tratados com antibióticos de última geração, dentro do protocolo médico indicado.

Esses são os primeiros casos oficialmente confirmados de KPC no Estado. Como citado anteriormente, houve um caso em 2005, em um hospital privado, porém ele não foi notificado às autoridades sanitárias de Pernambuco. Seu conhecimento se deu através de um artigo científico.

A notificação e o controle da infecção hospitalar ocorre no Estado desde 2007, com a implantação da Rede Estadual de Monitoramento da Resistência Microbiana em Serviços de Saúde – Rede RM. A partir desse momento, a Apevisa, juntamente com as Comissões de Controle da Infecção Intra-Hospitalar (CCIHs), implementou um plano de vigilância nas UTIs, para notificação dos casos com agilidade, e capacitação dos profissionais de saúde para as medidas de prevenção.

Entre as principais orientações, estão a de higienização das mãos; utilização, por parte dos profissionais, de luvas e capotes exclusivos para o paciente; desinfecção terminal e sistemática do ambiente; realização periódica de exames para análise do quadro clínico e isolamento do leito. Essas orientações estão contidas no Manual de investigação e Controle de bactérias Multirresistentes, elaborado pela Anvisa e divulgado entre os profissionais de saúde de Pernambuco.

BACTÉRIA – A KPC se enquadra dentro de um grupo de microorganismos que se desenvolvem dentro do ambiente hospitalar, especialmente as UTIs - no caso dos quatro pacientes, todos passaram mais de um mês em cuidados de Terapia Intensiva. O uso de antibióticos potentes faz com que essas bactérias desenvolvam a resistência aos medicamentos.

Há duas formas de o paciente desenvolver a bactéria: dentro do próprio organismo (contágio endógeno) ou através de através das mãos dos profissionais de saúde, além de materiais contaminados (transmissão exógena). A SES orienta os hospitais a, em casos suspeitos, notificar imediatamente a Coordenação Estadual de Controle de Infecção, para que as medidas de prevenção sejam adotadas com maior eficiência.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ANS abre consulta para mudança de planos de saúde

Por Agência Brasil

22/10/2010 Uma das sugestões é reduzir para um ano o tempo de permanência mínima no plano de origem antes de solicitar a portabilidade

Nos próximos 30 dias a população pode contribuir com sugestões sobre mudanças das regras dos planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu na última quinta-feira (20) uma consulta pública sobre a ampliação das regras para a portabilidade de carências nos planos.

A possibilidade de mudar de empresa levando consigo as carências já cumpridas está valendo desde abril de 2009, mas a ANS propõe nova regulamentação que pode facilitar a vida do segurado de planos de saúde. Uma das sugestões é reduzir para um ano o tempo de permanência mínima no plano de origem antes de solicitar a portabilidade. Isto, no entanto, valeria apenas depois da segunda mudança de plano. Até lá valeriam os prazos mínimos atuais, de dois ou três anos, dependendo do caso.

ANS também propõe ampliar o prazo dentro do qual o segurado pode solicitar a transferência sem carência. Ele passaria de dois para quatro meses, contados a partir do aniversário do contrato com o plano.

A portabilidade também pode passar a valer para beneficiários de planos coletivos que queiram passar para planos individuais, além de beneficiários de planos que tiverem a transferência de carteira compulsória decretada pela ANS, mas que não encontrarem interessadas em absorver seus beneficiários.

Quem desejar participar da audiência pública poderá encaminhar suas propostas e sugestões para ANS no site ou por meio de carta para o endereço: Rua Augusto Severo, n° 84, 12° andar, Glória, Rio de Janeiro (RJ), com indicação do assunto Consulta Pública n° 341 - Extensão da Portabilidade.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Programa de Voluntariado da Classe Contábil (PVCC)

Logo

APRESENTAÇÃO

O PVCC visa a sensibilizar os contabilistas sobre a importância das ações de voluntariado para a construção de uma sociedade mais justa e solidária.

A Classe Contábil disponibilizará seus conhecimentos em ações sociais de voluntariado organizado, registrando, mensurando e avaliando os resultados de todas as atividades voluntárias empreendidas pelos profissionais da contabilidade.

VALORES E PRINCÍPIOS

  • Cidadania;
  • Solidariedade;
  • Ética Profissional;
  • Transparência;
  • Sustentabilidade.

OBJETIVO GERAL

Estimular a prática cidadã e o espírito de responsabilidade social entre os profissionais da contabilidade por meio da difusão do voluntariado organizado, incentivando-os a comprometerem-se com questões sociais relevantes para o País.


