quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tabagismo como problema de saúde.

BRATS
Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde.

desde tempos imemoriais. Os europeus disseminaram o uso do tabaco fumado (cachimbos, charutos, cigarrilhas, cigarros) e não-fumado (aspirado - rapé e mascado - fumo-de-rolo) por todos os continentes antes do final do século XVII, por razões econômicas e pelo caráter aditivo do consumo deste produto vegetal1.
No final do século XIX, o mercado de cigarros era pequeno, em razão de seu alto preço, pois sua fabricação era manual. O aperfeiçoamento das máquinas de fabricação de cigarros no início do século XX tornou-os baratos e acessíveis2. O consumo de cigarros se expandiu desde este período, porém com mais intensidade a partir da década de 50, quando as técnicas de publicidade se desenvolveram mais amplamente3.
As sofisticadas estratégias de marketing das grandes companhias transnacionais de tabaco criaram, por meio da associação do hábito de fumar com sucesso, luxo, juventude e até saúde, uma aceitação social do hábito de fumar e um contexto favorável à expansão do consumo dos produtos de tabaco4. A relevância dessas estratégias de marketing na promoção da expansão do consumo de tabaco em escala mundial fez a Organização Mundial da Saúde - OMS considerar o tabagismo uma doença transmissível pela publicidade5,6.
A diminuição do consumo de tabaco, sobretudo de cigarros, nos países desenvolvidos, em razão da adoção de políticas de controle do tabagismo, tem provocado um deslocamento da atuação das grandes companhias transnacionais de tabaco em direção aos países pobres e em desenvolvimento7. Em consequência, o consumo global de produtos do tabaco aumentou cerca de 50% durante o período de 1975 a 1996, às custas do crescimento do consumo em países em desenvolvimento, como China - 8%, Indonésia - 6,8%, Síria - 5,5%, e Bangladesh - 4,7%4.
Há fortes evidências de que o tabagismo é um significativo fator de risco para quase 50 doenças diferentes, destacando-se as cardiovasculares, o câncer e a doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC1,8. Estima-se que 45% das mortes por doença coronariana, 85% por DPOC, 25% por doença cerebrovascular e 30% por câncer podem ser atribuídas ao tabaco8. No estudo de coorte da Sociedade Americana de Câncer, Cancer Prevention Study II (CPS-II), observou-se um risco de morte prematura por qualquer causa entre os fumantes 2,3 vezes maior do que entre os não fumantes. Neste mesmo estudo, demonstrou-se um risco relativo de morte entre fumantes em comparação a não fumantes de 1,9 para doença isquêmica do coração, 1,9 para doença cerebrovascular, 23,2 para câncer de pulmão e 11,7 para DPOC9. Resultados semelhantes foram observados em um estudo de coorte de médicos britânicos seguidos por 50 anos10.
Lickint (apud Baldisserotto, 2007)2, na Alemanha, foi o primeiro a demonstrar, em 1929, uma associação estatisticamente significativa entre câncer de pulmão e tabagismo, com base em uma série de casos. Estudos de caso-controle realizados na década de 1950 demonstraram conclusivamente uma relação causal entre o fumo e o câncer de pulmão (Doll e Hill, 1950; Levin, et al., 1950; Schrek, et al., 1950; Wynder e Graham, 1950; apud Figueiredo, 2007)3. Além do câncer de pulmão, há evidências suficientes para inferir uma relação causal entre o fumo e os seguintes tipos de câncer: boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, bexiga, rim, colo do útero e leucemia mielóide aguda11.
A exposição involuntária de indivíduos não fumantes à fumaça do tabaco em ambientes fechados – tabagismo passivo - causa doenças e mortes prematuras em adultos e crianças. O tabagismo passivo está associado a uma incidência aumentada de câncer de pulmão e de doença arterial coronariana em adultos, e transtornos respiratórios
em crianças1,3,12. A exposição fetal passiva pode resultar em parto prematuro e baixo peso ao nascimento, além de aumentar o risco de síndrome da morte súbita na infância11,12. Crianças que convivem com pais fumantes ou que estão expostas à fumaça ambiental do tabaco apresentam um risco aumentado de exacerbação de episódios de asma, infecções respiratórias agudas e afecções do ouvido médio12.
O conhecimento da nicotina como substância aditiva, com efeitos típicos das drogas causadoras de dependência, como tolerância, fissura e sintomas de abstinência, foi fundamental para a compreensão dos motivos da rápida expansão do uso do tabaco e das dificuldades enfrentadas pelos que desejam parar de fumar13. A OMS classifica o tabagismo entre os transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de substâncias psicoativas14.
O hábito de fumar tabaco tende a se estabelecer durante a adolescência. A maioria dos fumantes inicia o consumo de cigarros antes dos dezenove anos. Nos países em desenvolvimento, a idade de início deste hábito tende a ser ainda menor, ocorrendo em torno dos doze anos15,1.
BRATS Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde 3
Fatores sócio-culturais, sócio-demográficos, comportamentais e pessoais estão associados ao início e à manutenção do uso do tabaco. Entre os principais fatores sócio-culturais, que aumentam o risco dos adolescentes
tornarem-se fumantes, estão a acessibilidade, a exposição à propaganda e à mídia a favor do tabaco, o tabagismo dos pais, irmãos e amigos. Entre os fatores sócio-demográficos estão o baixo nível sócio-econômico e morar somente com um dos pais. Os principais fatores comportamentais associados ao tabagismo são o baixo desempenho acadêmico, a propensão a comportamentos de risco, outros problemas comportamentais, a falta de capacidade para resistir à influência para fumar, a intenção de fumar e experimentação; enquanto os principais fatores pessoais recaem na baixa percepção de risco, na baixa autoimagem, na baixa autoeficácia e na depressão15.
Apesar da difusão dos conhecimentos sobre os danos à saúde e do risco à vida associados ao tabagismo, a cessação do tabagismo continua como uma decisão difícil para muitos indivíduos. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD - referiu que 45,6% dos fumantes tentaram parar de fumar nos doze meses anteriores à data da entrevista, na população de quinze anos de idade ou mais16. Inquérito conduzido nos Estados Unidos da América (EUA) mostrou um percentual bastante semelhante de tentativa para parar de fumar entre os fumantes diários (46,4%), mas indicou que somente 13,8% deste grupo (5,7% de todos os fumantes) mantiveram a cessação do hábito por pelo menos um mês17.
A cessação do tabagismo reduz consideravelmente o risco de adoecimento e de morte precoce, mesmo em idades avançadas. Uma revisão de estudos com desenhos diversos acerca dos benefícios da cessação do tabagismo, realizada nos EUA, mostrou que indivíduos que pararam de fumar antes dos 50 anos apresentaram uma redução de 50% no risco de morte por todas as causas nos 16 anos subseqüentes, ocorrendo uma equiparação com a mortalidade de não fumantes aos 64 anos18. Doll et al. (2004)10, em um estudo de coorte de médicos britânicos, demonstraram que parar de fumar com aproximadamente 60, 50 e 40 anos, e antes da meia-idade, representou um ganho de cerca de 3, 6, 9 e 10 anos de expectativa de vida, respectivamente.
Várias estratégias de cunho populacional podem ser utilizadas para estimular a prevenção da iniciação e para a cessação do tabagismo. Dentre estas se destacam as ações de comunicação social, utilização da mídia, campanhas e programas de educação em saúde, ações legislativas e econômicas. Dentre as ações direcionadas ao auxílio individual para a cessação do tabagismo, estão incluídas as estratégias voltadas para o tratamento clínico do paciente, como o aconselhamento profissional e a farmacoterapia.
Este boletim tem como objetivo responder às seguintes questões relacionadas ao tratamento clínico para cessação do tabagismo: 1) Existe diferença de eficácia na cessação do tabagismo entre o tratamento combinado aconselhamento + farmacoterapia em relação ao tratamento com farmacoterapia isolado? 2) Existe diferença de eficácia na cessação do tabagismo entre o tratamento combinado aconselhamento + farmacoterapia em relação ao aconselhamento isolado?

