Para o Instituto de Tecnologia de
Saúde Europeia, avaliar a relação da tecnologia com o aumento das
despesas como estático não é produtivo, sendo necessária uma visão mais
equânime para o assunto
Não há uma relação
significativa entre o aumento das despesas na saúde e o incremento da
inovação tecnológica foi a constatação de pesquisa realizada pelo
Instituto de Tecnologia de Saúde Europeia (EHTI). De acordo com o
estudo, o
aumento dos custos do segmento saúde é resultado de diversos fatores
dinâmicos. Entre as constatações está a de que a tecnologia é capaz de
expandir o número de tratamentos e, consequentemente, ampliar o consumo
na área da saúde e prolongar a vida. No entanto, a aplicação de novas
tecnologias pode permitir até a redução de custos.
De acordo com indicativos, os gastos públicos no segmento saúde
cresceram a um ritmo acelerado na última década e a tecnologia é vista
como um dos fatores para o aumento das despesas. No entanto, a pesquisa
do Instituto indica que, avaliar esta relação da tecnologia com o
aumento das despesas como estático não é produtivo, sendo necessária uma
visão mais equânime para o assunto.
Segundo a instituição, o crescimento das despesas de saúde e o
progresso da tecnologia médica incluem fatores como a disponibilidade de
intervenções alternativas e as características sociais e demográficas
dos pacientes, entre outros. “A tecnologia que aumenta os custos em um
ambiente ou em um grupo de pacientes pode ter um custo-neutro e até
mesmo reduzi-lo em várias circunstâncias”, afirmou a pesquisadora do
Instituto Europeu de Tecnologia da Saúde, Corinna Sorenson, em
comunicado ao mercado. Para
a pesquisadora, a tecnologia que aumenta os custos pode também ampliar
os benefícios e ser considerada um investimento rentável.
O estudo também salientou que o termo “tecnologia médica” é usado
para cobrir uma vasta gama de temas concernentes à área, como por
exemplo, os novos medicamentos para câncer, e isso gera aumento de
custos.
Outros exemplos fomentados pelo EHTI também impactam muito nas
despesas do setor, entre eles, o envelhecimento da população, o aumento
da incidência das doenças crônicas e a crescente demanda de pacientes.
Na visão do presidente da ABIIS (Aliança Brasileira da Indústria
Inovadora e Saúde), Carlos Eduardo Gouvêa, estes resultados confirmam a
importância de uma discussão ampla e isenta sobre a avaliação de novas
tecnologias com o fim de sua incorporação pelos sistemas de saúde,
público e privado.
Por Saúde Web
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