PROJETOS INSTITUCIONAIS

O PVCC tem cinco projetos institucionais:

1) Gestão Eficiente da Merenda Escolar;

2) Assistência a Organizações da Sociedade Civil (OSCs);

3) Mobilização Social Para Doações ao Funcriança;

4) Rede Nacional de Cidadania Fiscal;

5) Ações Localizadas de Voluntariado em Políticas Sociais e Comunitárias

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ANS estabelece normas para atendimento

Por Saúde Business Web

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez uma pesquisa para descobrir o tempo que os beneficiários dos planos de saúde levam para conseguir agendar consultas, exames e cirurgia. O objetivo era verificar se o tempo gasto é considerável, a fim de definir os prazos máximos para o atendimento. A pesquisa foi realizada com as operadoras de plano de saúde e odontológico.

As normas definitivas estabelecidas pela ANS sobre o assunto serão publicadas nos próximos dias na Instrução Normativa. Os prazos máximos definidos são baseados na expectativa de atendimento que, quando não correspondida pode acarretar problemas assistências nas operadoras.

A ANS encaminhou um ofício sobre a pesquisa para 1.162 operadoras, mas como foi feita de forma voluntária apenas 840 participaram. Sendo estas, responsáveis por atender mais de 42 milhões de pessoas. O expert Henrique Shinomata do Saúde Business Web apresenta a baixo lista dos procedimentos selecionados para a pesquisa.

- Cirurgias eletivas sem implantes;

- Cirurgias eletivas com implantes (órteses, próteses e materiais especiais).

- Consultas em clínicas básicas (médica, cirúrgica, ginecologia e obstetrícia, pediatria, ortopedia e traumatologia);

- Consultas em outras especialidades;

- Exames básicos (hemograma, glicose, uréia, creatinina, eletrólitos, radiografias e ultrassonografias simples);

- Exames de maior complexidade;

Antes de comentar o assunto é preciso lembrar que existem alguns fatores a serem considerados. Em primeiro lugar, não existe um contrato entre as operadoras e os prestadores estabelecendo essa periodicidade; segundo, o mesmo médico é credenciado em vários planos de saúde, e prioriza os planos que são mais parceiros com a remuneração justa, sem atrasos no pagamento nem glosas indevidas.

Sendo assim, a ANS está no rumo correto criando um ciclo virtuoso: protegendo o paciente para que seja atendido no menor prazo possível estimulando, assim, as operadoras a melhorarem a tabela de remuneração médica, e incentivando a classe médica a atender a saúde suplementar.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

TUSS gera dúvidas para hospitais e operadoras.

Softwares de gestão em saúde não estão totalmente prontos para operar o novo modelo

Vence no próximo dia 15 de outubro o prazo para que hospitais e operadoras adotem a Terminologia Unificada em Saúde Suplementar (TUSS) como nova codificação para a remuneração de procedimentos médicos. No entanto, hospitais, operadoras e empresas de software ainda não chegaram à um consenso para colocar em prática a regulamentação imposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Conforme a Instrução Normativa n.º 34, de 13 de fevereiro de 2009, e acordo firmado com a ANS, cabe a Associação Médica Brasileira (AMB) elaborar a terminologia relacionada aos procedimentos médicos e a responsabilidade pela indicação das inclusões, com seus respectivos códigos e descrições nos modelos estabelecidos. No entanto, a TUSS não aborda totalmente as codificações estabelecidas pela AMB. "Nossa maior preocupação é a transição, dia 15 de outubro para que o hospital continue faturando e emitindo corretamente a documentação e os convênios continuem entendendo essa linguagem", explica o gestor de TI do Hospital e Maternidade Brasil, Márcio do Lago.

Outro obstáculo encontrado pelos hospitais é a forma de como os softwares de gestão irão emitir os formulários de remuneração uma vez que a atual tabela ainda não é compatível com o TUSS. Lagos acrescenta que o modelo adotado pela antiga tabela da AMB era dividida por especialidades médicas e as novas terminologias serão baseada na estrutura da anatomia humana. "Devido as diferenças entre os modelos de codificação, o que poderá ocorrer é a criação de vários códigos TUSS baseados nas terminologias AMB e o contrário também". Outro detalhe destacado devido diferenças entre AMB e TUSS foi o impacto na precificação dos procedimentos que não poderão sofrer alterações.

Baseados na antiga tabela de procedimentos, AMB, os softwares que já estão adaptados ao TUSS geram as mesmas codificações para diversos procedimentos que continham códigos diferentes na AMB o que não diferencia a remuneração de cada procedimento médico corretamente.