O Boletim BRATS Edição Nº 12 pode ser acessado através do link: http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/024c1d80430b6cdfa54cb7536d6308db/brats+12.pdf?mod=ajperes



Anvisa apreende produtos de farmacêuticas no País

por Saúde Business Web

28/07/2010

Presenius Kabi Deutschland GMBH; Niely do Brasil; J M Comércio de Produtos e Limpeza e Engimplan foram as empresas punidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu na última segunda-feira (26) medidas suspensivas para produtos e medicamentos em situação ilegal. As farmacêuticas punidas pelo órgão regulador foram: Presenius Kabi Deutschland GMBH, com filial no Brasil; Niely do Brasil; J M Comércio de Produtos e Limpeza e Engimplan, com sede em São Paulo.

Uma série de produtos foram suspensos. Um deles foi o Bircabonato de Sódio (RE 3.495/2010), produzido pela empresa alemã Presenius Kabi Deutschland GMBH. Foram encontradas irregularidades durante inspeção na fábrica da empresa.

O produto Coloração Creme Cor & Ton com Queratina Silicone e Filtro UV/Castanho Claro Acobreado, da marca Niely, teve sua fabricação, distribuição comércio e uso suspensos (RE 3.498/2010) após a data de 24/07/2006.

Também não podem ser comercializados os saneantes domissanitarios fabricados pela empresa J M Comércio de Produtos e Limpeza, de Santa Catarina (RE 3.496/2010). Os produtos não possuem registro na Anvisa.

A mesma medida se aplicou ao Haste para Gancho DTT Transversa ( lotes 048918 e A53049-0) e Haste Intramedular Femoral Bloqueada (lote A56372-0), fabricado em junho de 2009 (RE 3.500/2010). A empresa Engimplan é a responsável pela fabricação. Segundo a Anvisa, os produtos estão sendo comercializados com matéria prima diferente da que consta no processo de registro.

Na categoria de medicamentos, foram apreendidos e inutilizados os medicamentos Cialis (lote A202971 - RE 3.497/2010) e Viagra (lote 80483004/F - RE 3.499/2010), por terem sidos objetos de falsificação. Ambos são indicados para tratamento de disfunção erétil.


Suspensão

A suspensão de um ou de todos os lotes de determinado produto é definitiva e tem validade imediata, após a divulgação da medida no Diário Oficial (26/07). Segundo ANS, o recolhimento é de responsabilidade do fabricante

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Seja voluntário da Operação Reconstrução.


A notícia já foi divulgada várias vezes em variados meios de comunicação. Mas quando o assunto é solidariedade, nunca é demais repetir uma iformação. Assim, o Blog Viva Pernambuco replica o chamado o Governo de Pernambuco para trabalho voluntário na Operação Reconstrução, que ajuda as vítimas das enchentes no Estado.

Os interessados em fazer parte da ação Operação Reconstrução pode se inscrever no www.sigas.pe.gov.br. As pessoas cadastradas poderão prestar trabalho voluntário como: apoio administrativo, digitador, merendeiros, cuidador de idosos e crianças, recreadores, auxiliares de cozinha e serviços gerais, nos abrigos dos municípios atingidos.

Essa é uma ação realizada pelo Governo reunindo 15 secretarias para atender famílias de 70 municípios pernambucanos desabrigadas, desalojadas, sem energia e sem água por conta das enchentes. Atualmente, são 12 municípios em situação de calamidade e 27 em situação de emergência.

Os voluntários vão trabalhar 8h por dia, uma vez por semana, até a primeira quinzena de setembro. Quem se cadastrar deverá procurar a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos para assinar um termo de adesão e receber um treinamento e uma cartilha. No final desse trabalho os participantes irão receber um certificado de participação.

As pessoas vão trabalhar nos abrigos montados em Água Preta, Barra de Guabiraba, Barreiros, Correntes, Côrtes, jaqueira, Palmares, São Benedito do Sul, Vitória de Santo Antão, Primavera, Maraial e Catende, os munícipios que estão em situação de calamidade pública.

Todos aqueles que podem devem doar um pouco de si, para ajudar nossos irmãos vitímados pelas fortes chuvas, executando diversas tarefas para levar um pouco de conforto e amparo aos desabrigados, eu já estou indo e você?


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Procedimento de Cirurgia Plástica de baixo custo pode custar caro

A maioria das pacientes de uma cirurgia plástica se preocupa sempre com preço, às vees com expertise do médico e quase nunca com a anestesia. Se o que determina o sucesso do procedimento do ponto de vista estático é a habilidade do cirurgião, cabe ao anestesista - ou anestesiologista, como eles preferem ser chamados - a tarefa mais importante: faer com que a paciente saia, além de mais bonita, livre de traumas que poderão ser causados no procedimento de clinica anetésica.



"Um minuto sem osigênio pode significar uma lesão cerebral. o anestesiologista precisa ser bom", diz Irimar de paula Posso 67 anos, professor de anestesia da Faculdade de medicina da Universidade de São paulo (USP).



Uma das formas que o mercado usa para enxugar o custo é eliminar etapas importantes da avaliação médica, como a consulta com o anestesista, profissional que o paciente normalmente encontra só na mesa de cirurgia. "Estou cansada de ouvir casos de pacientes que morrem na mesa de operação. Toda cirurgia tem um risco, mas quando o procedimento é muito barato, alguma coisa foi deixada de lado", diz Posso.

Quando não existe uma consulta, as doses dos anestésicos são calculadas de acordo com as características da média da população brasileira. "Mas as pessoas são diferentes. Sabendo meias sobre o paciente, o médico pode fazer combinados personalizados que aumentem o bem-estar e diminuam os efeitos colaterais das drogas", acrescenta.






Outra estratégia para diminuir o preço da cirurgia é acenar com técnicas que parecem ser pouco agressivas. Usar anestesia local para realizar uma lipoaspiração, por exemplo, pode parecer mais simples do que se feita com peridural ou geral. Não é bem assim.



"Quando se fazem procedimentos longos, em áreas extensas do corpo, com anestesia local, podem surgir complicações", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia, Carlos Eduardo Lopes Nunes. "Se a cirurgia demora, será preciso reaplicar a anestesia e hacerá risco de intoxicação do paciente".


Natale Gontijo, cirurgiã assistente da equipe de ivo Pitanguy, usa a local para cirurgias de pequeno porte, com menos de uma hora de duração. "Mesmo assim, deve ter um anestesista na sala." Procedimentos cirúrgicos, por mais simples que pareçam, não podem ser realizados em consultórios. "Cirurgia plástica deve ser feita em uma clínica com recursos hospitalares", diz o plástico Luis paulo Barbosa.




PERIDURAL PODE CAUSAR DANOS NEUROLÓGICOS




Além de professor de medicina, Irimar de Paula Posso também é advogado, especialista em defender colegas processados por pacientescom sequelas pós-operatórias. "Tenho três casos em que os pacientes ficaram com problemas de locomoção depois da peridural. Uma ficou paralítica, conta. "Um em cada 15 mil pacientes que recebem peridural pode ter algum tipo de sequela neurológica."

Nos Estados Unidos, usa-se a anestesia geral para turbinar as mamas. "Isso porque os processos médicos são frequentes e caros", relata.

Vaidosa, fazendera Graça lemos de lemos passou há 30 dias por uma troca de prótese de mama. Foi operada com anestesia geral. "Tive uma parada cariorrespiratória quando nesceu meu segundo filho", explica. "Foi horrível. Estva conciente, brigava para respirar, até que apaguei. Acordei com o médico em cima de mim, fazendo massagem cardíaca para me ressuscitar. Desde então, só opero com geral."

A segurança da técnica está no fato de o paceinte já estar intubado. "No casode uma parada cariorrespiratória, ele corre menos risco de ficar sem oxigênio e sofrer alguma lesão cerebral por conta disso", diz o anestesiologista Danilo Petrillo. "Você não perde tempo em intubá-lo."

No Brasil, a maioria das clínicas prefere aplicar a peridural em cirurgias de implante de prótese de mama. Vale destacar que ela é, em média, 40% mais barata que a geral. Mas não é só uma questão de preço. Há médicos que preferem a peridural à geral. É o caso de Barbosa, por exemplo. "Numca tive problemas com a peridural. Além disso, é uma técnica com vantagens. Em procedimentos da cintura para cima, causa menor sangramento que a geral."

Materia Públicada no Caderno de Saúde do JC (04/07/2010). Autores: Karina Toledo e Valéria França.

sábado, 26 de junho de 2010

ANS vai ser mais rigorosa com os planos de saúde.


ANS - (Agência Nacional de Saúde Suplementar), será mais rigorosa na apuraçãio de problemas entre usuários de convênios médicos e as empresas que prestam esse tipo de serviço - especificamente com aquelas que se negarem a conbrir procedimentos médicos cobertos pelo contrato. Para isso, a ANS desenvolveu um novo sistema para mediar os conflitos entre as operadotrea de planos de saúde e o consumidor. A proposta está em discussão e as mudanças podem entrar em vigor ainda este ano.



A agência reguladora está recebendo dos usuários de convênios médicos, de profissionais da área e empresas do setor sugestões para responder com maior velocidade às reclamações dos consumidores sobre negativas de cobertura dos planos de saúde. O interessado pode conferir no endereço: www.ans.gov.br a Consulta Pública de Número 32, feita pela ANS para tratar da iniciativa, batizada de Notificação de Investigação Preliminar (NIP).
"Trata-se de um mecanismo para mediação de conflitos entre operadoras e consumidores de planos de saúde, voltado especificamente aos casos de negativa de cobertura assistencial. Toda a sociedade poderá apreciar a proposta normativa colocada em análise e apresentar suas contribuições" informa a ANS.

A Consulta Pública de Nº 32 segue até a próxima quarta-feira. A agência reguladora detalha os pontos positivos que a iniciativa trará para consumidores, operadoras de convêcnios médicos e à própria ANS. Os usuários de planos de saúde segundo o governo, ganharão maior rapidez e efetividade no tratamento das denúncias referentes aos casos de negativa de cobertura por parte das operadoras. As empresas do setor terão oportunidade de corrigir as condutas irregulares e melhorar o relacionamento com seus clientes.

A ANS terá mior eficiência em sua atividade regulatória, um monitoramento mais efetivo das práticas do setor, incremento na capacidade de correção das negativas das companhias de planos de saúde e uma maior credibilidade por ganhar velocidade na investigação de denúncias.

A agência fez um teste piloto com a NIP, iniciado em outubro de 2008, com operadoras em sua maioria do Sudeste. Até maio passado, 56% das denúncias foram arquivadas devido à correção das condutas irregulares das operadoras. O sistema funciona da seguinte maneira:
  1. Recebida a queixa por uma das empresas de compõem o sistema;
  2. A ANS cobrará uma resposta;
  3. A ANS oferecerá a alternativa para a operadora:
  4. Atender corretamente o consumidor, em uma prazo curto, ou
  5. Enfrentar um processo administrativo.