O gerente de TI corporativo do Hospital e Maternidade São Camilo, Carlos Torigoe, destaca que um dos maiores problemas trazidos pelo novo modelo foi a falta de clareza da ANS em passar instruções sobre a vigência do processo. "Se as contas anteriores ao dia 15 de outubro forem emitidas após a data estipulada pela ANS qual codificação devemos usar? Para este tipo de problema nós e muitos outros hospitais, ainda não estamos prontos", completa. Por Guilherme Batimarchi 01/10/2010.

Cirurgiões cardiovasculares negociam reajuste da tabela do SUS com o Ministério da Saúde

Médicos do Rio de Janeiro intensificaram o movimento para pressionar o governo a atender a reivindicação

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular espera estabelecer logo um acordo com o Ministério da Saúde sobre o reajuste do percentual dos procedimentos feitos pela categoria por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o presidente da entidade, Gilberto Venossi, pela primeira vez, as negociações "foram conduzidas de maneira profissional". Enquanto esperam pela conclusão das tratativas, cirurgiões de alguns estados estão mobilizados para pressionar as autoridades a aumentar o valor da tabela do SUS pelos seus serviços. No Rio de Janeiro, por exemplo, eles querem que o governo estadual atenda à reivindicação.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, está otimista em relação ao desfecho da negociação. "Não vamos nos desgastar. Está faltando pouco. Ambas as partes [ministério e cirurgiões] fizeram muitos esforços. Queremos atender o povo com melhor qualidade. Não queremos mais listas de espera", disse Venossi. Durante esta semana, três pessoas com cardiopatia morreram em Goiânia enquanto aguardavam cirurgias. A entidade lamentou as mortes ocorridas na capital de Goiás.

No Rio de Janeiro, os cirurgiões cardiovasculares intensificaram o movimento para pressionar o governo a atender a reivindicação. Eles anunciaram que vão suspender as operações a partir de 28 de outubro, caso a tabela do SUS não seja revisada. A categoria quer, por exemplo, que o valor do implante de uma ponte de safena passe de R$ 940 para R$ 6,5 mil. Hoje, informam, os planos de saúde pagam entre R$ 13,6 mil e R$ 18 mil pelo procedimento.

Durante inauguração de uma Clínica da Família, na zona oeste do Rio, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, enfatizou que a negociação está sendo conduzida pelo Ministério da Saúde, onde um grupo de trabalho está estudando a revisão da tabela.

Côrtes afirmou que, no momento, não há possibilidade de a secretaria complementar a quantia, como prevê o SUS. "Temos que pensar em todo o investimento na área de saúde. Não podemos pensar especificamente em uma especialidade. Temos que ver investimentos na área de neurocirurgia, de ortopedia e, principalmente, na prevenção dessas doenças."

No entanto, o presidente da Cooperativa Fluminense, Ronald Peixoto, quer retomar a negociação com o estado. Segundo ele, sem a retomada das tratativas, a categoria "não vai continuar pagando para trabalhar". "Não somos empregados do estado e nem de lugar nenhum. Somos profissionais liberais e não vamos atender mais. Demos 90 dias para alguém vir conversar conosco e a situação ainda não foi resolvida."

A situação no Rio é semelhante à de outros estados. Em São Paulo, os médicos começam a se organizar em uma cooperativa para pressionar o governo e os planos a pagar melhor pelos procedimentos cirúrgicos cardiovasculares. Na Bahia, o Ministério Público Federal está intermediando as negociações.

Na avaliação da Cooperativa Fluminense, a situação pode ser resolvida com um acordo nos moldes do que foi fechado no Espírito Santo. Lá, os cirurgiões cardiovasculares conseguiram fazer com que o valor do procedimento passasse para R$ 6,5 mil. Além disso, houve aumento de repasses para as equipes médicas e para os hospitais que fazem as cirurgias. "Queremos alguma coisa parecida", disse Peixoto. (Por Agência Brasil 27/09/2010).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

SUS: Governo aumenta pagamento por cirurgias cardíacas

Medida abrange 105 procedimentos. Os reajustes chegam a 227%

Os valores pagos por cirurgias cardiovasculares na rede pública de saúde serão reajustados a partir de novembro. O anúncio foi feito nesta terça-feira (28) pelo Ministério da Saúde que informou que a medida abrange 105 procedimentos. O governo espera aumentar em 15% o número de cirurgias cardíacas no sistema público no prazo de um ano.

De acordo com o ministério, os reajustes chegam a 227%. O valor pago a um médico por uma cirurgia de ponte de safena passará de R$ 1.330 para R$ 3,8 mil, por exemplo. Para cobrir o aumento, o ministério vai investir quase R$ 100 milhões.

Os reajustes foram concedidos para as cirurgias de aorta, valvar, de revascularização do miocárdio, pediatria, procedimentos cardiovasculares, implante de marcapasso e pediatria. Em 2009, 65,4 mil cirurgias cardiovasculares foram feitas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Situação da Cidade de Palmares (PE) em 26/09/2010

Já decorridos mais de 03 (três), meses do cataclisma que devastou a cidade de Palmares em Pernambuco, a ajuda ainda se faz necessaria, como pode ser observado a seguir através das imagens da Operação Reconstrução realizada por voluntários coordenados pelo Pró-Cidadania, onde tive o privilégio de participar no último domingo dia 26/09/2010:



Outro fato bastante interessante que pode ser observado, foi que apesar de todos os imóveis localizados até 50 (cinquenta) metros de distância do Rio Una terem sido interditados pela Prefeitura, boa parte dos moradores começam a ocupar novamente os mesmos, após enstrevistar alguns moradores obteve-se as seguintes respostas:
  1. Lentidão no cumpriomento da promessa de construção de novas moradias em uma área mais segura;
  2. Insegurança dentre outros fatores aos quais todos estão sucetiveis nos abrigos;
  3. Convivências em casa de parentes.
Sistuações como a de Dona Tita, que relatou o seguinte "após as águas começarem a baixar, várias casas foram arrombadas inclusive a minha, o que a água não levou, levaram", ela estava lavando o que sobrou como telhas para voltar a abriar o imóvel.

Faz-se necessário a ação conjunta de toda a sociedade junto as diversas esferas governamentais para ajudar aos vitimados por essa calamidade, não devermos cruzar os braços e sim arregaçar as mangas, para auxiliar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

GE desenvolve tecnologia para segurança do paciente

A GE está desenvolvendo nos Estados Unidos uma nova tecnologia conhecida como Smart Patient Room, ou "Quarto Inteligente do Paciente", na tradução literal.

A solução faz parte do programa de Healthymagination da GE e visa reduzir os riscos ao paciente e melhorar os resultados do tratamento. O objetivo é oferecer informações aos profissionais de saúde a respeito da segurança do paciente e de erros médicos em potencial, para prevenir que eles se concretizem.

Com a nova tecnologia, os médicos poderão monitorar os riscos ao paciente em tempo real. O sistema está sendo elaborado no estado de Nova York, para detectar procedimentos como a higiene adequada das mãos antes e após a interação com o paciente e o risco de queda.

Durante os próximos cinco anos, o projeto prevê investimentos globais de US$ 6 bilhões



O programa Healthymagination da GE Healthcare, lançado em abril do ano passado, já supera todas as expectativas, segundo avaliou o presidente e CEO da companhia para a região das Américas, Mark Vachon. O executivo concedeu entrevista ao Saúde Business Web, durante inauguração da primeira fábrica da GE no Brasil na última quarta-feira (21).

O projeto, baseado em três pilares: aumento de acesso, redução de custos e aumento de qualidade dos serviços de saúde no mundo, prevê investimentos globais de US$ 6 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. Um dos objetivos futuros é lançar mais de 100 inovações por meio de parcerias.

Apesar de não ter divulgado números precisos, Vachon está satisfeito com o desempenho do programa. "O Healthymagination está sendo recebido de forma incrível ao redor do mundo. As pessoas querem fazer parte do programa tendo em vista a credibilidade da GE no setor, e por seu expertise em soluções tecnológicas capazes de reduzir custos e otimizar a qualidade", disse Vachon.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Receita Federal do Brasil, muda Declaração de Serviços Médicos.

Brasília - A Receita Federal do Brasil publicou no dia 20/08/2010, no Diário Oficial da União, instrução normativa sobre o modelo da declaração de Serviços e de Saúde, que deverá ser enviada por prestadores de serviços de saúde a partir de 2011.

A Receita Federal padronizou o formulário que prestadores de serviços médicos entregam ao fisco Essa é mais um medida para apertar o cerco aos sonegadores de Imposto de Renda, especialmente na área de saúde, onde é comum o drible tanto das empresas quento das pessoas físicas.

Se por um lado, médicos, dentistas, psicólogos e outros profissionais não fornecerem recibo, de outro, os pacientes comprovam o pagamento de um serviço que não foi prestado.