Segundo a ANS, na segunda fase do piloto, iniciada em março do ano passado e também com dados até o último mês de maio, foram incluídas na fase de teste operadoras regionais de pequeno e médio porte. Nessas empresas, assegura a agência, 81% das denúncias não viraram processos administrativos porque o que antes era uma negativa de cobertura virou atendimento efetivamente prestado.

Fonte: Jornal do Commercio (Caderno de Ecônomia/Serviços) Ano 92 - Número 177.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Acreditação Hospitalar.

O QUE É ACREDITAÇÃO?

Define-se Acreditação como um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde, voluntário, períodico e resercado. Nas experiências, brasileira e internacional, é uma ação coordenada por uma organização ou agência não governamental encarregada do desenvolvimento e implantação da sua metodologia.



Em seus princípios tem um caráter eminentemente educativo, voltado para a melhoria contínua, sem finalidade de fiscalização ou controle oficial, não devendo ser confundido com os processos de licenciamento e ações típicas de Estado.




PRINCIPAIS VANTAGENS DA ACREDITAÇÃO:



  • Segurança para os pacientes e profissionais;

  • qualidade da assistência;

  • Construção de equipe e melhoria contínua;

  • Útil instrumento de gerenciamento;

  • Critérios e objetivos concretos adptados à realidade brasileira;

  • O caminho para a melhoria contínua.



PRINCIPAIS INTERESSADOS PELO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO:


  • Líderes e administradores;

  • Profissionais de saúde;

  • Sistemas compradores;

  • Governo.


os objetivos principais da Acreditação Hospitalar são melhorar a qualidade dos cuidados aos pacientes e acompanhantes e proporcionar um ambiente livre de riscos para todos aqueles que circulam na Unidade Hospitalar ou Serviço de Saúde, dentro de padrões de excelência reconhecidos internacionalmente.




PORQUE PARTICIPAR DE UM PROGRAMA DE ACREDITAÇÃO?



Através da Acreditação Hospitalar, Unidade Hospitalar ou Serviço de Saúde tem a possibilidade de realiar um diagnóstico objetivo acerca do desempenho de seus processos, incluindo as atividades de cuidado direto ao paciente e aquelas de natureza administrativa.



a partir deste diagnóstico e com o desenvolvimento do processo de educação de acordo com o Manual de Padrões de Acreditação Hospitalar, é possível discutir, criteriosamente, os achados da avliação e desenvolver um plano de ações capazes de promover a efetiva melhoria do desempenho da instituição, abrangendo todos os seus serviços e segmentos existentes.





O Manual de Acreditação (Imagem ao lado) poderá ser baixado através do Link:



http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/acreditacao_hospitalar.pdf







A ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO - ONA, é uma organização não governamental caracterizada como pessoa jurídica de direito privado sem fins econômicos, de direito coletivo, com abrangência de atuação nacional.


Tem por objetivo geral promover a implantação de um processo permanente de avaliação e de certificação da qualidade dos seerviços de saúde, permitindo o aprimoramento contínuo da atenção, de forma a melhorar a qualidade da assistência em todas as organizações prestadoras de serviços de saúde no País. maiores infomações através do link: http://www.ona.org.br


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Evento na ETEPAM apresenta Projetos do Curso de Logística.




O Docente do Curso de Logística da Escola Técnica Estadual professor Agamenon Magalhães (ETEPAM), Prof. MSc Daniel Nunes, observando as dificuldades em relacionar os conteúdos de sala de aula com o mundo do trabalho, lançou para os discentes do curso de Logística, o desafio de desenvolverem projetos com aplicabilidade social, inicialmente partiu-se do seguinte questionamento: "Como apresentar aos discentes a prática do mercado de trabalho ainda em sala de aula?".
Para tanto, buscou-se fazer a ponte entre o conhecimento técnico/científico e o mundo do trabalho. O desafio para os discentes foi analisar situações do cotidiano comum com visão logística e através das análises, apresentar propostas de melhoria que possam realmente serem implementadas.
Durante a construção dos projetos os dicentes puderam por em prática os conhecimentos das disciplinas, proposto inicialmente pelo desafio. Dentro da dificuldade de cada projeto. Sendo a ETEPAM, um pólo de desenvolvimento tecnólogico, foi possível o apóio de vários outros cursos como Química, Web-Desing, Edificações, Etc.





Para celebrar a data os alunos da ETEPAM apresentarão projetos relacionados ao tema. No evento serão apresentados 3 projetos:



Logi02/2010.1 - Sistema de Armazenamento - Definição de novas rotas para o SAMU (Recife - PE). Busca-se a otimização de acessos para uma melhor prestação de Serviço a população através de estudos cartográficos, sugerindo novas rotas e bases de apóio;




Logi01/2010.1 - Sistema de Armazenamento - Criação de um Sistema de Armazenamento de baixo custo para o depósito da Delegacia de Repressão a Pirataria do Estado de Pernambuco;


Pode ser observado através do video abaixo o modelo do Sistema de Armazenamento criado para a Delegacia de Repressão a Pirataria:




Logi03/2010.1 - Logística Reversa - Uso dos processos logísticos para reciclagem de óleo de cozinha usado, podendo o mesmo ser transformado em Sabão em Barra, busca-se a interação por parte de uma associação de moradores, o projeto apresenta baixo custo de produção, podendo servir como geração de renda.




O evento que será aberto ao público, ocorrerá no Auditório da Escola Técnica Estadual Professor Agamemnon Magalhães -ETEPAM, no dia 21/06/2010 (segunda-feira) com inicio previsto para às 09:00 hr, o endereço é Av. João de Barros, Nº 1769 - Espinheiro CEP: 52021-180 Fone: (081)3181-3951 Fax: (081)3181-3950, endereço eletrônico: http://www.etepam.pe.gov.br

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Alunos do Curso de Logística da ETEPAM desenvolvem Projetos.

Alunos da Escola Técnica Estadual Professor Agamenon Magalhães (ETEPAM), do Curso Técnico em Logística com a orientação do Professor Daniel Nunes, estão desenvolvendo projetos, a fim de por em prática o embasamento técnico cientifico com a realidade do mundo do trabalho. Dividios em 03 (três) equipes como apresentado a seguir:




  • Projeto Logi01/2010.1 - Criação de um Sistema de Armazenagem para a SDS (Secretaia de Defesa Social) Delegacia de Represão a Pirataria - (Turno tarde 2010.1 / Módulo 02);



O vídeo abaixo apresenta alguns momentos de construção do projeto, nas modernas instalações do ETEPAM, se faz necessário que o educando possa construir uma expertise dentro de sua qualificação técnica através do exercício prático.








  • Projeto Logi02/2010.1 - Readequação de rotas e acessos para as viaturas do SAMU (Sistema de
    Atendimento Médico de Urgência) Recife PE (Turno manhã 2010.1 / Módulo 02);




    Pode-se observar abaixo alguns momentos de construção do projeto a ser apresentado em breve, a otimização dos processos de deslocamento das viaturas poderá salvar vidas, é a Logistica como ferramenta de gestão.





  • Projeto Logi03/2010.1 - Desenvolvimento de metodologia para captação de óleo de cozinha, com o fim de reciclagem, podendo o mesmo ser implantado em uma comunidade de baixa renda, indicado como fonte de renda objetivando a inclusão social - (Turno manhã 2010.1 / Módulo 04).





Na imagem a cima, pesquisa de campo realizada no Mercado Público de Afogados (Recife - PE), com a finalidade de identificar a residência dos frequentadores e o local para possivel captação do óleo de cozinha usado.







Os projetos foram iniciados em abril de 2010 e tem previsão de finalização para o dia 18/06/2010, deverão ser apresentados ao público no dia 30/06/2010 em evento a ser realizado no auditório do ETEPAM. Maiores informações sobre a Escola Tecnica Estadual Professor Agamenon Magalhães através do endereço eletrônico: http://www.etepam.pe.gov.br/

quinta-feira, 6 de maio de 2010

OPME - (Órteses, Próteses, Materiais Especiais e Síntese).


Cada vez mais, as Órteses, Próteses e Materiais Especiais - OPME's - Assumem maior importância econômica nas contas hospitalares. As compras desestruturadas e sem a homologação adequada de especialistas para os procedimentos prescritos geram um aumento de custo em sinistros sem o alcance da qualidade necessária para o melhor tratamento do paciente. Além disso, novos produtos chegam com frequência ao mercado demandando um conhecimento ampliado tanto em custos como em eficácia.


Organizar o fluxo de compras, otimizar a relação custo-beneficio nas compra de OPME's, ampliar a garantia da qualidade da assistência ao beneficiário e reduzir custos em sinistros da saúde, são desafior que convivem com os gestores de saúde.

Durante o processo de Auditoria de OPME deve-se observar o tipo de procedimento Cirúrgico e suas características:

  1. Ortopedia - Cirurgias em Menbros Inferiores e Superiores (Principais Indicações);


  2. Procedimentos Cirúrgicos de Coluna (Principais Indicações);


  3. Procedimentos Cirúrgicos de Neurocirurgia (Principais Indicações);


  4. Equipes _ (Próprias ou Credenciadas);


  5. Modelos de Remunerração de hnorários Profissionais.

No vídeo apresentado abaixo pode-se observar o uso do Grampeador Circular Hemoroidal, modelo comercial Proximate PPH, com registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sob o nº 80145900949, da Johson & Johson Produtos Profissionais Ltda, em um procedimento Cirúrgico de Hemorreoidectomia.




A autorização de OPME, deverá ser avaliada por profissional qualificado dentro da sua área de atuação levando-se em conta a arelação Custo-Benefício que o mesmo acarretará para o paciente, como por exemplo a redução de permanência na Unidade Hospitalar, evitando-se uma possível Infecção Hospitalar .


No portal da Empresa MEDLINK (Gestão total em Saúde), é apresentada a sua solução internet de compras para aquisição e gestão de recursos de Órteses, Próteses e Materiais (OPME).

MODALIDADES:

  • Compra por Produto ;

  • Compra e Gestão de Consignados;

  • Compra por Procedimento Cirúrgico.


O Medlink OPME revluciona o conceito radicional de processos de compras de OPME: ele permite ao sistema de saúde uma forma de cnstruir um modelo que respeite as escolhas das instituições e de seus profissionais para uma prática médica de excel~encia, associado ao desafio de um processo de compras ético e transparente. O Medlink OPME respeita a necessidade de escolha dos médicos, preservando a necessidade de excelência das práticas e gestão dos neócios das instituições.


Maiores informações sobre a Medlink e a solução OPME podem ser obtidas através do endereço eletrônico: http://www.medlinksaude.com.br/portal


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Como Surgiu a Ambulância



A primeira ambulância foi projetada em 1792 pelo Barão Dominique Jean Larrey, médico de napoleão Bonaparte, para retirar os soldados feridos do campo de batalha, sem aumentar os seus ferimentos, como acontecia nas charretes antes utilizadas.

Larrey tinha a fama de seu um cirurgião muito eficiente. Certa vez, durante uma pequena batalha, ele amputu 200 braços e pernas de soldados soinho. juntamente com o médico-chefe do exército francês, Pierre Fraçois Percy, Larrey estabeleceu uma equipe de motoristas de ambulãncias com cirurgiões de campo e carregadores de maca. Cada divisão era equipada com 12 ambulâncias com molas de suspensão. Foram usadas pela primeira vez durante a invasão de Napoleão em 1796-1797.

Nasceu na França no ano de 1766. Formou-se médico e ingressou para o serviço de Saúde do Exército Francês. General médico do exército de Napoleão, apresentou grandes contribuições para os Serviços Médicos de Urgência atuais. Amigo e solidário dos soldados feridos, Larrey foi solicitados por Napoleão a prestar atendimento imediano aos militares feridos, ou seja, o corpo de saúde deveria recolher as cítimas no próprio fronte de batalha e não mais após interrupções do conflito. Com técnicas e equipamentos de hemostasia, Larrey elaborou o primeiro modelo de ambulância com condições de atendimento imediato e veloz.



Perfilando dois cavalos, diminuindo as rodas, curvando o telhado para evitar acúmulo de água e peso, abrindo janelas para ventilação, acoplando maca retrátil e kit de primeiros socorros, pode realmente colocar em prática seu invento Móvel de que foi batizado de "Ambulância Voadora".




Não seria exagero dizer que Larrey foi o criador do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) francês, hoje referência no mundo.


O seu pioneirismo também foi importante para a criação de processos Logistícos para otimização de resgate aos feridos com maior precisão. Pensar essa situação de deslocamento nos dias de hoje, é muito fácil com rodovias Sistema de Rastreio com GPS, mais foi o seu espirito empreendedor que possibilitou que hoje as atuais equipes de resgates espalhadas por todo o mundo possam agir com eficiência e eficácia.









sábado, 3 de abril de 2010

Tecnologia elimina uso de papel nas UPAs do Estado.