A Receita publicou, no Diário Oficial da União, o formato do documento que empresas de saude terão de entregar junto com a declaração anual.

O documento ajudará a receita a comparar a declaração do paciente com a do médico, o que facilita a identificação de sonegadores. A medida beneficia a própria Receita ao fortalecer o controle sobre a declaração.

Observe-se que o prestador de serviço deverá dobrar a atenção. Com o formulário a clínica médica terá de guardar cópia dos recibos que emitiu a seus pacientes e informar a Receita de seus valores.

Logo nos primeiros campos do formulário, o prestador de serviço deverá informar seu CPF (Cadastro de Pessoa Física). Como nem todo profissional da área médica tem registro de pessoa jurídica, muitas vezes emite-se recibos sob assinatura de pessoa física. Segundo fontes da Receita, as informações da empresa cvom o titular não dialogam.

Esse documento faz parte do Dmed (declaração de Serviços Médicos), criado em dezembro de 2009, para passar a valaer em 2011. O objetivo da Receita é cruzar os dados dessa declaração com as informações prestadadas popr contribuintes PF e PJ.

Para maiores esclarescimentos verificar as Instruções Normativas 985 e 1.055 da Receita Federal do Brasil.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Funcionário que se aposenta pode manter plano de saúde da empresa?

Há poucas semanas, o Bom Dia Brasil exibiu uma entrevista com o advogado Josué Rios, especialista em direitos cotidianos que são tantas vezes desrespeitados. Ele destacou que se for funcionário de uma empresa durante 10 anos pagando plano de saúde coletivo, tem o direito de, depois de se aposentar, permanecer pagando o plano coletivo, e não o individual, que é mais caro.

“Pode continuar para o resto da vida com esse plano de saúde, pagando aquilo que o seu patrão pagava”, destaca Josué Rios.

Muitos internautas se interessaram pelo assunto e enviaram dúvidas à nossa página da internet. Por isso, fomos conversar com um especialista no assunto. Marcilene do Vale, do núcleo ANS / CE, confirma o fato e explica:

"A pessoa pode permanecer [no plano de saúde], em caso de rescisão ou exoneração sem justa causa. Pode permanecer com as mesmas condições de contrato, desde que ela passe a pagar de forma integral a mensalidade, tanto a parte que era dela e já é paga, como a parte que a empresa pagava por ela. Então passa a ter direito a continuar com os benefícios do contrato", diz Marcilene do Vale, do núcleo ANS / CE.

Ela ainda destaca que isso é vantajoso para o ex-funcionário: “Mesmo pagando a parte que é dela e a parte que a empresa pagava (mesmo somando), vai ser um valor bem mais acessível do que a de um plano novo. Além disso, ele já tem as carências cumpridas, como direito à utilização do plano de forma irrestrita”.

Marcilene explica que, para ter esse direito, "é preciso formalizar junto à empresa o interesse de permanecer com o plano".

Bom dia Brasil Edição do dia 18/08/2010 - atualizado em 18/08/2010 06h54.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Entenda como a Amil conduziu a compra da Medial



Em que ciclo da indústria a sua empresa se encontra? Esta é a primeira pergunta a ser feita para identificar oportunidades no mercado

Na onda das fusões e aquisições, todos desejam estar do lado do comprador. Porém, ser o vendedor da história também pode significar a melhor opção para uma companhia. "A primeira questão que deve ser colocada, de qualquer forma, é em que ciclo da indústria a minha empresa se encontra e quais são as oportunidades", avisou Gilberto Costa, diretor financeiro da Amil, que compartilhou a sua experiência com os congressistas do Financial Forum 2010, na última sexta-feira (13), em uma sessão dedicada ao tema.

O especialista utilizou dados sobre falência de empresas para associar os estágios de maturidade das organizações ao ciclo dos próprios empreendedores que lideram o negócio. Segundo ele, em companhias familiares, quando o comando da operação passa da primeira para a segunda geração, apenas 30% delas sobrevivem. "Os filhos não têm os mesmos sonhos que o fundador, isso é muito maior que o business. Às vezes, o sucessor tem mais sonhos que o fundador. Depende muito", refletiu Costa.

Resumindo, é preciso identificar em que estágio a empresa se encontra, e então, eventualmente, descobrir que pode ser um bom momento para comprar ou vender. "O ciclo de vida do empreendedor é igual a qualquer curva de crescimento. Uma hora ele estabiliza, até que se esgota", conclui o diretor.