Informatizar o atendimento de emergência nas Unidades de pronto Atendimento (UPAs) é o que faz um softwarwe desenvolvido pela empresa MV, sediada no Recife. "A primeira UPA inaugurada pelo Governo do Estado em março, na Imbiribeira, já aboliu o uso do papel nos procedimento", ressalta o diretor da MV, Luciano Regus.



É uma iniciativa inovadora porque registra todo o fluxo do atendimento, como os medicamentos e os exames eletrônicamente. e não há risco dessas informações setem apagadas", agumenta Regus, acrescentando que foram adotados requisitos para que os arquivos não sejam violados e nem perdidos. Os requisitos incluem uma certificacção do Conselho Federal de Medicina e outra da Sociedade Brasileira da Informática em Saúde.

Com o uso do software, tudo o que acontece no atendimento fica registrado eletronicamente, como as prescrições médicas, os pedidos de exames, etc. Pelos cálculos de Regus, a informatização das UPAs já existentes pde representar um mercado de R$ 50 milhões dos quais pelo menos R$ 15 milhões poderiam ser gerados em negócios no Recife, caso fosse aplicada a nova tecnologia.


Segundo o empresário, a perspectiva é que sejam implantadas 500 unidades desse tipo em todo o País. "Essa tecnologia ainda é inédita no mercado privado. Não temos hospitais privados usando esse tipo de software", afirma.


A expectativa da MV é registrar um crescimento superior aos 30% este ano. Para isso, a empresa vai tentar fazer com que osseus produtos sejam implantados em ambulatórios, UPAs e centrais de atendimento.

O software também usa o protocolo de Manchester, licenciado pela editora britânica Willey e Sons. O protocolo é um método clínico que permite classificar a gravidade de cada paciente para que sejam atendidos primeiros os que estão com doenças mais graves. Desse modo, é feito um levantamento dos sintomas que os pacientes apresentam e o software indica o grau de gravidade da enfermidade e o tempo máximo que cada cliente deve ser atendido. Para isso, os pacientes recebem uma pulsirinha que pode ter cinco cores diferentes e cada uma delas indica um tempo máximo de atendimento.


A fábrica da MV fica em Boa Viagem e cerca de 300 pessoas trabalhando no local. No ano passado, a empresa faturou R$ 70 milhões nas vendas que fez em todo o País para seus 500 clientes. A empresa também está desenvolvendo um software para gestão hospitalar, com previsão de lançamento para maio numa feira do setor de saúde, em São Paulo. "Na área de saúde, a rede pública ainda investe pouco em gestão", lamenta o empresário.


Reportagem exibida no Jornal do Commercio em 03/04/2010 (sábado) caderno de Econômia, maiores detalhes sobre a MV Sistemas no Site: http://www.mv.com.br/.


sábado, 27 de março de 2010

5S o que é? E como implantar.

A origem do 5S

As atividades de 5S tiveram início no Japão, logo após a 2ª Guerra Mundial, para combater a sujeira das fábricas, endo sido formalmente lançado no Brasil em 1991 através da fundação Chrisriano Ottoni.

No inicio de sua aplicação apenas os três primeiros "S" eram abordados, tendo sido incorporados depois o quarto e o quinto.

Atualmente, outros 4 conceitos já foram acrescidos, tendo-se portanto conhecimento da existência de 9S conforme abaixo, embora o nome do método permaneça o mesmo.

Como você deve ter percebido, cada "S" é conhecido por diversas denominações. Porém neste texto, utilizaremos a terminologia de cada "S" da seguinte maneira:

  • Senso de Utilização - 1º S;
  • Senso de Ordenação - 2º S;

  • Senso de Limpeza - 3º S;

  • Senso de Asseio - 4º S;

  • Senso de Autodisciplina - 5ºS;

  • Senso de Firmeza - 6º S;

  • Senso de Dedicação - 7º S;

  • Senso de Relato com ênfase - 8ºS;

  • Senso de Ação simultânea - 9º S.

Passos para a implementação:

  1. Primeiro Passo - Para dar início à implentação dos Conceitos 5S é essencial envolver todas as pessoas da organização ou da Empresa;

  2. Dividir a empresa em áreas físicas onde, a equipe daquela área, pretende implantar o 5S;

  3. Após definidas as áreas físicas onde serão implantados os 5 Sensos, deve-se observar cada um dos ítens a baixo:
  • Espaço
  • Mobiliário
  • Dispositivos
  • Documentos
  • Matéria-Prima

A implementação do 5S nas Unidades de Saúde, sem dúvida, representa um sustentáculo para outras ferramentas de Gestão como P.D.C.A, e Séries ISO 9000, fazendo com que a qualidade dos diversos serviços ofertados ao Paciente possam ocorrer com um maior nível de segurança e qualidade.



segunda-feira, 22 de março de 2010

XII Congresso Brasileiro de Informática em Saúde.

Palavra do Presidente

A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) realiza a cada dois anos o Congresso Brasileiro de Informática em Saúde (CBIS). Este é o maior evento brasileiro que, congrega a academia e a indústria para discutir fundamentos, aplicações e políticas da informática em saúde, unindo assim os diversos segmentos da sociedade.

O XII Congresso Brasileiro de Informática em Saúde será realizado de 18 a 22 de Outubro de 2010 em Pernambuco, estado considerado um dos maiores pólos tecnológicos e de saúde do Brasil. Todas as maravilhas e conforto do Summerville Resort em uma das mais belas praias do litral pernambucano, a linda praia de Porto de Galinhas, será o cenário deste encontro. Um lugar especial para o debate, mas também para o descanso.


Estamos vivendo um momento no qual a internet e a Telesasúde abriram novos caminhos e aproximatam a tecnologia cada vez mais das pessoas. Os avanços da informática, que vivenciamos enquanto usuários e profissionais de saúde, e suas implicações éticas, legais, e nas políticas públicas de saúde, precisam ser fortemente discutidos. Os rumos das tecnologias da informação e das comunicações, e como estas tecnologias são pensadas, ensinadas, desenvolvidas e aplicadas às realidades locais na busca de um sistema de saúde saudável em nosso país serão foco desta décima segunda edição do CBIS.


O Núcleo de Telesaúde da UFPE se orgulha em organizar pela primeira vez este evento em pernambuco e ficará muito feliz em recebê-lo em nosso estado.



Programação Científica


O Congresso contará com tutoriais, painéis e conferências proferidas por convidados nacionais e internacionais, sessões científicas orais e pôsteres, relatos de casos e experiências comerciais, que discutirão o estado da arte do ensino, desenvolvimento técnico e científico, além das questões éticas, de regulamentação e das políticas das tecnologias da informação e das comunicações na área de saúde.


Entidade Promotora


O Congresso é promovido pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). Em 2010 será organizado pelo Núcleo de Telesaúde (NUTES) da Universidade Federal de Pernambuco.



A Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), é uma Sociedade Científica, sem fins lucrativos, criada em 1986 e tem como objetivo promover o desenvolvimento de todos os aspectos da Tecnologia da Informação aplicada à Saúde. A tradição da atuação da SBIS é marcada pela realização de eventos nacionais e internacionais, como congressos, simpósios, cursos, seminários e workshops. A SBIS colabora com os órgãos público , como a ANS e o Ministério da Saúde, bem como com outras entidades e associações de classe, como o CFM e CFO. A SBIS já realizou onze Congressos Brasileiros de Informática em Saúde - CBIS. É também o representante brasileiro na IMIA - International Medical Informatics Association (Associação Internacional de Informática em Saúde). Para mais informações sobre a SBIS, visite http://www.sbis.org.br/



O Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Pernambuco (NUTES), instituído em 2003 e sediado no Hospital das Clínicas da UFPE, é um cúcleo de pesquisa e extensão tem como missão coordenar e executar as ações telacionadas com as tecnologias da informação em saúde. bem como desenvolver os projetos de telessaúde da UFPE, contricuindo para o fortalecimento do sistema de saúde através da pesquisa e desenvolviemnto de soluções tecnológicas inovadoras. O NUTES é fruto do projeto de Telemedicina no Programa de Saúde da Família, desenvolvido pelo Grupo pesquisa Tecnologias da Informação em Saúde - TIS http://www.tis.ufpe.br/ criado em 1996. O Grupo TIS é pioneiro na região norte-nordeste no ensino e desenvolvimento da informática em saúde. Desde sua criação, o NUTES e o TIS vêm trabalhando no desenvlvimento de projetos multidisciplinares em informática em saúde visando melhorar a qualidade do ensino, pesquisa, assistência e gestão em saúde. Participou da organização e da comissão científica de diversos eventos da área. Suas iniciativas e projetos aprovados em órgãos de fomento (CNPq, FINEP, Ministério da Saúde, etc).

quarta-feira, 10 de março de 2010

Uso consciente de Recursos e Materiais na Unidade Hospitalar.

Com o aumento dos gastos e consequente elevação dos custos hospitalares torna-se imperativo a adoção de medidas de controle e combate ao desperdídio. A falha nos sistemas de controle dos estoques de material pode causar sérios prejuízos para a organização. Somente com medidas planejadas e sistemáticas voltadas para a melhoria dos processos de trabalho pode-se trazer retorno financeiro importante para a instituição. Pela crise que atravessa o financiamento da saúde os gerentes dos hospitais terão que desenvolver e implementar sistemas de gerenciamento de custos, capazes de fornecer informações precisas e adequadas que permitam avaliar o desempenho do hospital nos vários segmentos para fortalecer o processo de tomada de decisão.


Quando se fala em desperdício, logo vem a imagem de um prato de comida sendo jogado fora ou aqueles alimentos guardados que perderam a validade. No entanto, além desse tipo de desperdício, existem outros que, muitas vezes, não são percebidos. Como pode ser observado pela imagem ao lado uma simples torneira aberta pode representar um derperdício que aumentará os custos opercarionais da Unidade Hospitalar.
Pode-se realizar os seguintes controles:
  • Monitoria da produção nas diversas áreas de atendimento, para antê-las dentro dos tetos pré-estabelecidos pelo SUS, ou para Operadora de Saúde Complementar;
  • incentivar a realização de procedimetnos clínicos e cirúrgicos (transplantes, hemodiálises,etc) com remuneração desvinculada, uma opção poderia ser a formação de pacotes, observando-se que o mesmo deverá ser revisto periodicamente;
  • Estimular aelaboração de orçamento programa anual por divisão para evitar desequilíbrio na aplicação dos recursos financeiros;
  • Instituir programas de treinamento para preparar: a) Equipes de compradores e de negociadores; b) Equipe de Faturamento Médico Hospitalar; c) Equipe de Auditoria Interna de Conta Médico Hospitalar;
  • Estabelecer cotas de suprimentos de fundos financeiros para os segmentos agilizarem a aquisição de itens de consumo e/ou realizarem os serviços imediatos necessários para evitar a interrupção das atividades nas unidades produtivas.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Auditoria Interna de Contas Médico Hospitalar como Ferramenta de Gestão.


A atividade de Auditoria em saúde visa garantir a qualidade da assistência médica, respeitando as normas técnicas, éticas e administrativas. A função do setor não deve ser vista como um meio para a redução custos e sim como um aliado garantindo qualidade da assistência prestada ao paciente com custo adequado.



Por se tratar de uma atividade que envolve recursos financeiros e interesses conflitantes, se fazem necessários por parte da equipe:


  • Conhecimento técnico;
  • Compromisso com a atualização profissional;
  • Conhecimento dos processos administrativos;
  • Conhecimento da leis e códigos que regem a assistência à saúde;
  • Atuação Ética.

Segundo Deming: "Não se gerência o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerência".