Da ótica do investidor ou comprador, o que mais interessa é a diferenciação. "Qualquer empresa que começa do zero, cresce e ganha escala mostra que tem um produto ou serviço diferenciado, que conseguiu criar uma marca. Mas a questão não é comprar uma empresa que está maravilhosa, e sim o que a aquisição vai acrescentar", explica ele, ao exemplificar o raciocínio com um caso que acompanhou bem de perto.

Adquirida pela Amil no final do ano passado, a Medial, em 2004, foi oferecida por quase R$ 400 milhões a compradores. Na época, a operadora não avaliava a possibilidade de adquirir a competidora. Em 2005, a Medial contratou Luiz Kaufmann, que, em dois anos como presidente do grupo, promoveu uma reviravolta em seu modelo de negócio e levou a companhia para o IPO. Ao acelerar o crescimento, a empresa vendeu 49% da operação e embolsou R$ 250 milhões. Nesta nova fase, finalmente, a Amil adquiriu a parte dos controladores (51%) por mais R$ 612 milhões - ou seja, em cinco anos, a Medial dobrou o seu valor de venda.

"Foi uma estratégia perfeita", opinou Costa. A expectativa é que Amil e Medial sejam integradas até o final do ano, segundo ele, que pontua as sinergias apresentadas pela empresa adquirida que levaram à decisão: a liderança do grupo no Brasil e seus principais mercados; a rede própria (maior rede médica privada do País); o controle mais eficiente do custo médico; e as oportunidades de redução de despesas comerciais, administrativas e de marketing. "O negócio foi feito em uma semana e foi uma negociação difícil, pois existiam dois competidores. Era a Medial ou nenhuma outra empresa, pois as outras não tinha a mesma sinergia", recorda ele.

Ao considerar os ciclos da indústria como um princípio do plano de negócios, a Amil, a partir de 2002, empreendeu uma estratégia agressiva de M&A. "Trata-se de um segmento fragmentado, com regulamentação muito forte. Em meados do ano 2000, o marco regulatório transformou a indústria, e a primeira grande mudança foi a inflação. Conforme as empresas pequenas quebram, ou você as adquire ou tem um crescimento orgânico, pois os clientes vão procurar empresas mais sólidas", explica o diretor.

Por Sílvia Paladino | FinancialWeb 17/08/2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Hospitais conseguem liminar contra ICMS



Sindhospe consegue na Justiça isentar os hospitais e clínicas médicas de Pernambuco do imposto cobrado pela Secretaria da Fazenda

Os hospitais de Pernambuco estão suspensos da taxa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de acordo com liminar judicial. A ação foi conquistada pelo Sindicato dos Hospitais daquele estado (Sindhospe) e se aplica para produtos e insumos, como medicamentos, soros e produtos oncológicos.

O juiz Wagner Ramalho Procópio, da Primeira Vara da Fazenda Pública, considera inconstitucional o decreto estadual nº 35.346, de 22 de julho deste ano, que prevê a incidência da alíquota de 7,5% do ICMS nas operações interestaduais realizadas pelos hospitais e clínicas médicas.

Com base nessa interpretação, Ramalho também decreta como proibido a apreensão e retenção de insumos utilizados na prestação de serviços dos associados do Sindhospe por parte da Secretaria da Fazenda.

O secretário executivo da Receita Estadual, Roberto Arraes, disse que a liminar será cumprida, mas a Procuradoria Geral do Estado está analisando a medida para entrar com um recurso.

Por Saúde Business Web 16/08/2010.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Hospital sob risco de falta de materiais.

Os hospitais privados que atendem à população pernambucana poderão enfrentar nos próximos dias o desabastecimento de produtos hospitalares, como medicamentos, soros e produtos oncológicos. O motivo: a taxação de 7,5% do imposto estadual, o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias, Bens e Serviços), sobre os medicamentos que são importados de outros estados. As unidades de saúde se negam a pagar o tributo ao governo estadual sob alegação de que não vendem os itens, apenas usam nos pacientes. Sem o pagamaento antecipado do ICMS os medicamentos, ficam retidos nos postos fiscais. No dia 05/08/2010, o Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe) entrou na justiça contra o Fisco estadual para derrubar a cobrança.

A nova tributação foi adotada a partir de 1º de agosto, com o decreto estadual nº 35.346 de 22 de julho de 2010. Antes, os hospitais e clínicas estavam isentos do ICMS nas compras de medicamentos feitas em outras unidades da federação. O argumento do Sindhospe para contestar a cobrança é que as unidades de saúde privadas não são contribuintes de ICMS, mas sim do ISS (Imposto sobre Serviços). "É uma médida inconstitucional e de autoritarismo fiscal. Uma ameaça de desabastecimento a rede hospitalar que trabalha com estoques regulares que estão acabando, o que trará prejuízos à pupulação", aponta Mardônio Quintas, presidente do Sindhospe.

A clínica médica Multi-Hemo, um dos maiores centros de tratamentos quimioterápicos em Pernambuco, é uma das prejudicadas com medida. O diretor jurídico da clínica, Felipe Vasconcelos, confirma que teve dificuldades de liberação dos produtos oncológicos qu são adquiridos em Goiás e São Paulo. "Tivemos que recolher o imposto aqntecipado para liberar a mercadoria. São medicamentos de preço elevado e perecíveis, que têm um prazo para serem retirados por conta da refrigeração", comenta. Segundo ele, as clínicas e hospitais não trabalham com estoques elevados e há o risco de faltar medicamentos e produtos hspitalares na rede privada.

O secretário executivo da Receita Estadual, Roberto Arraes, exp´lica que o governo adotou a medida porque outros estados, como o Ceará, já praticam a cobrança do ICMS nas operações interestaduais de medicamentos adquiridos pelos hospitais privados. Outro arguemtno é o incentivo a aquisição de produtos hospitalares pela rede hospitalar dos atacadistas e da indústri farmacêutica local. Além disso, o secretário argumenta que o hospital vende os medicamentos ao paciente e as operadoras de saúde suplementar quando cobra na fatura esses itens de uso hospitalar.

"Estamos cobrando daqueles hospitais que mesmo não sendo inscritos como contribuintes na Fazenda, adquirem produtos com habitualidade, em volume e quantidade significativas e vende ao paciente e a operadora de saúde suplementar", salienta. Segundo ele, nas compras internas no varejo e atacado de medicamentos o ICMS não será cobrado. Em relação à cobrança antecipada, Arraes diz que o Fisco está aberto à discussão com qualeur contribuinte e que a intenção não é prejudicar os hospitais. Acrescenta que a medida do ponto de vista da cobrança é correta e que a Procuradoria Geral do Estado fará a defesa na constestação judicial.

IMPOSTO SOBRE MEDICAMENTOS
O que diz o Decreto estadual nº 35.346

Art. 1º - A partir de 1 de agosto de 2010 fica exigido o recolhimento do ICMS antecipado na aquisição interestadual de produtos farmaceuticos efetuada por hospitais, casas de saúde e estabelecimentos congêneres, que passam a ser considerados contribuinetes do ICMS ainda que não inscritos no Cacepe.

Art. 2º - O imposto deve ser calculado mediante a aplicação do percentual de 7,5% sobre o valor consignado no documento fiscal de aquisição, incluídos os valores do IPI, frete, seguro e demais encargos transferidos ao destinatário.

Art. 3º - O recolhimento do imposto calculado deverá ser efetivado pelo adquirente, por ocasião da passagem da mercadoria pela primeira unidade fiscal do estado, sob o código de receita 070-1.

Fonte: Diário Oficial do Estado, 23 de julho de 2010.

(Reportagem Públicada no Diário de Pernambuco em 06/08/2010 - Caderno Economia B5).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Casos de dengue aumentaram mais de 400% em Pernambuco em relação a 2009

Do JC Online

A Secretaria Estadual de Saúde divulgou, nesta quarta-feira (4), um novo boletim com o monitoramento de casos da dengue no Estado. De acordo com o balanço, foram notificados 33.916 casos da doença só neste ano (2010). Desses, 7.057 casos foram confirmados. Os números representam um aumento de 473,97% em relação ao mesmo período de 2009 (janeiro a agosto).

Os dez municípios com os maiores números de notificações são: Recife (7.116), Caruaru (5.568), Salgueiro (1.902), Jaboatão dos Guararapes (1.853), Petrolina (1.774), Cabo de Santo Agostinho (919), Paulista (900), Moreno (696), Ouricuri (655) e Quixaba (513). Três óbitos foram confirmados em 2010, sendo todos de residentes do Recife.

Em relação à dengue hemorrágica, foram notificados 254 casos suspeitos e 41 confirmados. Em 2009, foram registrados 16 casos suspeitos e 4 confirmados.