A importância do Setor pode ser claramente observada através da imagem de uma prescrição ao lado, pode-se visualizar o carimbo do profissional responsável pelo paciente, contudo não está assinado. Caso a conta siga para a Operadora de Saúde Suplementar será glosada. Nesse momento a Auditoria Interna de Contas Médicas, não deve apenas apontar erros com intuito de direcionar para o colaborador X, mais quais os fatos geradores que influenciaram para o ocorrido.
Se bem estruturada, e com um Plano de Ação alicerçado em princípios éticos e morais, as ações irão refletir na redução de retrabalho e consequente aumento das receitas da Unidade Hospitalar ou Serviço de Saúde, não esquecendo de maneira alguma que determinadas ações são exclusivas a profissionais da área, com vem resaltar o parecer nº 02/94, aprovado em 13/01/94, que diz: "O acesso ao prontuário médico, pelo médico perito, para efeito de auditori, deve ser feito dentro das dependências da instituição responsável pela sua posse e guarda. O médico perito tem inclusive o direito de examinar o paciente, para confrontar o descrito no prontuário".
Para tanto a Auditoria Interna tem que demonstar para os demais setores que ela é parte do processo e não um mero instrumento de coerção, desenvolvendo treinamento e estando disponível para o auxilio quando se fizer necessário. A mesma tem como obrigação os pontos elencados a seguir:
  • Analisar os procediemtnos de alto custo, órtese e materiais especiais;
  • Analisar os prontuários, exames, prescrições e documentos;
  • Identificar irregularidades (negociação de glosas);
  • Atuar preventivamente junto aos setores envolvidos;
  • Constatar se os serviços cobrados são compatíveis com os realizados (na fatura hospitalar e seus elementos, diárias, taxas, materiais, medicamentos, etc);
  • Efetuar análise pré, per e pós-pagamento da fatura médica;
  • Fornecer relatórios gerenciais;
  • Evitar cobranças indevidas (tabelas hospitalares);
  • Melhorar a assistência ao associado ou a seu dependente (qualidade de atendimento).


As ações apresentadas, irão repercutir significativamente dentro da Unidade Hospitalar ou Serviço de Saúde de forma positiva, fazendo com que a atenção e prestação dos serviços ofertados ao Paciente/Cliente e Familiares tenha sido realizado com maior segurança e a qualidade necessária, apresentando na Fatura Médico/Hospitalar apenas o que se fez necessário, evitando-se desperdício de efetivo humano e material, entre tantos outras fatores.

Daniel Carlos Nunes

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pontos de Obstrução durante o processamento de dados de Faturamento Médico Hospitalar.



A tarefa de encontrar soluções para os desafios que se apresentam acompanha a trajetória humana desde os primórdios dos tempos. Na busca pela qualidade e pela liderança no mercado, muitos hospitais têm procurado adaptar-se à nova realidade do mundo globalizado no intuito de atender ao novo perfil do cliente de saúde, que se apresenta mais crítico e inteligente. (Taraboulsi, 2004).

Como pode ser observado pela diagramação, desenvolvida por mim, destacado pelos círculos na cor amarela estão os principais pontos de obstrução em uma Unidade Hospitala (UH). São setores como Recepção, e Bloco Cirúrgico, que irão interferir no resultados dos dados expressos pelas Faturas Médico Hospitalar, sendo fonte de erros graves nos valores a serem apresentados para maior ou menor as Operadoras de Saúde Suplementar ou Pacientes Particulares, causando retrabalho aos Setores de Auditoria Interna de Contas Médicas e Faturamento para os devidos ajustes.

Independente do Sistema Operacional da Unidade Hospitalar ou Serviço de Saúde, o fator humano devido ao despreparo da mão de obra ainda é a maior causa de erros, quando da alimentação de dados.

Os erros podem ocorrer já na implantação da Base de Dados, ou quando da carga de tabelas no inicio das operações ou na manutenção das mesmas de acordo com os contratos celebrados entre Operadoras de Saúde Suplementar e Unidades Hospitalares ou outros serviços. Também podem ocorrer devido a inesperiência ou despreparo de Faturistas e Analistas de Contas, quando do exercício de suas atividades.

Dessa feita deve-se buscar um entrosamento entre os diversos setores envolvidos no processo, e um planejamento de Educação Continuada, objetivando a qualificação de todos envolvidos e a conseqüente redução de desperdícios de materiais, sejam os mesmos Tangíveis ou Intangíveis.

Daniel Carlos Nunes








Como Implantar a TISS




Estas orientações são dirigidas às operadoras e aos prestadores, preferencialmente para os profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI).


1. Identifique na Resolução Normativa os prazos para a troca eletrônica entre:
- operadoras e prestadores do grupo I: até 31 de maio de 2007;
- prestadores do grupo II: até 30 de novembro de 2008;
- prestadores do grupo III: até 30 de novembro de 2008.


2. Identifique as tabelas de domínio estabelecidas, analise-as e faça as correlações necessárias.


3. Localize as chaves de identificação unívoca necessárias: - registro ANS da operadora; - chave do prestador na operadora ou o nº do CNES do prestador (obrigatório na guia de internação hospitalar).


4. Analise as guias a serem utilizadas, principalmente os campos obrigatórios de cada uma delas.


5. Faça o download dos schemas



6.Faça o cálculo do hash, clicando em:


7. Produza o documento XML para as mensagens eletrônicas.



8. Valide seu XML, clicando em



TISSNET - PROGRAMA DE TRANSMISSÃO DOS DADOS

O padrão TISS, estabelecido pela RN nº 114/2005, define documentos (guias e demonstrativos de pagamento) e transações eletrônicas padronizadas a serem trocadas entre as operadoras de planos de saúde e seus prestadores de serviço.
Com o objetivo de contribuir para sua implantação, a Gerência de Informática da ANS (GEINF/GGSIS) desenvolveu o TISSNet, uma implementação de referência para o gerenciamento da fila de mensagens eletrônicas trocadas entre as operadoras de plano de saúde e os prestadores de serviços.



O TISSNet utiliza canal seguro através de uma porta TCP dedicada ao serviço, que pode ser livremente escolhida e configurada para a certificação digital das entidades. Também pode operar como um "web service" aderente ao padrão JSR-181 (EJB-3.0), tanto como servidor quanto como cliente.

Em consonância com a política do Governo Federal de utilização de software livre, o TISSnet foi desenvolvido em linguagem Java, atendendo desta forma tendências tecnológicas relativas a interoperabilidade e portabilidade entre plataformas.
Além disso, a ferramenta pode ser utilizada como uma dll a ser incorporada por outros sistemas de informação já existentes. Para tirar suas dúvidas, envie e-mail para: tissnet-i@ans.gov.br




Download do TISSNet:


TISSNet (14,2 Mb) - versão 3.6 de 22/05/07.
TISSNet (16,6 Mb) - versão 3.9 de 24/08/07.





ANS edita regras para Padrão de Comunicação e Segurança do TISS


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou a Nota de Esclarecimento nº002/2008, referente ao Padrão de Comunicação e Segurança para a Troca de Informação em Saúde Suplementar (TISS). A NE nº002 define critérios para recusa de arquivos ou transações eletrônicas inconsistentes enviadas por prestadores a operadoras. A NE nº002 define ainda regras e prazo para a justificativa de recusa por parte da operadora.
Consulte a Nota de Esclarecimento nº002/2008