AÇÕES - Nesta quarta-feira (4), a Secretaria Estadual de Saúde reunirá representantes de 14 munícipios da Região Metropolitana do Recife mais as cidades de Vitória de Santo Antão, Chã Grande, Goiana e Fernando de Noronha. O objetivo da reunião é manter um acompanhamento das ações de prevenção à dengue e identificar formas de apoio a essas localidades. O encontro será realizado no Park Hotel, em Boa Viagem, das 8h30 às 16h.

De acordo com a gerente da I Gerência Regional de Saúde (Geres), Ivanise Marinho, é possível que o Esatdo disponibilize recursos humanos e materiais para os municípios, com o objetivo de garantir o andamento das atividades.

CAPACITAÇÃO – Das 8h às 18h, no Hotel Canariu's, em Boa Viagem, haverá uma capacitação em Diagnóstico e Tratamento do Manejo Clínico do Paciente com Suspeita de Dengue. As palestras são organizadas pela Diretoria Geral de Assistência Integral à Saúde da SES e serão ministradas por técnicos capacitados pelo Ministério da Saúde (MS).

Participam da iniciativa 60 médicos e enfermeiros dos hospitais da Restauração, Agamenon Magalhães, Getúlio Vargas, Barão de Lucena, Otávio de Freitas, Regional do Ag

reste e Jesus Nazareno. Publicado em 04.08.2010, às 08h30

Mais leitos para vítimas de dengue na rede estadual

Trinta e dois novos leitos poderão ser abertos no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), no Recife, para reforçar a assistência a doentes com dengue e leptospirose. A proposta está sendo negociada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) com a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Secretaria Estadual de Administração. Pernambuco já tem 29.837 casos suspeitos de dengue, 4.833 confirmados, dentre

eles três mortes comprovadas e outras 48 sob investigação. Desde as enchentes da terceira semana de junho, foram contabilizados 145 supostos doentes de leptospirose, com 16 mortes.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, com os 32 novos leitos haverá um total de 60 só no Oswaldo Cruz reservados para doenças infecciosas. No ano passado, foram abertas vagas 21 extras no Huoc, para atender casos da gripe H1N1. A essas se somam sete de terapia intensiva. Como a transmissão da gripe caiu, a estrutura passou a ser ocupada, desde maio, por pessoas com dengue e há um mês começou a ser disputada também por doentes de leptospirose. “Por ser referência em doenças infecciosas, o hospital pode dar um suporte importante”, avalia Jacyra Ferreira, gerente de Epidemiologia da SES.

Segundo ela, o aumento de registros de dengue nas últimas semanas reflete a chegada de dados de maio e junho com atraso. “Observamos uma queda no adoecimento na última semana, mas a situação ainda preocupa. Exige esforço do setor público e parceria de toda a população”, afirma. Jacyra também observa, no momento, transmissão mais centralizada na região metropolitana. Na área Norte, unidades de pronto-atendimento vêm enfrentando superlotação.

O último boletim divulgado ontem indica que foram isolados vírus da dengue em 16 cidades de diferentes regiões do Estado. Há transmissão dos tipos DENV-1 e DENV-2 no Grande Recife e interior.

HIDRATAÇÃO - “No primeiro atendimento médico, o paciente deve ser orientado para a importância de ingerir líquidos e alertado para os sinais de agravamento da dengue. Isso é fundamental para que ele retorne ao serviço e receba o tratamento necessário em tempo hábil”, alerta Jacyra Ferreira, pedindo que as equipes de saúde não relaxem na assistência. “Deve haver um cuidado especial com as crianças”, recomenda.

Ela também sugere a municípios que enfrentam dificuldade no acesso a imóveis para eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti que recorram ao Ministério Público. “Eles devem lançar mão de novas estratégias, como vistoria domiciliar nos fins de semana”, sugere.

Avanço da dengue deixa UPAs com superlotação

Chega a 70% a proporção de pessoas com sinais de dengue entre as 300 que procuram diariamente tratamento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Paulista e Olinda, no Grande Recife. Por conta da sobrecarga, a coordenação da UPA Paulista não descarta a possibilidade de voltar a suspender o atendimento a novos pacientes adultos, como ocorreu na noite de segunda-feira.

“Vamos reforçar o quadro de médicos no plantão da noite, mas a demanda cresceu e não temos contado com a rede municipal”, avaliou a coordenadora da UPA, Vânia Brayner.

Segundo ela, além dos novos pacientes, os do dia anterior retornam para monitorar a queda de plaquetas (indicador de agravamento da dengue). A grande demanda tem congestionado o laboratório do Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes. “O ideal seria que esses pacientes fossem monitorados pela atenção básica municipal”, diz.